<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557</id><updated>2012-02-10T05:35:32.659-08:00</updated><category term='África. demográfica'/><category term='negro'/><category term='zumbi'/><category term='20 de novembro'/><title type='text'>Eu, um Negro</title><subtitle type='html'>Um site cujo objetivo é promover discussões e debates acerca de um tema que deve predominar nos diversos espaços sociais brasileiros: a igualdade racial.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>105</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3084509527182638787</id><published>2008-06-10T15:31:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T15:33:21.564-07:00</updated><title type='text'>Edigar Mão Branca - Programa Som Brasil</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8HfdXBngGgE&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8HfdXBngGgE&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Edigar Mão Branca é um legítimo representante da cultura sertaneja&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-3084509527182638787?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/3084509527182638787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=3084509527182638787&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3084509527182638787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3084509527182638787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/06/edigar-mo-branca-programa-som-brasil.html' title='Edigar Mão Branca - Programa Som Brasil'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-2671812540779092070</id><published>2008-06-10T14:43:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T14:44:29.989-07:00</updated><title type='text'>Cartola: o mundo é um moinho</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/L8U1Y9PBfig&amp;hl=pt-br"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/L8U1Y9PBfig&amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-2671812540779092070?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/2671812540779092070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=2671812540779092070&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2671812540779092070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2671812540779092070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/06/cartola-o-mundo-um-moinho.html' title='Cartola: o mundo é um moinho'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1946657706360601062</id><published>2008-05-29T18:06:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T18:07:41.856-07:00</updated><title type='text'>Nina Simone: música e política</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8Uy8cyVWU2A&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8Uy8cyVWU2A&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;A tendência natural do homem de classificar seres e coisas sempre existiu. É bem mais simples lidar com a idéia de agrupamento, quando os rótulos determinam perfis e condutas. O problema é quando algo foge do previsto. Ou quando é múltiplo, ou seja, inclassificável. Assim é Nina Simone, no mínimo difícil de se definir. Você deve ter ouvido dizer que seu estilo é jazz. Sim, mas também é soul, blues, gospel, folk, pop e tantas outras variações que só mesmo uma artista como ela poderia desenvolver. Não se trata apenas de mais uma bela voz – belíssima, por sinal. É toda uma conduta e um posicionamento diante da vida que a tornam uma mulher tão especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje a situação para a comunidade negra norte-americana não é das mais fáceis, imagine no início do século vinte. Nina Simone, que veio ao mundo como Eunice Kathleen Waymon, nasceu em 1933, período em que a questão racial ainda não era discutida abertamente, só sentida.  Portanto, a segregação era ostensiva e os negros não possuíam voz ativa, apenas sentiam o peso da opressão. Imagine o impacto causado por uma garota negra e pobre fazendo parte da conceituada e conservadora Juilliard School of Music, de Nova York. Em plenos anos 50 Nina tornou-se uma das primeiras mulheres negras a estudar piano na instituição. Foi apenas uma das barreira a serem vencidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira da musicista estaria praticamente definida, com o talento nato e um início promissor. Eu disse estaria, porque o destino de Nina previa outros caminhos. Além de trabalhar como acompanhante, conseguiu outro emprego como cantora num bar em Atlantic City. Era o momento de Eunice Waymon dar lugar a Nina Simone, em homenagem a atriz francesa Simone Signoret.  Ela nem imaginava o que estava por vir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso na noite rendeu a gravação de um álbum no final dos anos 50. Uma canção em especial tornou-se hit, “I Loves You, Porgy”,  da ópera "Porgy and Bess", de George Gershwin. Ficou de cara no vigésimo lugar das paradas, um dos poucos da sua carreira. Os anos 60  foram  tempos férteis para o nosso alvo. Contratada pela gravadora Phillips, gravou de tudo um pouco, de canções francesas a israelenses, ao jazz de Duke Ellington. Deu seu toque em hits como "Don't Let Me Be Misunderstood”  e "I Put a Spell on You", que por sinal,  influenciou os Beatles no vocal de Michelle. Após algumas mudanças de gravadora, já na década de 70, Nina se separa do seu marido e empresário e resolve dar uma guinada geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansada da  peleja do preconceito racial e com o show business, começa uma vida meio cigana. Mesmo com problemas financeiros, mudou-se para Barbados e depois para Libéria, na África, Suíça, França e Inglaterra. Continuou produzindo e compondo, porém sem que os holofotes a alcançassem. Graças a um comercial de perfume Channel, na década de 80, Nina praticamente ressurge, com a canção "My Baby Just Cares for Me", hit instantâneo.  Daí em diante, seu talento voltou a ser reconhecido e gravou com Deus e todo mundo.  Dividiu palcos e estúdios como Pete Townsend, ex- The Who, Miriam Makeba, Maria Bethânia, veio 6 vezes ao Brasil,  fez trilha para cinema e muito mais. Virou estrela em 2003 aos 70 anos de idade, de causas naturais, em sua casa no sul da França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ativismo político esteve presente em todos os trabalhos de Nina Simone. Sua luta pelos direitos civis dos negros foi intensa a ponto de faze-la deixar a terra natal, os Estados Unidos, por discordar da situação. Uma das canções mais marcantes nesse sentido foi Mississippi Goddam. A letra dura fala do não menos leve episódio do atentado à bomba em uma igreja batista no Alabama, causando a morte de 4 meninas negras. Era época do terror da Ku Klux Klan.  Sobre a morte do líder Martin Luther King, escreveu “Why? The King of Love is Dead” ou “Por que o rei do amor está morto” e vários outros temas. Sua vida foi retratada na biografia I Put A Spell On You e em breve ganhará as telas de cinema. A escolha da atriz principal parece ter sido acertada, com cantora Mary J. Blige. Além de ser uma artista acima de qualquer suspeita, tem outras semelhanças com Nina Simone, como fato de ser também empresariada pelo marido e de defender os direitos civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*DOSSIÊ NINA SIMONE&lt;br /&gt;Produção: Cássia Magalhães&lt;br /&gt;Apresentação: Michelle Bruck&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1946657706360601062?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1946657706360601062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1946657706360601062&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1946657706360601062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1946657706360601062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/nina-simone-msica-e-poltica.html' title='Nina Simone: música e política'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6900323319396041194</id><published>2008-05-29T17:54:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T17:55:25.825-07:00</updated><title type='text'>'I Put A Spell On You'. Nina Simone (1968)</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ORSzfw8FE-o&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ORSzfw8FE-o&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6900323319396041194?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6900323319396041194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6900323319396041194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6900323319396041194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6900323319396041194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/i-put-spell-on-you-nina-simone-1968.html' title='&apos;I Put A Spell On You&apos;. Nina Simone (1968)'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6178739739543630087</id><published>2008-05-23T18:54:00.000-07:00</published><updated>2008-05-23T18:55:48.038-07:00</updated><title type='text'>Mart'nália: swingue do samba</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tVD_eIA8F54&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tVD_eIA8F54&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;É preciso mais que talento para, em alguns anos de carreira, reunir sobre si o respeito e o entusiasmo de nomes como Martinho da Vila, Caetano Veloso e Maria Bethânia. É preciso mais que nome para, a cada trabalho, fazer surgir como clássicos novas canções e compositores, e ao mesmo tempo prestar reverência originalíssima aos mestres do samba e afins, dentro da generosa árvore genealógica musical brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6178739739543630087?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6178739739543630087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6178739739543630087&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6178739739543630087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6178739739543630087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/martnlia-swingue-do-samba.html' title='Mart&apos;nália: swingue do samba'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6650369146000610286</id><published>2008-05-20T15:47:00.000-07:00</published><updated>2008-05-20T15:48:04.701-07:00</updated><title type='text'>Tracy Chapman - "fest car"</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Orv_F2HV4gk&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Orv_F2HV4gk&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Tracy Chapman (Cleveland, Ohio, 30 de março de 1964) é uma cantora uranista de música pop, rhythm-and-blues jazz soul norte-americana, vencedora por diversas vezes do Grammy, tornada mundialmente famosa por suas canções "Baby Can I Hold You", "Fast car" e "Bang bang bang"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guitarrista e compositora desde criança, ingressou no programa "A Better Chance", voltado a identificar nacionalmente crianças negras talentosas para o desenvolvimento acadêmico, o que lhe permitiu freqüentar a Wooster School, em Connecticut e posteriormente a Tufts University, em Medford (Massachussets).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio de 2004, a Tufts University concedeu-lhe o título de doutora honoris causa em Belas-artes, por sua contribuição como uma artista socialmente engajada e por suas realizações artísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda durante a faculdade, Chapman começou a apresentar-se nas ruas, tocando seu violão em cafés de Cambridge, Massachussets. Enquanto esperava sua graduação acadêmica, assinou contrato com a SBK Records, em 1988, lançando seu primeiro álbum, intitulado "Tracy Chapman" - que foi logo aclamado pela crítica, e ela passou a realizar tournês e conquistar o público. Após sua aparição num programa de TV, em homenagem aos setenta anos de Nelson Mandela, em junho, sua música "Fast Car" alcançou o topo das paradas nos Estados Unidos, ficando entre as 10 mais executadas da lista da Billboard Hot 100, enquanto outras faixas também ficavam entre as mais ouvidas, "Baby Can I Hold You" entre estas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco vendeu bem, alcançando vários certificados de vendagem da RIAA (discos de platina), e fazendo-a vencer no ano seguinte (1989) quatro Grammy Awards, inclusive a de melhor artista revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chapman tornou-se, depois disto, uma artista ligada à Anistia Internacional, participando da tour "Human Rights Now!". Segundo algumas fontes, Chapman tornou-se uma das mais influentes artistas no meio universitário norte-americano, nos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu álbum seguinte, Crossroads (1989), não teve o mesmo sucesso comercial. Em 1992, quando lançou seu trabalho seguinte - Matters of the Heart - seu público era restrito a fãs dedicados. Apesar de todos acreditarem ter encerrado sua carreira, surpreendeu os analistas em 1995, com New Beginning, que vendeu mais de 3 milhões de cópias apenas nos EUA, e rendeu-lhe um Grammy, em 1997, de melhor canção de rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2000 Telling Stories foi um álbum com músicas mais voltadas para o rock que para o estilo pop, que até ali seguia. A música-título do disco foi bastante executada nas rádios européias, e em alguns segmentos norte-americanos. O sexto álbum foi Let It Rain, de 2002, que Chapman divulgou em tournê pela Europa e EUA em 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Where You Live, sétimo álbum da cantora, foi lançado em setembro de 2005. Com este trabalho realiza excursões pelos EUA e Europa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6650369146000610286?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6650369146000610286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6650369146000610286&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6650369146000610286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6650369146000610286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/tracy-chapman-fest-car.html' title='Tracy Chapman - &quot;fest car&quot;'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-5202911896029990523</id><published>2008-05-19T17:10:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T17:16:51.429-07:00</updated><title type='text'>120 anos de abolição: o que se passou?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SDIXV-Jct4I/AAAAAAAAAT0/W5rCvlsuzoI/s1600-h/negros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202246185793664898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="135" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SDIXV-Jct4I/AAAAAAAAAT0/W5rCvlsuzoI/s320/negros.jpg" width="290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;O que passou?&lt;/span&gt; Apenas o tempo, mas as condições de vida para a etnia negra e afrodescendente pouco ou quase nada mudaram na vida da maioria desta população!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;O que ficou?&lt;/span&gt; Uma grande repetição exploradora e muitas lições a serem aprendidas por toda a nação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;O que se realizou?&lt;/span&gt; Nem todos os sonhos desejados se realizaram, contudo a esperança e a bravura nunca perderam o seu espaço na luta intensa dos anônimos/as da população negra desta terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;O que se aprendeu?&lt;/span&gt; Nunca houve qualquer concessão, só após as lutas houve conquistas e que na comunidade não se perde a identidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt; que este povo nunca esqueceu?&lt;/span&gt; O valor da experiência coletiva e comunitária, pois sempre que se individualizou sofreu o mau agouro da solidão e da exploração e que a consciência não é mágica, mas que deve ser ensinada e aprendida a cada dia do nascer ao por do sol!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;O que se viu?&lt;/span&gt; Tristes histórias que se sucedeu em diferentes lugares do país, mas também o heroísmo anônimo que quebraram correntes e prisões incomensuráveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Quem ficou?&lt;/span&gt; Heróis pouco conhecidos, mas com a bravura de serem tão importantes que nem o silêncio, nem a omissão arquitetada durante séculos conseguiram extingui-los! Valeu Zumbi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Onde ficou?&lt;/span&gt; Nas ruas calçadas das cidades coloniais, nas construções de paredes largas de dezenas de cidades históricas em todo este país, na força do trabalho negado, na riqueza que foi apropriada nas mãos da elite, na ausência política, sócio-econômica e educacional que hoje clama por justiça e dignidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual ritmo dançou? Dançou a musicalidade de todos os sons, pois a arte do movimento, da ginga, do passo e do compasso, da harmonia sempre foi ouvida com sensibilidade desde a época dos primeiros e mais sábios ancestrais da África e o contato com a madeira, com o couro, com os metais é musical!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Que alimentos comeu?&lt;/span&gt; Não só comeu, como também ensinou a comer a força das plantas, das raízes, das folhas, das carnes, dos cozidos e assados que a natureza graciosamente oferece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Que fé cultuou?&lt;/span&gt; A força do AXÉ! Que conta a história sensível e profunda de como que a espiritualidade perpassa a todas as coisas das mais simples às mais complexas e que a relação entre cada ser vivo e o coletivo é belo e precisa ser respeitada, nos seus ciclos e manifestações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que 120 anos em doze perguntas? Porque a matemática é simples, precisa e pode ser sempre multiplicada por 10 (dez), representando assim cada questão a proporção de uma década, mas que inspira o desejo de um novo movimento onde não se necessite esperar outros 120 anos para que tenhamos mais vida, mais igualdade sócio-econômica, mais respeito, mais escolaridade, mais cidadania. Queremos um tempo breve para que todos vivam como gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Professor Uene José Gomes- CEAB/UCG&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-5202911896029990523?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/5202911896029990523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=5202911896029990523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5202911896029990523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5202911896029990523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/120-anos-de-abolio-o-que-se-passou.html' title='120 anos de abolição: o que se passou?'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SDIXV-Jct4I/AAAAAAAAAT0/W5rCvlsuzoI/s72-c/negros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6918170009495883137</id><published>2008-05-19T06:03:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T06:22:36.959-07:00</updated><title type='text'>O arquiteto de pesadelos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SDF8meJct3I/AAAAAAAAATs/YW6EEMZbGtk/s1600-h/cemiterio-alenquer-17.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202076044959201138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="172" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SDF8meJct3I/AAAAAAAAATs/YW6EEMZbGtk/s320/cemiterio-alenquer-17.jpg" width="253" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há quinze dias. Quinze. Religiosamente, sucessivamente, dolorosamente, sonho com a morte. Não com a morte exatamente, a velha com a foice e enxada; mas com o espírito da morte, ou tudo aquilo que compõe o cenário da morte. Rigorosamente. Quinze dias, sem falha de um sequer. Quinze: cemitérios, cortejos fúnebres, covas, catacumbas, defuntos, procissões, enterros, lamentos, choros, carpideiras, cemitérios, defuntos, cortejos, catacumbas... Quinze dias de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles vêm em capítulos, mas a fotografia é a mesma; é o mesmo diretor, o mesmo fundo musical: um silêncio a la Peter Gast; é sempre o mesmo roteiro inacabado. No último episódio, uma amiga me conduzia numa bicicleta cargueira pelas ruas de uma cidade estranha cujo colorido transitava entre a “Lista de Schindler” e “A Vida é Bela”; imensos portões de ferros abrigam estátuas antigas, de olhares vagos e semblantes monótonos. Um cortejo fúnebre invade a rua de asfalto úmido e vozes vestidas de branco entoam um cântico de lamento profundo: e um solitário camelo o esquife conduz. A morte parece-me, neste sonho em particular, muito mais trágica que nos episódios anteriores, pois que os que conduzem o morto são também almas depenadas, mas vivas; são espelhos de gente, tatuagens de vida; os lamentos são mais uma auto-piedade que saudade do morto verdadeiro; inadvertidamente, a cargueira avança sobre a procissão das almas e nós – em cujos semblantes pairam ares de zombaria e desprezo – estamos cara a cara com o defunto. Eu e a amiga Cláudia estamos despertos daquela dor, mas o ambiente é de uma atmosfera pesada e nossos corpos parecem ser impelidos a abandonar o local, que não nos pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro episódio, estou acompanhado de duas pessoas que me guiam ao cemitério localizado na praça Tancredo Neves, onde as cruzes são pequenas e as covas, devidamente cobertas pela vegetação, sem ondulações no terreno, sem sinais. Indago ao cicerone por que três nomes na mesma cova e o sujeito-obscuro esclarece que os dois primeiros foram retirados para dar lugar ao meu pai. Não me estranha o fato. Vislumbro sem qualquer sentimento as demais covas, que adivinho existirem, pois que não visíveis, e saio andando pelas avenidas da cidade. Não há fundo musical, nem sentimento de dor, nem riscos. Apenas a informação. Sei que ali, na praça Tancredo Neves, há mortos de todas as origens que se sucedem no terreno, abrigando-se nos abrigos uns dos outros, uma irmandade de mortos saudáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certo sonho – confesso – doeu-me não encontrar o caminho da cidade. O sentimento de aventura deu lugar ao desespero. Amigos-obscuros, mas amigos, seguiam-se numa jornada composta de risos histéricos, típicos de dores inconfessáveis. A mim não me restava dúvidas quanto ao rumo da cidade, mas por sobre as catacumbas de um cemitério imenso o céu parecia maior; eram tumbas imensas, cimentadas de cima a baixo, sem quaisquer inscrições de nomes ou datas; cada uma parecia comportar famílias inteiras, de épocas distantíssimas, muito distantes; foi neste capítulo que achei a saída: Vitória da Conquista era vislumbrada numa distância magnífica, mas o fato de poder vê-la dera-me alento inédito e Drummond erguia das trevas seu canto doido, “não cantes a tua cidade”; senti-me encorajado a permanecer com os obscuros nos jardins dos mortos, podendo enxergar a cidade na distância descomunal, mas tão próxima e tão quente, e tão pálida, e tão fria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O xadrez fez-me companhia neste que foi o episódio mais hilário e amedrontador, pois que o defunto, esquartejado, tinha os grandes olhos abertos sobre mim e esboçava uma verdade que teimava em não abandonar seus lábios roxos. O Cemitério da Saudade e sua capela estavam vazios quando entrei; um minuto depois estavam agrupadas inúmeras pessoas que choravam e riam enquanto lembravam as aventuras de um morto que não pude ver. À medida que eu tentava escapar da bestialidade, o ambiente se tornava ainda mais insuportável, uma zombaria irritante; doía-me principalmente a impotência de meu corpo e a indiferença dos demais. Uma indiferença cínica, uma indiferença mal-intencionada, que parecia querer dizer algo sobre mim; o som dos risos impregnaram as paredes cinzas e as vozes e os choros emanavam das paredes e dos tetos; tudo ali era desespero e riso e um morto que não tinha corpo, que não existia, num ritual macabro de histeria coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, ao dormir, fiz questão de projetar as imagens que queria ver nos sonhos; arquitetei meu pesadelo. Mas acordei suando frio. Fui ao banheiro lavar o rosto numa água gélida e, aos poucos, vieram-me à mente as imagens do sonho: eram cemitérios de andares, prédios que abrigavam mortos que falavam entre si numa linguagem inatingível. Aos poucos, a mente abria janelas e os sonhos iam clarificando o juízo. Eram quatro e quarenta da manhã; olhei pela janela da rua e uma densa neblina cobria a serra do periperi; no meu bicama, sentado, ouvi uma meia hora de Mozart e voltei à cama. Adormeço e retomo o mesmo sonho na mesma cena onde havia acordado; um sentimento de vazio pleno abocanhou-me: as vozes sumiram e o cinza-morto das paredes era amedrontador. Cemitérios gigantescos de andares, ruas desertas e um desejo de ser éter. Luzes mortas, céu escuro – embora dia – e ausência completa de vida humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6918170009495883137?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6918170009495883137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6918170009495883137&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6918170009495883137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6918170009495883137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/o-arquiteto-de-pesadelos.html' title='O arquiteto de pesadelos'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SDF8meJct3I/AAAAAAAAATs/YW6EEMZbGtk/s72-c/cemiterio-alenquer-17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-5366404115918969657</id><published>2008-05-19T05:55:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T05:58:52.182-07:00</updated><title type='text'>CRÔNICA: “Vou morrer”</title><content type='html'>Por Luiz Cláudio Sena (foto)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SDF5T-Jct2I/AAAAAAAAATk/PQZiwnDm2s0/s1600-h/machado1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202072428596737890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="172" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SDF5T-Jct2I/AAAAAAAAATk/PQZiwnDm2s0/s320/machado1.jpg" width="256" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vou morrer. Aos poucos, a idéia da morte vai se acomodando. Aos poucos, saber-me efêmero vai se transformando numa constatação indolor. Aos poucos, por uma certa aproximação – cumplicidade ou co-gestão – com o processo criativo universal (ok, chamai-o de Deus), meio que vou me convencendo de que também eu estou submetido à grande regra: fenecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Vou morrer. Olho para trás e vejo que as múltiplas, diversas e complexas perguntas feitas a mim mesmo e ao mundo ao meu redor começam a ser respondidas, não pela leitura dos filósofos, não pelo estudo da cultura oriental e de sua religião, não pela meditação, mas por mim mesmo, inconscientemente. Aos poucos, ao invés de obter respostas, subtraio perguntas. Aos poucos, toda a inquietação se transforma numa confluência, coesão com o todo. Aos poucos, a Verdade, que busquei, me busca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, a resposta, tantas vezes escorregadia, enrosca-se em meu pescoço, cachecol em linha de tricô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou morrer. E me irmano com meus ídolos. Dentro em breve – para a história, o que são 100 anos? – dentro em breve estarei com Ele. Mas Ele já está comigo. Dentro em breve, deixo de ser protagonista, exclusivista, egoísta, narcisista, para ser tudo, todos, total. Dentro em breve, esta sensação de agora – nirvana é a sensação – vai consumir-me todo, vai envolver-me todo, e todo me fará viver.&lt;br /&gt;Vou morrer. E só agora, quando deixo de lado toda a seriedade, é que vejo o quanto essa brincadeira é séria. Só agora, pleno, posso revoltar-me, encolerizar-me, reivindicar, gritar, humanizando-me, emocionando-me, permitindo-me, ignorando-me. Só agora, “onde vês eu não vislumbro razão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou morrer. E já formulo – data vênia, Senhor Deus – uma revisão no modelo operacional em uso no universo. Algumas leis universais merecem ajustes, adendos, emendas. Talvez burocratize um pouco, mas alguns ritos podem ser sistematizados, sem prejuízo algum à idéia central da Criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou morrer. E só agora, quando completo 32 anos, vejo que faço 31. Em janeiro de 2008, hei de completar 30. Nesse ritmo, em 2045 volto a sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou morrer. Vou me deitar no colchão macio da Verdade e dormir profundamente. E vou sonhar com a nova Vida que me espera, e me preparar para minha segunda morte, para acordar para uma nova vida, e me preparar para minha terceira morte, para acordar para uma nova vida, e me preparar para minha quarta morte, para acordar para uma nova vida, e me preparar para... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-5366404115918969657?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/5366404115918969657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=5366404115918969657&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5366404115918969657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5366404115918969657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/crnica-vou-morrer.html' title='CRÔNICA: “Vou morrer”'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SDF5T-Jct2I/AAAAAAAAATk/PQZiwnDm2s0/s72-c/machado1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-2928180491385412654</id><published>2008-05-15T14:49:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T14:51:07.407-07:00</updated><title type='text'>Bob Marley - Is this love</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UyyAf45bCRE&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UyyAf45bCRE&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Seu verdadeiro nome era Robert Nesta Marley. Divulgou o reggae jamaicano no Ocidente sem fazer concessões à música comercial. Suas gravações, iniciadas em 1961, caracterizavam-se pelo ritmo da música e pela crítica social, que falava da repressão aos negros, sobretudo na Jamaica. Seu primeiro sucesso internacional, com a banda The Wailers, em 1975, foi No, Woman no Cry. Seguiram-se outros como I Shot the Sheriff, famosa pela interpretação de Eric Clapton, e o combativo Get up, Stand up. Músico carismático e praticante do culto rastafári, foi aclamado em seus concertos na "Babilônia", apelido dado à Europa e aos Estados Unidos, civilizações cujo destino, segundo ele, seria um ocaso definitivo. As gravações desses concertos estão no álbum Babylon by the Bus (1978).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-2928180491385412654?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/2928180491385412654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=2928180491385412654&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2928180491385412654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2928180491385412654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/bob-marley-is-this-love.html' title='Bob Marley - Is this love'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-4509141018110829602</id><published>2008-05-15T14:39:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T14:40:38.547-07:00</updated><title type='text'>Don't Worry, Be Happy (Bob Mcferrin)</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ztfIsLxOUL8&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ztfIsLxOUL8&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-4509141018110829602?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/4509141018110829602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=4509141018110829602&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4509141018110829602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4509141018110829602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/dont-worry-be-happy-bob-mcferrin.html' title='Don&apos;t Worry, Be Happy (Bob Mcferrin)'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-4339589222214435640</id><published>2008-05-15T14:35:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T14:38:39.979-07:00</updated><title type='text'>Nelson Cavaquinho - "vou partir"</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hsUVRjJIKNc&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hsUVRjJIKNc&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vou Partir&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;(cifra para violão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tom: F&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F Abº Gm7&lt;br /&gt;Vou partir&lt;br /&gt;E7 F&lt;br /&gt;Não sei se voltarei&lt;br /&gt;Am7 D7 Gm Gm7&lt;br /&gt;Tu não me queiras mal&lt;br /&gt;Bbm6 C7 F C7&lt;br /&gt;Hoje é carnaval&lt;br /&gt;F Dm7 Gm7 C7&lt;br /&gt;Partirei para bem longe&lt;br /&gt;Gm7 D7 Db7 C7&lt;br /&gt;Não precisas se preocupar&lt;br /&gt;Cm7 F7 Bb7M Bb6&lt;br /&gt;Só voltarei pra casa&lt;br /&gt;G G7 C7&lt;br /&gt;Quando o carnaval acabar, acabar &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-4339589222214435640?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/4339589222214435640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=4339589222214435640&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4339589222214435640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4339589222214435640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/nelson-cavaquinho-vou-partir.html' title='Nelson Cavaquinho - &quot;vou partir&quot;'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8722310342085892371</id><published>2008-05-15T14:31:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T14:32:04.066-07:00</updated><title type='text'>Jongos, calangos e folias. Música Negra, memória e poesia</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iRM4nsKcfHM&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/iRM4nsKcfHM&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8722310342085892371?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8722310342085892371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8722310342085892371&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8722310342085892371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8722310342085892371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/jongos-calangos-e-folias-msica-negra.html' title='Jongos, calangos e folias. Música Negra, memória e poesia'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8256337096075333028</id><published>2008-05-12T08:38:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T08:47:14.861-07:00</updated><title type='text'>Kabengele Munanga: A difícil tarefa de definir quem é negro no Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SChkxuJctxI/AAAAAAAAAS8/HUPWDUl0AqY/s1600-h/muanga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199516575163266834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SChkxuJctxI/AAAAAAAAAS8/HUPWDUl0AqY/s320/muanga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;PARA O ANTROPÓLOGO Kabengele Munanga&lt;/span&gt;, professor-titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, não é fácil definir quem é negro no Brasil. Em entrevista concedida a ESTUDOS AVANÇADOS, no último dia 13 de fevereiro, ele classifica a questão como “problemática”, sobretudo quando se discutem políticas de ação afirmativa, como cotas para negros em universidades públicas.“Com os estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um pode se dizer um afro-descendente. Trata-se de uma decisão política”, afirma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Kabengele Munanga é atualmente vice-diretor do Centro de Estudos Africanos e do Museu de Arte Contemporânea da USP. Nasceu em 19 de novembro de 1942 no antigo Zaire, onde recebeu sua educação primária e secundária. Sua educação superior ocorreu em seu país natal, de 1964 a 1969. Foi o primeiro antropólogo formado na então Université Officielle du Congo, em Ciências Sociais (Antropologia Social e Cultural). No mesmo ano em que se graduou, recebeu uma bolsa do governo belga, como pesquisador no Museu Real da África Central, em Tervuren e como aluno do programa de pós-graduação na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica. Essa bolsa foi interrompida em 1971, por questões políticas, antes da conclusão de seu doutorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 1975, veio ao Brasil com uma bolsa da USP, a fim de continuar seus estudos. Defendeu sua tese em 1977. No mesmo ano, voltou a seu país, mas não conseguiu permanecer lá por muito tempo. Regressou ao Brasil em 1979, para trabalhar na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Em 1980, iniciou a segunda fase de sua carreira na USP. Em 2002, o governo brasileiro concedeu a Kabengele Munanga o diploma de sua admissão na Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participaram da entrevista com Kabengele Munanga, o editor de ESTUDOS AVANÇADOS, professor Alfredo Bosi, e o editor assistente, jornalista Dario Luis Borelli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ESTUDOS AVANÇADOS&lt;/strong&gt; – Quem é negro no Brasil? É um problema de identidadeou de denominação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kabengele Munanga&lt;/strong&gt; – Parece simples definir quem é negro no Brasil. Mas, num país que desenvolveu o desejo de branqueamento, não é fácil apresentar uma definição de quem é negro ou não. Há pessoas negras que introjetaram o ideal de branqueamento e não se consideram como negras. Assim, a questão da identidade do negro é um processo doloroso. Os conceitos de negro e de branco têm um fundamento etno-semântico, político e ideológico, mas não um conteúdo biológico. Politicamente, os que atuam nos movimentos negros organizados qualificam como negra qualquer pessoa que tenha essa aparência. É uma qualificação política que se aproxima da definição norte-americana. Nos EUA não existe pardo, mulato ou mestiço e qualquer descendente de negro pode simplesmente se apresentar como negro. Portanto, por mais que tenha uma aparênciade branco, a pessoa pode se declarar como negro. No contexto atual, no Brasil a questão é problemática, porque, quando se colocam em foco políticas de ações afirmativas – cotas, por exemplo –, o conceito de negro torna-se complexo. Entra em jogo também o conceito de afro-descendente, forjado pelos próprios negros na busca da unidade com os mestiços. Com os estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um pode se dizer um afro-descendente. Trata-se de uma decisão política. Se um garoto, aparentemente branco, declara-se como negro e reivindicar seus direitos, num caso relacionado com as cotas, não há como contestar. O único jeito é submeter essa pessoa a um teste de DNA. Porém, isso não é aconselhável, porque, segui&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SChk4uJctyI/AAAAAAAAATE/WsxcUpvRjSc/s1600-h/munanga.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199516695422351138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SChk4uJctyI/AAAAAAAAATE/WsxcUpvRjSc/s320/munanga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ndo por tal caminho, todos os brasileiros deverão fazer testes. E o mesmo sucederia com afro-descendentes que têm marcadores genéticos europeus, porque muitos de nossos mestiços são euro-descendentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;ESTUDOS AVANÇADOS&lt;/strong&gt; – Em face da concessão de cotas para negros, ou para outros segmentos da população que não tiveram a mesma condição de cursar escolas da classe média ou alta, qual a sua posição?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Kabengele Munanga&lt;/strong&gt; – Por ocasião dos trezentos anos da morte de Zumbi dos Palmares, em 1995, começamos a discutir essa questão na USP, numa comissão criada pela reitoria. Os movimentos negros, principalmente o Núcleo da Consciência Negra, pleitearam o estabelecimento de cotas em nossa universidade. Contudo, afirmei que não poderíamos discutir o sistema de cotas sem antes fazer uma pesquisa preliminar em países que já têm experiência de cotas, como os EUA, o Canadá, a Austrália ou a Índia. Naquela ocasião, apresentei essa proposta, mas ela não foi levada adiante. No entanto, na base de um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), um órgão do governo federal, conclui-se que realmente há uma grande defasagem na escolaridade dos negros nas universidades brasileiras. Infelizmente, porém, começamos a enfrentar a questão pelas cotas, a partir da decisão do governador Anthony Garotinho, do Rio de Janeiro, que provocou uma confusão muito grande, quando estabeleceu cotas nas universidades estaduais. No entanto, mesmo num país com tantas desigualdades, as políticas universalistas não resolvem o problema do negro. Para isso precisamos formular políticas específicas contra as desigualdades, mas o caminho não deve ser necessariamente por meio de cotas. Essa discussão, todavia, é importante, porque antes nem se tocava no assunto. Escutei outro dia algo muito positivo quando alguém dizia que deveria haver cotas para pobres. Ora, antes ninguém apresentou esse ponto de vista. O que mais me surpreende é que jamais o movimento negro se disse contrário a cotas para brancos pobres. A questão ainda está mal discutida, sendo formulada num tom passional, tanto pelos negros como pelos intelectuais. A questão não é a existência ou não das cotas. O fundamental é aumentar o contingente negro no ensino superior deboa qualidade, descobrindo os caminhos para que isso aconteça. Para mim, as cotas são uma medida transitória, para acelerar o processo. No entanto, julgo que não somente os negros, mas também os brancos pobres têm o direito às cotas. Se as cotas forem adotadas, devem ser cruzados critérios econômicos com critérios étnicos. Porque meus filhos não precisam de cotas, assim como outros negros da classe média.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;ESTUDOS AVANÇADOS&lt;/strong&gt; – O sr. iniciou suas declarações dando uma opinião contra as cotas, mas agora aponta para o problema da urgência. As cotas aparecem como uma medida de urgência?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Kabengele Munanga&lt;/strong&gt; – Sim. Ao menos que o país diga que tem hoje uma outra proposta emergencial melhor, que não abra mão de uma política universalista com vistas ao aperfeiçoamento do nível do ensino básico. É bom lembrar que a escola pública já apresentou melhor qualidade, mas o negro e o pobre não entravam nela.Melhorar a escola pública&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;ESTUDOS AVANÇADOS&lt;/strong&gt; – O sr. acha que a médio prazo a alternativa seria uma transformação mais profun&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SChlF-Jct0I/AAAAAAAAATU/v6WBq0T4GUE/s1600-h/munanga2.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199516923055617858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SChlF-Jct0I/AAAAAAAAATU/v6WBq0T4GUE/s320/munanga2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;da do ensino básico e secundário? Um número considerável de alunos negros faz o segundo grau em escolas públicas. Não falo deles como negros, mas sim como pobres. Será que as cotas não resolvem o problema porque o enfrentam no fim da linha, em vez de atacá-lo no começo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Kabengele Munanga&lt;/strong&gt; – Sim. Porém, vivo aqui há 28 anos e desde que cheguei escuto esse discurso. Mas nunca vi luta política e social alguma para a melhoria da escola pública. Só há o discurso. Mas o que fazer com a vítima? Esperar que isso aconteça por milagre, ou pressionar a sociedade através de uma proposta: como pelo menos cuidar da escola pública? A dúvida que tenho é a seguinte: num país onde a privatização do ensino é cada vez maior e no qual o lobby das escolas particulares é tão forte, só posso antever uma melhoria a longo prazo. Lembro-me de que o primeiro processo contra as propostas de cotas no Rio de Janeiro veio do sindicato das escolas privadas. Devido a essa tendência para a privatização das escolas públicas, não acredito numa rápida melhoria delas. A desigualdade social que existe há quatrocentos anos não pode ser resolvida por meio de políticas universalistas. É preciso, portanto, traçar políticas específicas para se encontrar uma solução. A discriminação racial A palavra “social” incomoda-me muito. Quando dizem que a questão do negro é uma questão social, o que quer dizer “social”? As relações de gênero são uma questão social; a discriminação contra o portador de deficiência é uma questão social; a discriminação contra o negro é uma questão social. Ora, o social tem nome e endereço. Não podemos diluir, retirar o nome, a religião e o sexo e aplicar uma solução química. O problema social tem de ser atacado especificamente. A discriminação racial precisa ser urgentemente enfrentada. Nós, negros, também temos problemas de alienação de nossa personalidade. Muitas vezes trabalhamos o problema na ponta do iceberg que é visível. Mas a base desse iceberg deixa de ser trabalhada. Estou aqui, como disse, há 28 anos. Vou a restaurantes utilizados pela classe média e a centros de alimentação nos shoppings. Encontro famílias brancas comendo (homem, mulher e filhos), mas dificilmente estão ali famílias negras. Há uma classe média negra, mas que se autodiscrimina e que é também discriminada. Desafio vocês a me dizerem que encontraram quatro famílias negras em cinco restaurantes de classe média em São Paulo. Vejamos o meu caso: em meu segundo casamento (que é interracial) percebia aquelas “olhadas” – mulher branca, filhos negros do primeiro casamento e filhos mestiços do segundo. Ninguém me expulsava desses lugares, mas eu via as “olhadas”...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;ESTUDOS AVANÇADOS&lt;/strong&gt; – A USP está completando setenta anos e gostaria que o sr. falasse sobre as principais linhas de pesquisa sobre gênero e raça na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Kabengele Munanga&lt;/strong&gt; – Até onde eu saiba não há uma linha de pesquisa sobre gênero e raça. Há um núcleo de estudo da mulher, dirigido pela professora Eva Blay. De vez em quando ela convida alguma jovem pesquisadora negra. Talvez exista uma explicação histórica para isso, porque normalmente quem estuda esse tema são as mulheres. Mas, não temos professoras negras de sociologia ou de antropologia na Universidade de São Paulo. Entrei nela em 1980, como professor, e nunca mais houve um outro professor negro no Departamento. Lembro-me do dia em que Florestan Fernandes recebeu o título de professor emérito e eu estava na fila para cumprimentá-lo. Eu não sabia que ele me conhecia. Por isso assustei-me quando ele me disse que estava muito contente com a minha presença naquela solenidade. Pois fora informado de que ali estava um negro que nem era brasileiro. Um antropólogo em dois mundos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;ESTUDOS AVANÇADOS&lt;/strong&gt; – O sr. poderia descrever um pouco sua trajetória até chegar no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Kabengele Munanga&lt;/strong&gt; – Nasci no antigo Zaire, que hoje se chama República Democrática do Congo, numa aldeia no centro do país. Estudei num colégio interno de jesuítas e fiz graduação em Antropologia. Aliás, fui o primeiro antropólogo formado naquela universidade e o único aluno que teve aulas com professores franceses, belgas e americanos convidados, pois não havia ainda professores africanos na Universidade quando eu entrei Lá, nós acabávamos a graduação com um tipo de dissertação que se chamava Mémoire. O sistema belga dava o direito de se entrar diretamente no doutorado. Em razão disso, comecei o doutorado em Louvain, na Bélgica, em 1969. Dois anos depois, voltei para pesquisas de campo. Mas houve complicações políticas. Cortaram a bolsa e não pude fazer mais nada. Por coincidência, encontrei no Congo, em 1973, o professor Fernando Mourão, que ali estava realizando palestras sobre as contribuições africanas para a cultura brasileira. Conversamos e ele me disse que a USP possuía um projeto de cooperação com as universidades africanas e que nela eu poderia completar o doutorado. Cheguei aqui em 1975 e me inscrevi no doutorado, sob a orientação do professor João Batista Borges Pereira. Como eu estava bastante adiantado, em dois anos defendi minha tese. Trabalhei sobre o processo de mudanças socioeconômicas numa comunidade no sul do Congo. Voltei correndo à militância para colocar meus conhecimentos à disposição de meu país. Mas quando cheguei lá, tive de fugir para o Brasil. Quando houve a independência do meu país, o antigo Zaire (em 30 de junho de 1960), eu estava com dezoito anos. A Faculdade foi criada pela Bélgica, seis anos&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SChk-uJctzI/AAAAAAAAATM/8jPrkf8qAkc/s1600-h/munan.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199516798501566258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SChk-uJctzI/AAAAAAAAATM/8jPrkf8qAkc/s320/munan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; antes da independência, em conseqüência de pressões internacionais. Fui alfabetizado na minha língua materna, mas no fim do primeiro grau começou o ensino em francês. O resto do curso foi em francês. Isso porque, com mais de duzentas línguas, não era possível escolher uma para ser a língua nacional. Todos os alfabetizados falam francês.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;ESTUDOS AVANÇADOS&lt;/strong&gt; – Alguma dessas línguas africanas é hegemônica?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Kabengele Munanga&lt;/strong&gt; – O suahili que é uma língua falada em muitos países africanos, em parte do Zaire, Tanzânia, Burundi, Quênia e Uganda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;ESTUDOS AVANÇADOS&lt;/strong&gt; – Suahili tem alguma coisa a ver com o árabe?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Kabengele Munanga&lt;/strong&gt; – Cerca de vinte por cento do vocabulário, porque desde a Antigüidade os árabes tiveram muita influência no continente, a partir do oceano Índico, além de terem sido responsáveis pelo tráfico oriental e transaariano (entre os anos de 600-1600). Mas a estrutura da língua é totalmente bantu (africana).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8256337096075333028?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8256337096075333028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8256337096075333028&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8256337096075333028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8256337096075333028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/05/kabengele-munanga-difcil-tarefa-de.html' title='Kabengele Munanga: A difícil tarefa de definir quem é negro no Brasil'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SChkxuJctxI/AAAAAAAAAS8/HUPWDUl0AqY/s72-c/muanga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-4327183382639968110</id><published>2008-04-30T13:13:00.000-07:00</published><updated>2008-04-30T13:19:30.581-07:00</updated><title type='text'>Omara Portuondo, a intérprete da emoção cubana</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SBjTNx_XuPI/AAAAAAAAAS0/qgyyTSYvXzg/s1600-h/Omara1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195134403882760434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SBjTNx_XuPI/AAAAAAAAAS0/qgyyTSYvXzg/s320/Omara1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Omara Portuondo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;é dona de voz macia e intensa, que aos seus 75 anos é considerada a melhor artista cubana nesta vertente, tendo sido a protagonista duma das passagens mais comoventes no documentário "Buena Vista Social Club" do realizador alemão Wim Wenders, filme que acabou por celebrizar internacionalmente a música cubana e os seus intépretes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A sua vida artística começou verdadeiramente por uma ironia do destino, em 1945. Inúmeras vezes, Omara assistia aos ensaios de sua irmã, Haydee, no conceituado cabaret 'Tropicana' em Havana. Por acidente, Portuondo acabaria por preencher o lugar de uma bailarina que, há uns dias da estreia do espectáculo, se despedira sem deixar rasto. Como já sabia o papel de cor, Omara agarrou a oportunidade com garra. Este seria o ponto de viragem na vida de Omara Portuondo iniciando, primeiramente, uma carreira como bailarina com a ajuda do talento de Rolando Espinosa. Aos fins-de-semana actuava no grupo Loquibambla Swing, cantando temas conceituados do jazz americano. Mais tarde, em 1952, formaria um dos mais importantes quartetos femininos na história da música cubana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Omara primeiro integrou um grupo chamado "Cuarto de Orlando de la Rosa", tendo-se unido depois à banda feminina Anacona. É então em 1952, que passou a fazer parte do quarteto Aida Diestro, onde permaneceu por quinze anos. Durante esse tempo, desenvolveu a sua carreira a solo, trabalhando com vários artistas lendários do mundo do espectáculo, como foi o caso de Nat King Cole e Edith Piaf. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Magia Negra (1959) foi o primeiro álbum a solo de Omara, marcante no "enamoramento" entre os sons quentes de Cuba e o jazz norte-americano, "personificado" nas versões dos temas "Caravana" (de Duke Ellington) e "The Old Black Magic". Mais tarde seguir-se-iam Esta Es Omara Portuondo, 'Palabras', 'Desafios'. Omara chegou, em 1995, a gravar com os The Chieftains por intermédio de Ry Cooder, que a convidaria igualmente para encabeçar um fantástico bolero com Compay Segundo, para o álbum Buena Vista Social Club. Hoje, Omara Portuondo dirige sua própria orquestra em Cuba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-4327183382639968110?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/4327183382639968110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=4327183382639968110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4327183382639968110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4327183382639968110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/04/omara-portuondo-intrprete-da-emoo.html' title='Omara Portuondo, a intérprete da emoção cubana'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SBjTNx_XuPI/AAAAAAAAAS0/qgyyTSYvXzg/s72-c/Omara1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8829785643523293970</id><published>2008-04-30T09:40:00.000-07:00</published><updated>2008-04-30T09:41:16.063-07:00</updated><title type='text'>Assista ao vídeo: Maria Bethania e Omara Portuondo</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dd_2ZWkRb2Q&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dd_2ZWkRb2Q&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8829785643523293970?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8829785643523293970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8829785643523293970&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8829785643523293970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8829785643523293970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/04/assista-ao-vdeo-maria-bethania-e-omara.html' title='Assista ao vídeo: Maria Bethania e Omara Portuondo'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-2751659766892469899</id><published>2008-04-30T08:54:00.000-07:00</published><updated>2008-04-30T09:00:28.451-07:00</updated><title type='text'>Baianidade em pessoa - Dorival Caymmi comemora 94 anos em família, com bolo e guaraná</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SBiXMh_XuNI/AAAAAAAAASk/amWMVPhKSmE/s1600-h/caymmi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195068411710257362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SBiXMh_XuNI/AAAAAAAAASk/amWMVPhKSmE/s320/caymmi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Responsável em grande parte pela identidade cultural que a Bahia construiu no país e no exterior&lt;/span&gt; desde o final da década de 1930, o cantor e compositor Dorival Caymmi completa 94 anos, hoje, em seu apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, ao lado da mulher, Stella Maris, 86, e dos seus três filhos (Nana, Dori e Danilo), sete netos e cinco bisnetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se falar numa tripla e íntima comemoração: ontem, Nana Caymmi fez 67 anos e hoje Dorival e Stella também celebram 68 anos de casamento (eles se conheceram quando ela se apresentava num programa de calouros da lendária Rádio Nacional). A festa, com bolo e guaraná, acontece no final da tarde, informa por telefone uma bem-humorada e realista Nana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A família vai estar toda reunida. Dori (NR: o compositor e arranjador mora em Los Angeles, nos EUA) veio para o aniversário. Todos os filhos, netos e bisnetos estarão juntos. Mamãe vai comer bolos alemães, que não têm açúcar, e os de papai são feitos em casa mesmo. Também mandei fazer um caruru para ele dar uma bicada. Espero não matar o papai (risos)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nana, que entra em estúdio no final de maio para gravar um álbum de inéditas temperado por algumas regravações, mora no Leblon, mas visita os pais todo dia. “Tem aparato de enfermagem, mas fico 24 horas no ar, principalmente por causa da mamãe que é um poço de doenças. Papai tem problemas de velho, ouve pouco, não lê mais e não toca mais, o que é difícil para ele. Felizmente, mantém-se lúcido e é muito paciente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente do antigo apartamento, a nova morada de Caymmi, na Praça Lido, tem vista para o mar e árvores. “Até achei que ele não ia gostar, porque velho não gosta de mudar. O outro, que fica também em Copacabana, foi cercado por prédios. Papai tem síndrome de maresia. O novo dá pro mar, bate muito sol e ele tá lá contente com a tartaruga que ganhou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos precursores da bossa nova e maior baiano vivo, Caymmi pegou um navio em Salvador em 1938, aos 22 anos, rumo ao Rio, onde produziria, via sambas-canções, a parte urbana da sua obra. A Bahia, porém, tão bem cantada por ele em hinos como A lenda do Abaeté, É doce morrer no mar, Saudade de Itapoã e Samba da minha terra, nunca deixou de ser a sua essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o mestre da música popular brasileira com suas canções praieiras criou uma sociedade ideal, com pessoas simples e felizes, personagens folclóricos, lugares lindos, clima agradável... Uma Bahia utópica e que, juntamente com a literatura do amigo e cúmplice Jorge Amado (1912-2001), difundiu mundo afora a identidade baiana que conhecemos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma imagem tão deliciosa quanto os doces e as comidas que Caymmi apreciava na infância e adolescência passadas na boa terra. “Graças à família Burgos, sempre tem comida da Bahia para ele aqui, tipo puba e acaçá, que é um bolo de milho enrolado, ainda quente, em folha de bananeira. Eu não vejo isso nem mais aí na Bahia. E não pode faltar farinha”, conta a filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em agosto de 2006, depois de 11 anos sem pisar em Salvador, Caymmi voltou à cidade para receber o Prêmio Nacional Jorge Amado de Literatura e Arte. “A Bahia que ele carrega no coração é uma Bahia que não existe mais. Agora mesmo, ele ficou triste ao saber que o novo gabarito de Salvador permite a construção de prédios de até 18 andares na orla”, diz Nana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um arquiteto da canção brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Dorival Caymmi, autor de cerca de cem composições, qualidade, e não quantidade, produziu uma obra extremamente singular e que pode ser considerada como um dos pilares da construção da canção brasileira. A sua folclórica fama de preguiçoso deve ser entendida, na verdade, como uma grande virtude, um traço perfeccionista da sua personalidade musical. &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SBiXdx_XuOI/AAAAAAAAASs/RYPD6O3cuZs/s1600-h/caymmiw.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195068708063000802" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SBiXdx_XuOI/AAAAAAAAASs/RYPD6O3cuZs/s320/caymmiw.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da batida do seu violão (aparentemente primitiva, mas espontaneamente inspirada nas harmonias de compositores eruditos como Ravel, Debussy, Bach e Mussorgski) e do seu canto confidente, o homem praieiro, a herança africana, os personagens baianos, as mulheres sestrosas e até um sentimento de carioquismo cruzaram os limites culturais e dionisíacos de um Brasil que fazia a transição entre o rural e o urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música de Caymmi é um grande exemplo de confluência entre o simples e o sofisticado a partir de elementos naturais como o vento, o mar, a morena e a terra. Uma confluência traduzida em canções praieiras, sambas, sambas-canções e toadas tão autorais (ele foi um dos primeiros compositores do país a gravar suas próprias canções), que o transformaram no melhor intérprete de si mesmo. A Bahia lhe deve muito. (HB) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-2751659766892469899?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/2751659766892469899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=2751659766892469899&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2751659766892469899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2751659766892469899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/04/baianidade-em-pessoa-dorival-caymmi.html' title='Baianidade em pessoa - Dorival Caymmi comemora 94 anos em família, com bolo e guaraná'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/SBiXMh_XuNI/AAAAAAAAASk/amWMVPhKSmE/s72-c/caymmi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1136411599957713905</id><published>2008-04-22T05:34:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T05:48:17.368-07:00</updated><title type='text'>Gil e seu + novo forró...</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TEYWE6IB1Us&amp;hl=pt-br"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TEYWE6IB1Us&amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1136411599957713905?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1136411599957713905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1136411599957713905&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1136411599957713905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1136411599957713905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/04/gil-e-seu-novo-forr.html' title='Gil e seu + novo forró...'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-7141087238348872783</id><published>2008-04-18T15:53:00.001-07:00</published><updated>2008-04-18T16:20:40.460-07:00</updated><title type='text'>Banda Ponto de Equilibrio - Árvore do Reggae (ACUSTICA)</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-7141087238348872783?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/7141087238348872783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=7141087238348872783&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7141087238348872783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7141087238348872783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/04/banda-ponto-de-equilibrio-rvore-do_18.html' title='Banda Ponto de Equilibrio - Árvore do Reggae (ACUSTICA)'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1220091689517941343</id><published>2008-04-18T15:53:00.000-07:00</published><updated>2008-04-18T15:56:27.041-07:00</updated><title type='text'>Banda Ponto de Equilibrio - Árvore do Reggae (ACUSTICA)</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1220091689517941343?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1220091689517941343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1220091689517941343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1220091689517941343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1220091689517941343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/04/banda-ponto-de-equilibrio-rvore-do.html' title='Banda Ponto de Equilibrio - Árvore do Reggae (ACUSTICA)'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-987793782486761365</id><published>2008-04-10T05:34:00.000-07:00</published><updated>2008-04-10T06:57:37.117-07:00</updated><title type='text'>Akon - hip-hop americano de origem senegalesa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R_4JvtazmbI/AAAAAAAAASc/1Hik0W5BjFI/s1600-h/akon1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187594536027920818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 404px; CURSOR: hand; HEIGHT: 328px; TEXT-ALIGN: center" height="289" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R_4JvtazmbI/AAAAAAAAASc/1Hik0W5BjFI/s320/akon1.jpg" width="368" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aliaune Damala Bouga Time Puru Nacka Lu Lu Lu Badara Akon Thiam&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, mais conhecido como &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Akon&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, (Dakar, Senegal, 30 de Abril de 1973) é um cantor de R&amp;amp;B e hip-hop americano de origem senegalesa, também é compositor, rapper e produtor musical. Akon chegou à fama em 2004 na sequência do lançamento de seu single "Locked Up" a partir de seu álbum de estréia Trouble. Seu segundo álbum, Konvicted, ganhou uma nomeação para o Grammy Award junto com o single "Smack That". Ele é o fundador da Konvict Muzik e Kon Live Distribution. Ele é conhecido por fazer ganchos com vários artistas e tem mais de 130 aparições como convidado e 21 canções na Billboard Hot 100 para o seu crédito. Ele é o único artista a conseguir a façanha de ficar ao mesmo tempo em primeiro e em segundo lugares simultaneamente na carta Billboard Hot 100 duas vezes, com "Don't Matter" e "The Sweet Escape". Akon é filho do percussionista de jazz, Mor Thiam e fala inglês, francês e wolof.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nome e idade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Akon muitas vezes abreviado, Aliaune Thiam,embora outras fontes tenham dito que seu nome é Alioune Badara Thiam,e a About.com diz que seu nome é mais longo, contendo, "Lu Lu Lu", não foi autonomamente verificada. Sua idade foi descoberta recentemente. No entanto, desde então, a AP relatou que ele nasceu em 1973 e tem 35 anos. Algumas instituições da mídia relatou que ele nasceu em 1981. Em setembro de 2007, em uma entrevista para uma Revista Israelita, Akon revelou que a idade dele era entre 25 ou 26 anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Antecedentes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele é filho do percussionista senegalês Mor Thiam. Ele é um muçulmano nascido em St. Louis, Missouri , mas cresceu no Senegal até que aos 7 anos, dividiu o tempo entre Senegal e Estados Unidos até que ele foi aos 15 e, em seguida permanentemente transferido para Jersey City, Nova Jersey. Ele gravou sua primeira canção, "Operations of Nature", com quinze anos. Ele foi posteriormente preso por assaltos à mão armada e distribuição de drogas, e usou seu tempo na prisão para trabalhar em sua música. Após a liberação, Akon começou a escrever e gravar faixas em sua home studio. As fitas o levaram a ser contratado pela SRC/Universal, que Akon lançou seu álbum de estréia Trouble, em Junho de 2004. A maioria das canções de Akon começa com o som do clank de uma prisão e um celular com ele á proferir a palavra "Konvict."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="divmp3" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="60" width="340" align="middle" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8996"&gt;&lt;param name="_cy" value="1588"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.baixa.la/flash/divmp3.swf"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.baixa.la/flash/divmp3.swf"&gt;&lt;param name="WMode" value="Transparent"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value="sameDomain"&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value="FFFFFF"&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.baixa.la/flash/divmp3.swf" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent" flashvars="myFile=http://www.baixa.la/arquivos/9431625&amp;myTitle=akon_feat_kaye_styles_-_shawty.mp3&amp;myLink=http://www.baixa.la/arquivo.php?id=9431625" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-987793782486761365?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/987793782486761365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=987793782486761365&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/987793782486761365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/987793782486761365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/04/akon-hip-hop-americano-de-origem.html' title='Akon - hip-hop americano de origem senegalesa'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R_4JvtazmbI/AAAAAAAAASc/1Hik0W5BjFI/s72-c/akon1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-712882765610273212</id><published>2008-04-02T14:20:00.001-07:00</published><updated>2008-04-02T14:29:35.135-07:00</updated><title type='text'>Claudia Rizo - Quente</title><content type='html'>&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" width="340" height="60" id="divmp3" align="middle"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.baixa.la/flash/divmp3.swf" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent" /&gt;&lt;param name="flashVars" value="myFile=http://www.baixa.la/arquivos/6763459&amp;myTitle=claudia_rizo_-_quente.mp3&amp;myLink=http://www.baixa.la/arquivo.php?id=6763459"&gt;&lt;param name="quality" value="high" /&gt;&lt;param name="scale" value="noscale" /&gt;&lt;param name="salign" value="lt" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#ffffff" /&gt;&lt;embed src="http://www.baixa.la/flash/divmp3.swf" allowScriptAccess="sameDomain" wmode="transparent" flashVars="myFile=http://www.baixa.la/arquivos/6763459&amp;myTitle=claudia_rizo_-_quente.mp3&amp;myLink=http://www.baixa.la/arquivo.php?id=6763459" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-712882765610273212?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/712882765610273212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=712882765610273212&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/712882765610273212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/712882765610273212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/04/claudia-rizo-quente.html' title='Claudia Rizo - Quente'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-4646099453254823192</id><published>2008-04-02T13:25:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T10:05:09.803-07:00</updated><title type='text'>OLHOS DE RIZO – meu mais novo companheiro musical</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R_PyFEYjORI/AAAAAAAAASM/K04mPok1Nu0/s1600-h/ela2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184753764923554066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px" height="264" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R_PyFEYjORI/AAAAAAAAASM/K04mPok1Nu0/s320/ela2.bmp" width="227" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois é! Tive acesso hoje ao já tão bem comentado “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Olhos de Rizo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, da negra linda Cláudia Rizo; o álbum é uma pérola rara num ambiente musical que carecia dessa inovação estética. É uma obra ousada: brilhante na proposta, extraordinária no resultado. Trata-se, para mim especialmente, da consolidação de um projeto pessoal, mas de construção coletiva, voluntariamente coletiva; daí porque a beleza plástica que mina de todos os lados do disco; daí porque o sentimento de nostalgia dos velhos vinis: como seria bom tê-la, Claudinha, nos velhos bolachões, única maneira de consumir o romantismo com o alma repleta de alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faixa um do disco, &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.mp3tube.net/musics/Santa-Maria-do-Cambuca-Excesso/139735/"&gt;QUENTE&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;... bom, há uma suspeição no ar, mas devo afirmar que você soube vesti-la com uma beleza cujos próprios compositores jamais imaginaram ser possível; a canção (assim devo chamá-la?) é um belo presente romântico para os ouvidos bem-educados; a roupagem instrumental, a leveza vocal, o encontro de ambos, a sensibilidade de sabê-la uma canção de amor sem dor e recriá-la para este ambiente de contemplação amorosa foi uma bela sacada; foi uma sacada interessantíssima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;NOVA ESTAMPA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, você, Graco e João Omar me levaram à comoção plena: Villa-Lobos regozijou nos espaços musicais que habita e se reconheceu ali, no piano, no cello, na letra, na voz, no doce perfume que emana de uma canção simples, coisa tão rara e tão necessária: simplicidade e sofisticação, este casamento perfeito legou-me momentos de puro prazer espiritual. Passei a seguir os passos labirintos e me entregar à comoção do amor. Imaginei roteiros para tantos filmes fulminado pela inspiração derivada daquele som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A auto-biográfica &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;ILHA DE MIM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é linda a partir do próprio objetivo: fala-se si ao falar do mundo, das pessoas, das solidões, do desejo de reconstrução de desejos; o blue-breque é, no disco, a interpretação que Claudinha faz do mundo e de si mesmo, acotovelando com sua habitual verve vocabular aqueles cujas vidas se curvam à mesmice, tão funesta. O conceito da letra e da melodia, noturnas por concepção, instigou-me a imaginar o drama para construção desse arranjo, em si mesmo repleto de desejos e de um vocabulário vasto de emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisavam me dizer. Eu saberia em quaisquer circunstâncias: &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;O SAMBA ME MALTRATA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é uma evidente produção ricardina. Desnecessário alongar-me em considerações quanto à habilidade deste moço em traçar idéias sobre nosso cotidiano, tão vulnerável, de operário. A metáfora do couro do tamborim, este amor afetuoso e conflituoso entre mulher, malandro e samba – tão à moda buarquina – recebeu uma roupagem que merece aplausos permanentes; fiquei presa a ela horas até desembarcar embasbacado &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;n’UM TOM MEIO ZÉ&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, esta verdadeira celebração daquele que é, para mim, o nosso instrumento-patrimônio-raiz: o velho pandeiro. Encontrei Ricardo Marques (o nosso velho músico dos saraus) anos atrás descendo a Rua dos Fonsecas ensandecido: acabara de compor esta que, naquele momento, ainda não tinha sequer título. Parou-me ali mesmo para mostrar sua mais nova produção musical: “vamos compor?”. Eu disse: “Não. Está completa e acabada”. Foi um naufrágio emocional involuntário ouvi-la enquanto descia a Bartolomeu de Gusmão na velha companheira bike. Até o céu se transformou e me mostrou a permanência daquilo que tem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;PÂO DE QUEIJO E ACARAJÉ&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é uma letra maldosa numa melodia safada, composta para ser cantada por uma língua vadia. Parafraseando o velho Augusto, o homem por sobre quem caiu a chaga da tristeza do mundo é mais feliz que este de seu relato musical tão sincero, e tão cortante. Seja como for, vou guardá-la para os momentos de malandragem verbal, erguê-la como símbolo de deboche contra o ocaso da intelectualidade; palavras que arranham os velhos chavões e arruínam as almas dos que arrocham e se incomodam com saias curtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou redondamente enganado ou &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;TENTAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; foi encomenda? Não há quem não diga que as artes ali narradas – as perversas e as amorosas – não sejam a reprodução do modus vivendi desta menina linda, que é, sim, uma verdadeira tentação, no que há de gozo e sofrimento nesta condição. Ricardo sabia do que estava falando: fez algo que assemelha em gênero, número e grau ao rizo: urbana, noturna, metropolitana, expansiva e (in) deletéria. Só uma nota: esse baixo de PP está destrutivo; é um componente que encerra: é um tsunami capaz de suspender o Japão.&lt;br /&gt;Tom Jobim foi revisitado com uma originalidade inigualável em &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;OUTRA METADE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, que queima e arde meus tímpanos com a beleza plástica e a sentimentalidade latente ali presente. Linda. Extraordinária. Apoteótica e.. simples. Faltou-me oxigênio. Me vi assim, como em Ilha de Mim, só na multidão. Naveguei nas teclas do piano e voltei ao tempo que passávamos as tardes, sós, no velho auditório da UESB, tocando aquele piano que já tinha o seu cheiro, o seu sabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;DOIS DESTINOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; tem uma melodia que parece querer transportar-nos a eras longínquas da existência. Mas, para ser bastante sincero, merecia uma letra melhor. Por isso, paro por aqui. Amei DESLIGUE A LUZ. Ouvi o quanto pude. Você estava inspiradíssima na gravação. Música, poesia e intérprete se fundiram numa musicalidade fascinante. Jazz, blue e forró: foi a mais nova semente da flor no meu presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;OLHOS DE RIZO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, olhos de lince: ali é evidente o dedo inspirador de Luciano PP. É uma viagem musical que transporta a luz do expresso 2222. Rasgar a voz foi uma necessidade numa poesia que grita por um amor? Esi aqui o resultado perfeito de uma união cuja vitalidade reside na sensibilidade e na simplicidade, primas-irmãs da beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;INDECISÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é mais uma canção claudiniana, por excelência. Vislumbrei tantas coisas boas naquele curto espaço de tempo que me vi compelido a lançar-me outras vezes ao mesmo ambiente musical: quando absurdamente exaurido, fugi pra &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;QUIZUMBA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Esta, sim, feita para fechar com chave de ouro o já aurífero CD. Espantosa criação humana, senti-me em verdadeiro estado de reencontro com nossa afro ancestralidade. Curvei-me à beleza por sabê-la fruto de encontros venturosos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-4646099453254823192?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/4646099453254823192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=4646099453254823192&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4646099453254823192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4646099453254823192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/04/olhos-de-rizo-meu-mais-novo-companheiro.html' title='OLHOS DE RIZO – meu mais novo companheiro musical'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R_PyFEYjORI/AAAAAAAAASM/K04mPok1Nu0/s72-c/ela2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-622945616735456191</id><published>2008-03-10T06:36:00.000-07:00</published><updated>2008-03-10T07:17:49.151-07:00</updated><title type='text'>Acesse o blog do Paulo Nunes</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R9U52TAEJZI/AAAAAAAAASE/2lfO7ikk-X0/s1600-h/africawe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176106951708517778" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px" height="297" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R9U52TAEJZI/AAAAAAAAASE/2lfO7ikk-X0/s320/africawe.jpg" width="274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Informação segura, rápida e de senso crítico apurado. Acesse o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Blog do Paulo Nunes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: blogdopaulonunes.com e fique bem informado o dia todo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-622945616735456191?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/622945616735456191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=622945616735456191&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/622945616735456191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/622945616735456191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/03/acesse-o-blog-do-paulo-nunes.html' title='Acesse o blog do Paulo Nunes'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R9U52TAEJZI/AAAAAAAAASE/2lfO7ikk-X0/s72-c/africawe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3205922186845487135</id><published>2008-02-29T18:51:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T18:52:10.547-08:00</updated><title type='text'>Noite de Terror: Itamar Assumpção</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" 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href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R8jA9Q2DWVI/AAAAAAAAAR0/9TUHQ8DE_Bw/s1600-h/aitamar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172596330761247058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="376" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R8jA9Q2DWVI/AAAAAAAAAR0/9TUHQ8DE_Bw/s320/aitamar.jpg" width="405" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Itamar Assumpção&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; nasceu em 1949 na cidade de Tietê, interior de São Paulo. Descendente de escravos angolanos, o cantor ouvia desde pequeno a música dos terreiros de candomblé, que vinham do quintal da sua casa. De 63 a 73, Itamar morou no Paraná e lá iniciou sua carreira musical, largando um curso de contabilidade. Na época, conheceu Arrigo Barnabé, um de seus parceiros mais constantes. Em 1973, Itamar mudou-se para São Paulo. Em 1980, lançou seu primeiro LP: Beleléu, Leléu, eu, com a banda Isca de Polícia. Tanto este como os dois lançamentos seguintes (Às Próprias Custas, de 1983, e Sampa Midnight, de 1986) foram feitos de maneira independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz percussiva de Itamar, ora cantada, ora falada ajusta-se perfeitamente às suas letras irreverentes, permeadas de irônicas observações sobre o cotidiano da cidade grande. Explorando a teatralidade na sua forma de expressão musical, também atingiu um modo peculiar de cantar. Com arranjos bem elaborados, explorando polirritmias, jogando com os sons e fonemas das palavras, misturando num mesmo caldeirão o rock, o samba, o funk, o soul, o blues e o reggae, construiu uma obra difícil de ser categorizada e assimilada comercialmente. Conforme escrito na contracapa do seu segundo LP, "Às Próprias Custas S.A."(produção independente de Isca Gravações Musicais Ltda., gravado ao vivo, em 1983), a sua música é autodefinida como "jovem para todas as idades, popular, urbana, universal, experimental, ritmada, instrumental, cantada, berrada, sussurrada, sutil, tropical, tal e tal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Festival de Música da Feira de Artes da Vila Madalena, promovido pelo teatro&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R8jBTw2DWWI/AAAAAAAAAR8/dKH7e7MF28o/s1600-h/aitamar1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172596717308303714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="159" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R8jBTw2DWWI/AAAAAAAAAR8/dKH7e7MF28o/s320/aitamar1.jpg" width="168" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Lira Paulistana, em agosto de 1980, revelou o "Nego Dito", canção que ficou em terceiro lugar. O trabalho criativo de Itamar, o sucesso de público e as produções fonográficas independentes que vinham se tornando viáveis, motivaram a criação do selo Lira Paulistana. Seu primeiro disco, "Beleléu, leléu, eu", mistura diversos ritmos estrangeiros ao samba, resultando num trabalho de grande elaboração rítmica, mas também com sensível conteúdo poético, que seria marcante durante toda a sua carreita, ao estabelecer parcerias com Alice Ruiz e Paulo Leminski, entre outros poetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Anais III Fórum de Pesquisa Científica em Arte&lt;br /&gt;Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Curitiba, 2005 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-5036299247759900690?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/5036299247759900690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=5036299247759900690&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5036299247759900690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5036299247759900690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/itamar-assumpo-urbano-experimental.html' title='Itamar Assumpção: urbano, experimental, ritmado, universal...'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R8jA9Q2DWVI/AAAAAAAAAR0/9TUHQ8DE_Bw/s72-c/aitamar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-2792906324254364545</id><published>2008-02-28T16:31:00.000-08:00</published><updated>2008-02-28T16:36:45.296-08:00</updated><title type='text'>"Músico": Carlinhos Brown, Marisa Monte e Bebo Valdez</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Wb2fHIUOuTQ"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Wb2fHIUOuTQ" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-2792906324254364545?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/2792906324254364545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=2792906324254364545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2792906324254364545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2792906324254364545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/msico-carlinhos-brown-marisa-monte-e.html' title='&quot;Músico&quot;: Carlinhos Brown, Marisa Monte e Bebo Valdez'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-2708958338824034610</id><published>2008-02-28T16:25:00.000-08:00</published><updated>2008-02-28T16:28:01.776-08:00</updated><title type='text'>Carlinhos Brown: musicalidade e encontro de culturas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R8dRYPg7ilI/AAAAAAAAARs/eLSkQg4U7Ow/s1600-h/carlos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172192173981665874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R8dRYPg7ilI/AAAAAAAAARs/eLSkQg4U7Ow/s320/carlos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Porto de chegada de culturas várias através dos séculos, a Bahia frutifica e se renova, num estado de permanente formação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt; Europeus, africanos, indígenas, orientais... os ventos e raças conflitam e se fundem dando origem a um jeito de ser baiano. Salvador, sua capital, acolhe e abriga em seus nichos estes filhos venturosos, aplaudindo a maravilha da miscigenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro deste universo, floresce e resiste às mutações do tempo a comunidade do Candeal Pequeno, com características tribais de relacionamento sócio-econômico, em que a família é base, eixo e ninho de onde se arremessa o filho para o vôo. Ali, em 1962, nasce Antônio Carlos Santos de Freitas, de negra pele que transpira curiosidade, negros olhos que captam e espelham novos tons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pequeno aguadeiro acaba por desaguar nos veios do Mestre Pintado do Bongô - Osvaldo Alves da Silva - seu condutor no fluido musical. Mestre Pintado ensina ao menino Carlinhos mais que tocar instrumentos, ele o ensina a como “trabalhar com música” - o que seria fundamental na sua formação - e vaticina a sua projeção artística.&lt;br /&gt;Das mãos de Mestre Pintado, em sua companhia pelas noites festivas dos bares e casas de show da fervilhante Salvador da década de 70, Carlinhos parte do Candeal para desfrutar de uma rica convivência no diversificado ambiente musical dos festivais promovidos pelos colégios da cidade e, desde então, como músico e compositor, desperta a atenção dos que o cercam por sua inata competência na arte de fundir, redescobrir e percutir sons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançando na rua, a música e a dança das ruas, ganha a alcunha que lhe será bandeira: Carlinhos Brown, como o músico James Brown, como o militante H. Rap. Brown - Black Panther - sendo o próprio Carlinhos uma fusão de músico e militante, não de uma raça, mas de uma rica multiplicidade cultural. A música de Carlinhos Brown é extremamente abrangente, comunica não por ser a música em si uma linguagem universal mas, por sua música ser visceral e espiritual, que ecoa pelo vento, nos quatro cantos e por todos os lados, partindo das raízes da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brown redescobre e reinventa o timbau como seu instrumento de escolha, por sua flexibilidade e versatilidade, que são elementos também dele próprio. Mas ele é mais que um percussionista, é um prisma de sons que se coloca como receptáculo e veículo de uma obra maior que ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo do ambiente musical vivido no Candeal entre sopros, batuques e canções, ouvindo a música das ruas e das coisas, trança uma trajetória dinâmica e rica tocando, arranjando e compondo com e para os mais diversos artistas e grupos, representantes de variados estilos, passando por todos eles como mestre e aprendiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo dos anos 80, chega aos estúdios WR e ali aprende técnicas de sonorização e produção - aprendizado que mais tarde se materializaria em "Ilha dos Sapos", seu estúdio, com equipamentos de última geração e totalmente voltado para a viabilização do melhor rendimento dos artistas - de onde produzirá, entre outros, CDs de Margareth Menezes e Arnaldo Antunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brown segue penetrando em todos os meios musicais e percorrendo diversas vertentes aperfeiçoando os seus dons. É um descobridor, um experimentador que não teme riscos e extremamente produtivo, chegando, em 1985, a ter vinte e seis músicas tocando nas rádios - pelo que ganha o Troféu Caymmi, mais importante prêmio da música baiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Site Oficial de Carlinhos Brown&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ww&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;w.carlinhosbrown.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-2708958338824034610?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/2708958338824034610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=2708958338824034610&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2708958338824034610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2708958338824034610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/carlinhos-brown-musicalidade-e-encontro.html' title='Carlinhos Brown: musicalidade e encontro de culturas'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R8dRYPg7ilI/AAAAAAAAARs/eLSkQg4U7Ow/s72-c/carlos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-145409325455404286</id><published>2008-02-19T07:19:00.000-08:00</published><updated>2008-02-19T16:18:41.662-08:00</updated><title type='text'>Agentes de Pastoral Negros elegem nova coordenação na Bahia</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7rz3Pg7ikI/AAAAAAAAARk/oJRlzZ4r3sI/s1600-h/para+jornal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168711652744071746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px" height="263" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7rz3Pg7ikI/AAAAAAAAARk/oJRlzZ4r3sI/s320/para+jornal.jpg" width="175" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Os Agentes de Pastoral Negros da Bahia – QUILOMBO MALÊS realizaram nesta sábado (16), no município de Vitória da Conquista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, Assembléia Geral para definição do calendário de atividades para o biênio 2008/2009, eleger delegados para a assembléia nacional (Março, em São Paulo) e eleger sua nova coordenação. O jornalista e historiador &lt;strong&gt;Fábio Sena&lt;/strong&gt;, 33, foi eleito coordenador-geral da entidade no Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a assembléia, foi aprovado manifesto em defesa da ex-ministra Matilde Ribeiro, moção de aplauso ao secretário estadual Luiz Alberto pelo trabalho desenvolvido à frente da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade da Bahia/Sepromi e uma defesa do seu nome para assumir a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/Seppir. A assembléia entendeu que, embora já tendo havido a indicação do deputado federal Edson Santos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo, seria necessário firmar o nome de consenso dos APN’s baianos para o cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Fábio Sena, o movimento negro brasileiro enfrenta uma das mais difíceis etapas da luta anti-racista no Brasil. “O aprofundamento do debate acerca das ações afirmativas nos diversos níveis mobilizou os setores historicamente beneficiados pela exclusão social e econômica dos negros. Neste momento, é necessária uma ação política bem definida de combate aos ataques especialmente da mídia, que têm usado como tática de luta a desqualificação das bandeiras do movimento negro, principalmente a questão das cotas raciais nas universidades”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-145409325455404286?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/145409325455404286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=145409325455404286&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/145409325455404286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/145409325455404286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/agentes-de-pastoral-negros-elegem-nova.html' title='Agentes de Pastoral Negros elegem nova coordenação na Bahia'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7rz3Pg7ikI/AAAAAAAAARk/oJRlzZ4r3sI/s72-c/para+jornal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6639962064396060099</id><published>2008-02-15T19:24:00.000-08:00</published><updated>2008-02-15T19:26:56.586-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/f17dIQpcLww&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/f17dIQpcLww&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Kéti (José Flores de Jesus) nasceu no Rio de Janeiro RJ em 06 de Outubro de 1921. Neto do flautista e pianista João Dionísio Santana, companheiro do compositor Índio e de Pixinguinha, e filho de um marinheiro tocador de cavaquinho, Josué Vale de Jesus, desde criança interessou-se por música. Aos 13 e 14 anos, quando morava no subúrbio de Piedade, foi levado por Geraldo Cunha, compositor do G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira e parceiro de Carlos Cachaça, para assistir a ensaios daquela escola, seu primeiro contato com a música dos morros. Mais tarde, mudou-se para o subúrbio de Bento Ribeiro e foi levado para o G.R.E.S. da Portela pelo compositor, e depois presidente da escola, Armando Santos. Começou a desfilar em sua ala dos compositores e a compor, sem mostrar suas músicas a ninguém, só o fazendo mais tarde, aos 18 anos, quando já freqüentava as rodas boêmias do Café Nice, levado por Luís Soberano. Afastou-se dos meios musicais entre 1940 e 1943, quando serviu como soldado na Policia Militar. Por essa época, compôs sua primeira marcha carnavalesca, Se o feio doesse. Teve sua primeira composição gravada, Tio Sam no samba (com Felisberto Martins), pelos Vocalistas Tropicais, em 1946. No mesmo ano, Ciro Monteiro gravou para o Carnaval, com Raul de Barros (trombone), Gilberto (ritmo) e Odete Amaral (coro), Vivo bem (com Ari Monteiro). Em 1952, Linda Batista lançou em disco Amor passageiro, sucesso no Carnaval desse ano. Seu êxito seguinte foi Leviana, lançado como samba de terreiro na Portela e mais tarde gravado por Jamelão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de 1954, afastou-se da Portela por acusações que punham em duvida a autoria de suas músicas, transferindo-se então para a União do Vaz Lobo. Aí lançou A voz do morro, gravada em 1955 por Jorge Goulart, com grande sucesso. Em 1955, A voz do morro e Leviana foram incluídas no filme Rio, 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos. Retornou a Portela e, em 1960, participou das atividades musicais do restaurante Zicartola, atuando como apresentador dos velhos compositores, ainda então desconhecidos do público, como Cartola e Nelson Cavaquinho, e dos novos, como Paulinho da Viola e Elton Medeiros. Em 1961 lançou, na quadra de ensaios da Portela, o samba Velha guarda da Portela, obtendo sucesso. Nesse ano ainda, o cantor Germano Matias gravou com êxito o samba Malvadeza Durão. Em 1962, o compositor, aproveitando o sucesso do samba A voz do morro, idealizou um conjunto homônimo que começou a ensaiar com a participação de Nelson Cavaquinho, Cartola, Elton Medeiros e Jair do Cavaquinho. Em 1964, ao lado de Nara Leão e João do Vale, encenou o show Opinião, em que lançou alguns sambas de sucesso, como Opinião, Acender as velas e Diz que fui por aí (com Hortênsio Rocha). Por essa época, Nara Leão gravou em seu primeiro disco solo (Nara) o samba Diz que fui por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu disco Opinião de Nara, ela incluiu duas outras composições suas, Opinião e Acender as velas. Também em 1964, Germano Matias lançou Nega Diná e O assalto e, no ano seguinte, o compositor recebeu convite da Musidisc para gravar seus sambas numa fita a ser entregue aos cantores da gravadora, para escolha de repertório. Lá compareceu, levando outros sambistas até então desconhecidos, como Paulinho da Viola, Nescarzinho do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Oscar Bigode e Zé Cruz, que fizeram o acompanhamento e apresentaram seus sambas. A gravadora resolveu lançar então o LP Roda de samba, com o conjunto de sambistas denominado A Voz do Morro, concretizando antigo plano seu. Esse mesmo conjunto, com Nelson Sargento, gravou mais dois LPs, um pela Musidisc (1965) e outro pela RGE (1966). O compositor teve ainda dois sambas, em parceria com Elton Medeiros – Mascarada e Samba original – gravados no LP Na madrugada, interpretado por Paulinho da Viola e Elton Medeiros, lançado pela RGE em 1966. Para o Carnaval de 1967, compôs a marcha-rancho Mascara negra (com Hildebrando Pereira Matos), embora a primeira parte tenha sido atribuída ao irmão deste, Deusdedith Pereira Matos. Foi um dos maiores êxitos de sua carreira. Tem-se apresentado em shows de televisão e em boates. No cinema, em 1957 teve seus sambas Malvadeza Durão e Foi ela incluídos no filme Rio, zona norte, de Nelson Pereira dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1958, sua música A flor do lodo foi incluída no filme Grande momento, de Roberto Santos. Seus sambas também seriam incluídos nos filmes Boca de ouro (1962), de Nelson Pereira dos Santos. A falecida (1965), de Leon Hirszman, e A grande cidade (1966), de Carlos Diegues. Nas décadas de 1970 e 1980, morou em São Paulo SP. Em 1990, de volta ao Rio de Janeiro, participou de uma remontagem do show Opinião. Em 30 de dezembro de 1994, durante show de Paulinho da Viola com a Velha Guarda da Portela, no Leme, Rio de Janeiro, subiu ao palco a convite e cantou varias músicas. Em 1996, aos 75 anos de idade e mais de 200 músicas compostas, gravou o primeiro CD da série Rio Arte Musical, produzido por Henrique Cazes, com quatro músicas inéditas e vários antigos sucessos. Ainda em 1996, em junho, o cantor Zé Renato (ex-Boca Livre) lançou o CD Natural do Rio de Janeiro, com 14 músicas suas. Em outubro desse mesmo ano, subiu ao palco junto com a cantora Marisa Monte e a Velha Guarda da Portela (Jair do Cavaquinho, Monarco, Casquinha e Argemiro) e interpretou com enorme sucesso alguns clássicos do samba, como A voz do morro e O mundo é um moinho (Cartola), entre outros. Em 1997 completou 60 anos de carreira e foi homenageado com o show Na Casa do Noca, na Gávea, Rio de Janeiro. Ainda em 1997, recebeu da Portela um troféu em reconhecimento por seu trabalho e participou da gravação do disco Casa da Mãe Joana. A Editora Globo lançou, em 1997, o fascículo com CD Zé Kéti na coleção MPB Compositores, n.º 32.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6639962064396060099?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6639962064396060099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6639962064396060099&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6639962064396060099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6639962064396060099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/z-kti-jos-flores-de-jesus-nasceu-no-rio.html' title=''/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-2946332070867781119</id><published>2008-02-15T19:16:00.000-08:00</published><updated>2008-02-15T19:23:10.541-08:00</updated><title type='text'>Luiz Melodia, o pai da música</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kt0HiCRlgnk&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kt0HiCRlgnk&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Luiz Melodia, nome artístico de Luiz Carlos dos Santos (Rio de Janeiro, 7 de janeiro de 1951) é um cantor e compositor brasileiro de MPB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou sua carreira musical em 1963 com o cantor Mizinho, ao mesmo tempo em que trabalhava como tipógrafo, vendedor, caixeiro e músico em bares noturnos. Em 1964 formou o conjunto musical Os Instanâneos, com Manoel, Nazareno e Mizinho. Lança seu primeiro LP em 1973, Pérola Negra. No "Festival Abertura", competição musical da Rede Globo, consegue chegar à final com sua canção "Ébano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas décadas seguintes Melodia lança diversos álbuns e realiza shows, inclusive internacionais. Em 1987 apresenta-se em Chateauvallon, na França e em Berna, Suíça, além de participar em 1992 do "III Festival de Música de Folcalquier" na França.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-2946332070867781119?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/2946332070867781119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=2946332070867781119&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2946332070867781119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2946332070867781119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/blog-post.html' title='Luiz Melodia, o pai da música'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6500641836001908405</id><published>2008-02-14T10:30:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T10:31:46.647-08:00</updated><title type='text'>Edson Santos é confirmado no Ministério da Igualdade Racial</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7SJAfg7ijI/AAAAAAAAARc/eNjIdxHSmhs/s1600-h/EdsonSantosPorta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166905314053425714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7SJAfg7ijI/AAAAAAAAARc/eNjIdxHSmhs/s320/EdsonSantosPorta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O deputado federal Edson Santos (PT-RJ) será o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Igualdade Racial. A indicação foi confirmada nesta quarta-feira por petistas.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ex-vereador, Edson Santos era um dos nomes cotados para ser o candidato do PT à prefeitura do Rio de Janeiro no segundo semestre. Ele assume a pasta em substituição a Matilde Ribeiro, que pediu demissão no início do mês depois das acusações de abuso nos gastos com cartão corporativo. As denúncias geraram uma CPI mista, criada na segunda-feira após um acordo entre governo e oposição e que vai investigar os gastos dos últimos dez anos, englobando os governos Fernando Henrique e Lula. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O ministério vinha sendo ocupado interinamente pelo secretário-adjunto Martvs das Chagas. Ele também estava cotado para o posto, assim como a cantora Leci Brandão.&lt;br /&gt;Entidades do movimento negro querem ministro com perfil articulador&lt;br /&gt;Representantes de movimentos sociais negros avaliavam mais cedo que, mais que um nome específico, o Ministério da Igualdade Racial precisa de ampliação da estrutura e mais articulação com a sociedade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O nome da cantora Leci Brandão foi apontado pelo fundador e conselheiro da ONG Educação e Cidadania de Afro-Descendentes e Carentes (Educafro), frei David, como a "indicação da comunidade negra" para substituir a ex-ministra. No entanto, a indicação não é consensual, segundo representantes do Movimento Negro Unificado (MNU) e da União de Negros pela Igualdade (Unegro). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- O nome da Leci é um dos nomes apontados, mas não é um consenso. Temos vários quadros dentro do movimento negro, dentro das várias vertentes, dos vários segmentos - afirmou Marta Almeida, coordenadora do MNU em Pernambuco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O secretário de Promoção da Igualdade da Bahia, Luiz Alberto Silva, e o secretário-executivo do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), Ivanir dos Santos, foram apontados como sugestões por Marta. De acordo com Julião Vieira, integrante da executiva nacional da Unegro, Leci Brandão "seria um bom nome", mas, segundo ele, a lista de possíveis indicações é mais ampla, com "seis, oito ou dez nomes" e está em discussão nos bastidores. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Quem vier tem que ter um perfil de maior amplitude e interlocução com o movimento negro brasileiro e o movimento social, com a academia (o setor acadêmico), com o movimento sindical - avaliou Vieira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A representante do MNU não descarta a indicação de um branco para o Ministério.&lt;br /&gt;- Seria coerente, dependendo do perfil do indicado, é uma secretaria de promoção da igualdade racial, pode ser um ministro judeu, indígena. Tem que ter o perfil: não-racista, não-homofóbico e com sensibilidade para os movimentos sociais e para a questão racial - pondera.&lt;br /&gt;Já a fundadora da organização não-governamental (ONG) Geledés - Instituto da Mulher Negra, Sueli Carneiro, defendeu que "não é responsabilidade da comunidade negra" indicar nomes para o ministério. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- A secretaria é uma proposta do governo, que emerge dos compromissos assumidos pelo PT e sua base aliada com sua militância política; então, a definição desse nome é de responsabilidade e de competência do PT, da sua militância e das forças políticas que estão na base aliada desse governo. É esse segmento que tem que sugerir esse nome - avaliou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6500641836001908405?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6500641836001908405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6500641836001908405&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6500641836001908405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6500641836001908405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/edson-santos-confirmado-no-ministrio-da.html' title='Edson Santos é confirmado no Ministério da Igualdade Racial'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7SJAfg7ijI/AAAAAAAAARc/eNjIdxHSmhs/s72-c/EdsonSantosPorta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-4278645878058811916</id><published>2008-02-12T07:16:00.001-08:00</published><updated>2008-02-12T07:20:36.925-08:00</updated><title type='text'>Pesos e medidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7G5MPg7iiI/AAAAAAAAARU/g_xgsBtu4OQ/s1600-h/suelicarneiro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166113867544889890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="102" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7G5MPg7iiI/AAAAAAAAARU/g_xgsBtu4OQ/s320/suelicarneiro.bmp" width="107" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não, não há racismo na demissão de uma gestora pública em nível de ministra sobre a qual pairem suspeitas de uso indevido de dinheiro público ou erro administrativo — tratando-se ou não de pessoa negra. Há, no entanto, racismo e discriminação no tratamento que foi dispensado à ex-ministra Matilde Ribeiro dentro e fora do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministra não é chamada pelo presidente da República, de quem seria pessoa de confiança, para se explicar. É sabatinada com direito a muitos “pitos” e aconselhamento para se demitir por outros três ministros supostamente equivalentes a ela. Evidencia-se aí o que parece ser o caráter simbólico do título de ministra. Demitida, é exposta numa patética coletiva de imprensa, jogada aos leões, sem a presença de nenhuma das figuras de expressão do governo ou de seu partido para emprestar-lhe “solidariedade” como houve em outros casos similares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mídia, proliferam charges que extrapolaram, em muito, o objeto central das irregularidades de que era acusada. De forma grotesca, deram plena vazão aos estereótipos. As ilustrações de sua figura nos órgãos de imprensa serviram-se de todos os clichês correntes em relação às pessoas negras. Em uma delas, ela é representada sambando com batas africanas e tranças rastafári, como se esses traços de identidade falassem por si e, portanto, explicassem os erros que lhe custaram o cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foucault já explicou como se dá esse processo que ele nomeou de “dobrar o delito” acoplando-lhe “uma série de outras coisas que não são o delito mesmo, mas uma série de comportamentos, de maneiras de ser que (...) são apresentadas como a causa, a origem, a motivação, o ponto de partida do delito”. O resultado dessa operação é que a falha cometida se torna a marca, o sinal de uma suposta imperfeição congênita de uma pessoa ou, mais ainda, de seu grupo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se estivesse inscrito em sua natureza, devendo, por isso, ser objeto de humilhação pública para servir de alerta aos que se esquecem dessa ausência “natural” de qualidade e os elevam a posições para as quais não estariam talhados. Presta-se também como ameaça aos outros, do mesmo grupo inferiorizado, que porventura ousem desejar atingir os mesmos postos. São formas de punição preventivas e educativas em que a estigmatização e a humilhação funcionam para reafirmar a incapacidade e despreparo para assumir função diretiva. Em outras palavras, a necessidade de controle social e tutela desses segmentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adicional e imediatamente promoveu-se a confusão entre a pessoa da ministra e sua pasta. Passaram a pedir não apenas a sua cabeça mas também a extinção do órgão que dirigia. Alguém imagina pedir-se a extinção de qualquer outro ministério ou secretaria especial porque seu titular cometeu um desvio de conduta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veiculou-se na imprensa que o presidente Lula estaria “particularmente aborrecido porque lutou muito pela criação da Secretaria da Igualdade Racial, antiga reivindicação do movimento negro, e foi criticado pela decisão de criar mais uma pasta. Para o presidente a atitude de Matilde Ribeiro dá agora argumentos aos adversários para quem a secretaria não tem função”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora presidente, a disfunção da então ministra não pode confundir-se com a função da secretaria como desejam os adversários. A contaminação dos atos da ministra sobre a pasta que estava sob seu comando pode ser justificativa para ceder às pressões daqueles que, dentro e fora do governo, operam para a desestabilização daquele órgão; aqueles que propagam que não somos racistas no Brasil e, portanto, negam as mazelas sociais que o racismo produz e conseqüentemente esvaziam de sentido essa secretaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Matilde Ribeiro é convidada a se demitir, outros se tornam ministros ou assumem mandatos parlamentares com suspeitas muito graves. Portanto, há discriminação quando as regras não se aplicam igualmente a todos, ou melhor, no fato de que alguns devem ser exemplarmente punidos e outros não. Há racismo na associação entre a negritude da ministra e seus atos. Há racismo no aproveitamento político de falha pessoal de uma gestora pública para a desqualificação da pasta que ela dirigia. Há racismo na utilização das irregularidades cometidas para negar a existência do problema racial e da necessidade de que o seu combate seja objeto de políticas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agenda de combate ao racismo e promoção da igualdade racial permanece como compromisso do governo no plano nacional e internacional, gostem ou não gostem os detratores. O presidente Lula da Silva precisa estar atento para que o caso de Matilde Ribeiro não seja usado, indevidamente, como o álibi perfeito para o abandono e negação desses compromissos. A crise na Seppir é também oportunidade de dotá-la das condições políticas e materiais necessárias para estar à altura desses compromissos — sobretudo o de transversalizar o tema da promoção da igualdade racial nas diversas áreas da administração pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Sueli Carneiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, doutora em filosofia da educação, é diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;: Correio Braziliense&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-4278645878058811916?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/4278645878058811916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=4278645878058811916&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4278645878058811916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4278645878058811916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/pesos-e-medidas.html' title='Pesos e medidas'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7G5MPg7iiI/AAAAAAAAARU/g_xgsBtu4OQ/s72-c/suelicarneiro.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-994192073880071781</id><published>2008-02-11T18:31:00.000-08:00</published><updated>2008-02-11T18:36:05.830-08:00</updated><title type='text'>National Geográphic  traz tudo sobre os Faraós Negros</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7EFf_g7igI/AAAAAAAAARE/dVa5W2Cylbo/s1600-h/faraos+negros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165916294754306562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7EFf_g7igI/AAAAAAAAARE/dVa5W2Cylbo/s320/faraos%2Bnegros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;A revista National Geograhic Brasil, do mês de fevereiro, traz uma matéria excelente sobre os Faraós negros, não só do Egito, mas também da Núbia, atual Sudão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. São muitos os pontos altos do texto: o primeiro deles, o caráter dialógico da organização e apresentação dos resultados de pesquisas de arqueólogos e historiadores sobre a existência e modo de governar dos Faraós negros, oriundos da Núbia. Trata-se de tema complexo, desde as postulações dos egiptólogos afrocêntricos que reivindicam a negrura de todos os antigos egípcios, de Tutankhamon a Cleópatra, aos historiadores negligentes em relação à civilização construída pelos núbios e expoentes de uma “ignorância absoluta do passado da África”, ou mesmo aos racistas que mesmo diante de indícios irrefutáveis, encontrados por eles mesmos, não admitiam que negros pudessem ter construído uma civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaca-se também a atualização da matéria por meio de uma perspectiva da História que aproxima o passado do presente, ao mesmo tempo que informa de maneira embasada e crítica. Leia-se o trecho abaixo: “Atualmente as pirâmides do Sudão – mais numerosas que as do Egito – são espetáculos assombrosos no deserto da Núbia. É possível perambular por elas sem nenhum temor, mesmo se estivermos desacompanhados, como se a região nada tivesse a ver com o genocídio no país, a crise dos refugiados em Darfur ou as conseqüências da guerra civil no sul. Enquanto cerca de mil quilômetros ao norte, no Cairo ou em Lúxor, multidões de turistas curiosos desembarcam de um ônibus após outro, espremendo-se para ver e apreciar as maravilhas egípcias, as pouco visitadas pirâmides sudanesas de El Kurru, Nuri e Meroé se erguem serenamente em meio a uma paisagem árida e vazia que mal sugere que ali teve lugar próspera cultura da antiga Núbia. Agora, contudo, nosso vago entendimento dessa civilização está mais uma vez ameaçado de mergulhar na obscuridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo sudanês constrói uma usina hidrelétrica no rio Nilo, cerca de mil quilômetros acima da barragem de Assua, erguida pelo Egito nos anos 1960 e que transformou grande parte da Baixa Núbia no leito do lago Nasser (chamado de lago Núbia, no Sudão). Até 2009, ficará pronta a enorme barragem de Merowe e um lago com 170 quilômetros de comprimento irá inundar as terras no em torno da Quarta Catarata – assim como milhares de sítios arqueológicos ainda inexplorados. Nos últimos nove anos, os arqueólogos acorreram desesperados à região, realizando escavações a toque de caixa antes que outro repositório de história Núbia tenha o mesmo destino de Atlântida” (p.35).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;: &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Blog da Cidinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Visite o sítio da National Geographic Brasil:&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;ngbrasil.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-994192073880071781?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/994192073880071781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=994192073880071781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/994192073880071781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/994192073880071781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/revista-national-geograhic-brasil-do-ms.html' title='National Geográphic  traz tudo sobre os Faraós Negros'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R7EFf_g7igI/AAAAAAAAARE/dVa5W2Cylbo/s72-c/faraos%2Bnegros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-5734845921813293650</id><published>2008-02-08T06:19:00.001-08:00</published><updated>2008-02-08T08:48:44.554-08:00</updated><title type='text'>O nome dela é Ayo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R6yH2Vr2bRI/AAAAAAAAAQ0/ZyvP0a7byjo/s1600-h/ayo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164652240290868498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 176px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px" height="233" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R6yH2Vr2bRI/AAAAAAAAAQ0/ZyvP0a7byjo/s320/ayo.jpg" width="225" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela já é uma das cantoras mais badaladas na Europa e seu nome, Ayo, significa “prazer”, em Yorubá. Nascida na Alemanha, fruto da união de pai nigeriano e mãe romena, Ayo foi ainda pequena para a Nigéria e de lá mudou-se para Londres, depois Paris e Nova Iorque. Quando criança, ouvia de Pink Floyd a Felá Kuti, de Soul Children a Bob Marley, além de Bunny Waiter e o Príncipe Sunny Adé, “o herói da Juju Music”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nos Estados Unidos produziu seu primeiro álbum. Em Paris, menos de dois anos depois, notícias sobre o seu talento começaram a circular e Ayo já se apresentava com seu violão, abrindo o concerto de Omar, o “soul brother” britânico, ou improvisando com Cody Chestnutt no palco do Elysée-Montmartre. Sonhando em fazer o mesmo com Stevie Wonder. O disco que chega agora às lojas brasileiras foi gravado em apenas cinco dias no esquema “todos ao mesmo tempo e ao vivo” no estúdio. Já estava pronto na cabeça de Ayo. O resultado é uma coleção de canções agridoces, com 12 faixas que retratam as muitas experiências e vivências de Ayo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-5734845921813293650?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/5734845921813293650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=5734845921813293650&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5734845921813293650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5734845921813293650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/o-nome-dela-ayo.html' title='O nome dela é Ayo'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R6yH2Vr2bRI/AAAAAAAAAQ0/ZyvP0a7byjo/s72-c/ayo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1285971261670639682</id><published>2008-02-03T17:59:00.001-08:00</published><updated>2008-02-03T17:59:43.967-08:00</updated><title type='text'>Cesária Évora e Salif Keita</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UkUUaxjQCfI&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UkUUaxjQCfI&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1285971261670639682?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1285971261670639682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1285971261670639682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1285971261670639682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1285971261670639682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/cesria-vora-e-salif-keita.html' title='Cesária Évora e Salif Keita'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1438636346311182561</id><published>2008-02-03T17:46:00.000-08:00</published><updated>2008-02-03T17:47:21.728-08:00</updated><title type='text'>Cesária Évora: África nossa</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QH1UG6V7iiY&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QH1UG6V7iiY&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1438636346311182561?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1438636346311182561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1438636346311182561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1438636346311182561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1438636346311182561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/cesria-vora-frica-nossa.html' title='Cesária Évora: África nossa'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-5689689183655870892</id><published>2008-02-03T17:32:00.001-08:00</published><updated>2008-02-03T17:32:34.850-08:00</updated><title type='text'>Cesária Évora, a diva dos pés descalços</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8kSvZJx7v7Q&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8kSvZJx7v7Q&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Também conhecida como «a diva dos pés descalços», que é como se apresenta nos palcos, em solidariedade aos «sem-tecto» e às mulheres e crianças pobres de seu país. A morna, um gênero musical profundo em sentimentos e aparentado ao fado português, cantado em crioulo cabo-verdiano, ela adicionou toques sentimentais com sons acústicos de violão, cavaquinho, violino, acordeão e clarineta. Também várias vezes a ouvimos cantar fado, o qual foi, literalmente conquistado, por esta voz tropical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blues cabo-verdiano de Cesária Évora tem como tema a longa e amarga história de isolamento do seu país e do grande comércio de escravos, assim como da saudade e da emigração - o número de cabo-verdianos morando no exterior é maior do que a população total do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz de Cesária Évora, acompanhada de instrumentos que lhe dão um toque de melancolia, ressalta a emoção, que caracteriza a interpretação. Mesmo platéias que não entendem o idioma, interagem com emoção nas apresentações. Fez vários duetos com Marisa Monte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-5689689183655870892?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/5689689183655870892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=5689689183655870892&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5689689183655870892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5689689183655870892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/cesria-vora-diva-dos-ps-descalos.html' title='Cesária Évora, a diva dos pés descalços'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-7689106689221755300</id><published>2008-02-03T17:20:00.000-08:00</published><updated>2008-02-03T17:23:34.121-08:00</updated><title type='text'>Plus Vivant – performance de Lokua Kanza</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hnfT3cpg-FI&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hnfT3cpg-FI&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;A suavidade de suas canções somada ao “diabólico” ritmo soukouss, solidificaram a imagem de Lokua Kanza como um músico de múltiplos talentos, cantor, compositor e arranjador preciso. Fundamental para a renovação da música africana, em 1995, foi sucesso absoluto na Europa com a música Shadow Dancer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kanza nasceu em Bukavu, província de Kivu, na parte oriental da República Democrática do Congo (ex-Zaire), em 1958. Primogênito de oito filhos de um pai mongo e uma mamãe tutsi, de Ruanda, na adolescência passou a tocar guitarra nas chamadas rumba bands. Após o lançamento de seu primeiro disco Lokua Kanza, em 1993, transformou-se num dos expoentes da música africana no mundo. Dois concertos no Auditorium dês Halles, no centro de Paris, bastaram para transformá-lo num genuíno sucesso. Em 2005, lançou Plus Vivant, cuja tournée mundial chega ao Brasil pela primeira vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-7689106689221755300?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/7689106689221755300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=7689106689221755300&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7689106689221755300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7689106689221755300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/plus-vivant-performance-de-lokua-kanza.html' title='Plus Vivant – performance de Lokua Kanza'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-7777591659915823255</id><published>2008-02-02T05:25:00.000-08:00</published><updated>2008-02-02T05:26:57.211-08:00</updated><title type='text'>Eu quero ser o primeiro a salvar Yemanjá</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mHFq_CpFvpA&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mHFq_CpFvpA&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;A Festa de Yemanjá é, sem sombra dúvidas, uma das mais vigorosas manifestações populares de devoção. É um cortejo cuja beleza transcende o aspecto material e avança para uma atmosfera para-além do surreal. Ali, se reúnem mais que homens e mulheres... trata-se de uma coletivo de desejos comuns, de uma união de esperas desesperadas, de uma comunhão que suprime de casa um a própria condição de humanidade, para remetê-los, também,a condição de seres sobrenaturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente quem vivencia todos os aspectos da Festa, não apenas sua consumação em mar aberto, mas os preparos todos, as alegorias, as dores que se desdobram em atos de devoção cega, os mudos silêncios de contrição, as alegrias multiplicadas nos risos de satisfação plena.. somente quem enxerga além do humano poderá estabeçecer um juízo do real significado da festa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A cor de Yemanjá – É costume indaar-se sobre a condição racial de Yemanjá. Ora, santa de cultura eminentemente afro assume feições européias num Estado majoritariamente afro. A transformação é resultado das investidas dos portugueses contra os negros africanos e seus cultos. Proibidos de cultuar seus próprios deuses, inteligentemente criaram um modelo de devoção que é hoje sinônimo de Bahia: o sicretismo religioso. Enquanto devotavam orações aos deuses negros fingiam terem se adaptado à religião cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sincretismo, Yemanjá é associada a uma Divindade Católica, Nossa Senhora da Conceição. Desta forma, evitavam castigos e mantinham o culto aos seus deuses: oxossi, ogum, iemanjá, etc. Assim a imagem da deusa iemanjá (ritual africano). Na realidade, a Yemanjá do Candomblé é negra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-7777591659915823255?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/7777591659915823255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=7777591659915823255&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7777591659915823255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7777591659915823255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/eu-quero-ser-o-primeiro-salvar-yemanj.html' title='Eu quero ser o primeiro a salvar Yemanjá'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-7072710840795225208</id><published>2008-02-01T13:59:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T14:01:29.421-08:00</updated><title type='text'>Ministra assume erro no uso do cartão corporativo e entrega o  cargo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R6OWelr2bPI/AAAAAAAAAQk/1E-9UJ5vUEs/s1600-h/ameacasobreplanalto6_28.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162135050152996082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R6OWelr2bPI/AAAAAAAAAQk/1E-9UJ5vUEs/s320/ameacasobreplanalto6_28.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Depois das denúncias de gastos irregulares com o cartão corporativo do governo, a ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Matilde Ribeiro, entregou hoje a carta de demissão ao presidente Lula. A situação da ministra à frente do cargo estava insustentável, principalmente depois que foi descoberta uma compra no valor de R$ 461,16 em um freeshop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante entrevista coletiva concedida em Brasília, logo após a entrega da carta no Palácio do Planalto, a ministra disse que assume o erro administrativo, mas que não se arrepende porque foi orientada a usar o cartão por funcionários da Secretaria Especial. "Esse erro não foi cometido exclusivamente por mim. Dois servidores me passaram a orientação sobre o uso do cartão", afirmou Matilde Ribeiro, que também informou a exoneração dos dois funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compra no freeshop, considerada "um engano" pela ministra, foi feita no dia 10 de outubro do ano passado. Matilde Ribeiro disse que foi notificada em dezembro sobre o gasto e que a devolução do dinheiro se deu em janeiro. "Se eu tivesse sido alertada antes, teria corrigido o erro. Diante de um erro administrativo, qualquer pessoa tem que responder pelo ato. Erro é erro e aconteceu comigo", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a conversa com o presidente Lula, Matilde Ribeiro disse que o diálogo foi "maduro" e que cabe a ele escolher o seu substituto. Ela disse que está à disposição do governo para as "tratativas necessárias". A ministra responde a uma investigação da Controladoria-Geral da União. De acordo com a CGU, as despesas com o cartão corporativo chegaram a R$ 171 mil no ano passado, sendo que R$ 110 mil foram gastos com o aluguel de carros e R$ 5 mil em restaurantes. A ministra justificou que os gastos ocorreram porque "fora de Brasília, a Secretaria Especial não tem nenhuma estrutura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionada sobre o aluguel de um carro no valor de R$ 2.624,57, pagos com o cartão em 8 de novembro, a ministra confirmou que a locação foi feita no dia 31 de outubro, véspera de Finados. A devolução do carro ocorreu no dia 5 de novembro. Nesse período, segundo o site da Secretaria Especial, a ministra teve compromissos oficiais no interior de São Paulo apenas nos dias 31 de outubro e 5 de novembro. Entre primeiro e quatro de novembro, não há registro de compromissos oficiais. Mas, durante a entrevista, Matilde Ribeiro alegou que permaneceu em São Paulo dos dias 1 a 4/11 para atividades de trabalho, "não-públicas".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-7072710840795225208?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/7072710840795225208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=7072710840795225208&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7072710840795225208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7072710840795225208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/ministra-assume-erro-no-uso-do-carto.html' title='Ministra assume erro no uso do cartão corporativo e entrega o  cargo'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R6OWelr2bPI/AAAAAAAAAQk/1E-9UJ5vUEs/s72-c/ameacasobreplanalto6_28.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3297024525056764001</id><published>2008-02-01T13:50:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T13:56:44.703-08:00</updated><title type='text'>Ameaça sobre o Planalto : auditoria do TCU leva investigação sobre cartões corporativo ao gabinete do presidente e pode provocar CPI</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R6OUqVr2bNI/AAAAAAAAAQU/eZhEFQb_EIU/s1600-h/ameacasobreplanalto1_28.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162133052993203410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 538px; CURSOR: hand; HEIGHT: 335px; TEXT-ALIGN: center" height="246" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R6OUqVr2bNI/AAAAAAAAAQU/eZhEFQb_EIU/s320/ameacasobreplanalto1_28.jpg" width="399" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;A nova ameaça que ronda o Palácio do Planalto tem a forma de retângulos de plástico e possui uma tarja magnética. São os cartões de crédito chamados de cartões corporativos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; A Revista ISTOÉ teve acesso com exclusividade a uma ampla auditoria que o Tribunal de Contas da União (TCU) fez nos 42 cartões corporativos da Presidência da República. Eles servem para cobrir gastos e, principalmente, sacar na boca do caixa dinheiro vivo destinado a custear as despesas do gabinete presidencial, incluindo aquelas realizadas pelo casal Marisa e Lula da Silva e seu staff. A auditoria revelou que, a exemplo do que fizeram os ministros Orlando Silva (Esportes), Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) e Altenir Gregolin (Aqüicultura e Pesca), os assessores palacianos também estão usando os cartões de forma fraudulenta. "Foram comprovadas fraudes" na utilização dos cartões, certificou o TCU, depois de três anos de investigação. O relatório final do Tribunal de Contas poderá levar para dentro do gabinete de Lula uma série de denúncias que nos últimos dias têm ficado restritas a ministros de pouca expressão.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162133503964769506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 481px; CURSOR: hand; HEIGHT: 362px; TEXT-ALIGN: center" height="337" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R6OVElr2bOI/AAAAAAAAAQc/5MHzCuiRhjU/s320/ameacasobreplanalto2_28.jpg" width="442" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Depois de três anos de investigação, o TCU detectou irregularidades como notas frias e superfaturamento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com base nesses documentos que o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos mais atuantes na CPI dos Correios, pretende conseguir as assinaturas necessárias - 171 na Câmara e 27 no Senado - para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito a fim de investigar os gastos com os cartões corporativos. "É necessário apurar a utilização indevida e ilegal dos cartões e punir os responsáveis antes que novas irregularidades apareçam. Os números mostram que estão gastando cada vez mais e não apenas nos Ministérios, mas também no Palácio do Planalto", disse o deputado depois de analisar uma série de documentos. Entre as fraudes detectadas na investigação do TCU estão o pagamento de diárias a servidores que não foram indicados pelo Planalto como integrantes de comitivas em viagens oficiais, o pagamento de diárias, muitas vezes superfaturadas, em quantidade superior ao período de estadia efetiva e a inexistência das empresas nos endereços consignados nas notais fiscais utilizadas para atestar o gasto, ou seja, a nota fiscal fria. Há casos ainda de emissão de notas fiscais "calçadas", aquelas que registram valores diferentes nas várias vias de mesmo número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase a totalidade dessas irregularidades, que se repetiram ao longo dos seis anos de governo Lula, foi identificada em viagem presidencial, realizada em 2 de maio de 2003, às cidades de Ribeirão Preto e Sertãozinho (SP). Nessa viagem, foram pagas 22 diárias para pessoas que não constavam na lista de membros da comitiva fornecida pela Secretaria de Administração da Presidência, a um custo total de R$ 3 mil. Também foi pago um número de diárias superior ao período da estadia de seis servidores do Palácio do Planalto. Um desses funcionários, que o TCU identifica apenas como "AT", passou apenas dois dias hospedado em hotel em Ribeirão Preto. Mas o cartão de crédito corporativo pagou o dobro: quatro diárias. O servidor da Presidência identificado como "SJ" também hospedou-se por dois dias, mas passou no cartão cinco. Na ida a Ribeirão dos servidores do Palácio do Planalto, também ficou caracterizado o superfaturamento, segundo os auditores do TCU. O total da despesa da comitiva presidencial com hospedagem no hotel foi orçado em R$ 23,8 mil. O problema, frisaram os auditores, é que o "valor pago pela Secretaria de Administração da Presidência em maio de 2003 superou em R$ 13,6 mil o valor de mercado de hospedagem no mesmo hotel em setembro de 2006". Ou seja, três anos depois. No total, a viagem ao município paulista consumiu R$ 18,1 mil apenas em "despesas irregulares", atesta o TCU. No caso de pagamento de despesas com cartão corporativo, durante a estada em Ribeirão e Sertãozinho, foram identificados indícios de irregularidades fiscais com notas emitidas pelas empresas FR Comércio e Serviços, Nova Era Comércio, Memory House, Comércio Importação e Exportação e Trovata Design Editorial Ltda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O funcionário designado para custear, com cartão de crédito corporativo, as despesas da viagem às cidades paulistas foi Josafá Fernandes de Araújo. Alçado ao cargo de agente administrativo no governo Lula, Josafá começou a trabalhar no Palácio como datilógrafo até chegar às áreas de licitações e compras durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Ele é apenas um dos 42 servidores do Palácio do Planalto encarregados de suprir todas as necessidades do pre- B R A S I L sidente, de sua família e dos ministros palacianos. São eles os ordenadores de despesas oficiais chamados de ecônomos. Precisam trabalhar com agilidade e compram sem licitação. Muitos chegaram ao Planalto com o presidente, como Roberto Suarez. Outros estão no Planalto há mais de uma década, como Josafá e Anderson Ferreira. As primeiras informações sobre o uso abusivo e indiscriminado dos cartões de crédito corporativos pelo governo foram reveladas por ISTOÉ Dinheiro em reportagem de capa em agosto de 2005. Desde então, as suspeitas de utilização ilegal desse mecanismo sempre foram apontadas pela oposição como a prova inequívoca da diluição da fronteira entre o público e o privado pelo governo petista. O assunto pegou fogo nos últimos dias quando foi noticiado que a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, gastou R$ 171,5 mil em viagens em 2007, todas pagas com o cartão corporativo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-3297024525056764001?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/3297024525056764001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=3297024525056764001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3297024525056764001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3297024525056764001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/02/ameaa-sobre-o-planalto-auditoria-do-tcu.html' title='Ameaça sobre o Planalto : auditoria do TCU leva investigação sobre cartões corporativo ao gabinete do presidente e pode provocar CPI'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R6OUqVr2bNI/AAAAAAAAAQU/eZhEFQb_EIU/s72-c/ameacasobreplanalto1_28.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-700253465362925973</id><published>2008-01-29T04:06:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T04:10:11.179-08:00</updated><title type='text'>Luiz Gonzaga ao vivo – volta pra curtir</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R58W_Vr2bMI/AAAAAAAAAQM/vX3FqOrKH2M/s1600-h/luiz+gonzaga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160868975398513858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="237" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R58W_Vr2bMI/AAAAAAAAAQM/vX3FqOrKH2M/s320/luiz+gonzaga.jpg" width="233" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Que Luiz Gonzaga foi genial, isso todo mundo já sabe. Ele tinha a voz forte, as composições imortais, a sanfona característica e um talento nato para incorporar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o caboclo nordestino e contar causos e anedotas. Doze anos depois de sua morte, constata-se que ele continua imbatível no gênero que ajudou a fixar no imaginário coletivo do brasileiro: o baião e suas variações. É o que prova o CD inédito Volta Pra Curtir, retirado de um show no Teatro Tereza Rachel, no Rio, em 1972, quando Caetano e Gil voltaram do exílio e queriam mostrar à juventude intelectual da Zona Sul carioca a importância do Rei do Baião. Produzido por Jorge Salomão (com roteiro dele em parceria com José Carlos Capinam), o show que agora virou CD apenas frisa a genialidade do intérprete e compositor, com direito a uma banda regional de primeira, que contou com o então jovem Dominguinhos no acordeom, que acabava de ser rebatizado (deixara há pouco o apelido de Neném).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O falatório desfiado por Gonzagão ao longo do disco pode até incomodar a quem só queira dançar ao som de suas músicas, mas não poderia ter ficado de fora. Seria uma heresia, afinal são em seus discursos que ele revela sua graça, sua ingenuidade e seu carisma inigualáveis. O repertório traz seus maiores clássicos - todos, atemporais - como Asa Branca, Boiadeiro, Lorota Boa, Assum Preto, Respeita Januário, No Meu Pé de Serra, Estrada de Canindé, Juazeiro, Derramaro o Gai, Qui Nem Jiló e tantas outras. Entre as menos conhecidas, destacam-se as brejeiras e melancólicas Ana Rosa (Humberto Teixeira) e Hora do Adeus (Onildo Almeida/ Lula Queiroga) e duas homenagens ao Rio de Janeiro: Adeus, Rio (Zé Dantas/ Luiz Gonzaga) e Aquilo Bom (Garotas do Leblon) (Luiz Gonzaga/ Severino Ramos). A nova geração do forró pé-de-serra tem que acender uma vela por noite pra São Luiz Gonzaga. Reverência é o mínimo que se pode ter a um dos dez nomes mais importantes da MPB de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 &lt;strong&gt;Boiadeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Klecius Caldas - Armando Cavalcante)&lt;br /&gt;• Cigarro de paia (Armando cavalcante, Klecius Caldas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 &lt;strong&gt;Moda da mula preta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Raul Torres)&lt;br /&gt;• Lorota boa (Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 &lt;strong&gt;Siri jogando bola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Gonzaga - Zé Dantas)&lt;br /&gt;• Macapá (Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 &lt;strong&gt;Qui nem giló&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;• Oiá eu aqui de novo (Antonio Barros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 &lt;strong&gt;Asa branca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;• A volta da asa branca (Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 &lt;strong&gt;Assum preto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;• Ana Rosa (Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 &lt;strong&gt;Hora do adeus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Queiroga - Onildo Ameida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 &lt;strong&gt;Estrada de Canindé&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;• Respeita Januário (Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 &lt;strong&gt;Numa sala de reboco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(José Marcolino - Luiz Gonzaga)&lt;br /&gt;• O cheiro da Carolina (Amorim Roxo, Zé Gonzaga)&lt;br /&gt;• O xote das meninas (Luiz Gonzaga, Zé Dantas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 &lt;strong&gt;Adeus, Rio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Gonzaga - Zé Dantas)&lt;br /&gt;• Aquilo bom (Garotas do Leblon) (Luiz Gonzaga, Severino Ramos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 &lt;strong&gt;No meu pé de serra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;• Baião (Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 &lt;strong&gt;Pau de arara&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Guio de Moraes - Luiz Gonzaga)&lt;br /&gt;• Juazeiro (Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 &lt;strong&gt;Derramaro o gai&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Gonzaga - Zé Dantas)&lt;br /&gt;• Imbalança (Luiz Gonzaga, Zé Dantas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 &lt;strong&gt;A feira de Caruaru&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Onildo Ameida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 &lt;strong&gt;Olha a pisada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Luiz Gonzaga - Zé Dantas)&lt;br /&gt;• Boiadeiro (Armando Cavalcante, Klecius Caldas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;http://cliquemusic.uol.com.br/&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Rodrigo Faour&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-700253465362925973?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/700253465362925973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=700253465362925973&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/700253465362925973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/700253465362925973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/luiz-gonzaga-ao-vivo-volta-pra-curtir.html' title='Luiz Gonzaga ao vivo – volta pra curtir'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R58W_Vr2bMI/AAAAAAAAAQM/vX3FqOrKH2M/s72-c/luiz+gonzaga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8403849073040101609</id><published>2008-01-25T05:04:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T05:14:51.151-08:00</updated><title type='text'>O Paulinho da Viola de Meu Tempo é Hoje</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zlNMLwUeoeU&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zlNMLwUeoeU&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Você escuta um estalo. Algo quebrou dentro do peito. Na tela grande, um close na boca gigantesca. A voz é conhecida, a música ainda mais. Marisa Monte entoa "Carinhoso", de Pixinguinha. Sim, é aquela, "meu coração/não sei por que...". É batida, já tocou milhares de vezes, mas não dá para evitar o nó na garganta e a taquicardia. A câmera só mostra a boca de Marisa durante quase toda a canção. Os olhos marejam. A voz de Marisa e o violão de Paulinho da Viola. Só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso acontece lá pelo meio do filme. O coração já tinha ameaçado deixar o peito algumas vezes, mas você não está preparado. Nunca está. Meu Tempo é Hoje, documentário sobre a carreira e o cotidiano de Paulinho da Viola. É a intimidade de um astro tímido, as idiossincrasias de um gênio. É um dos mais belos filmes brasileiros já vistos e certamente o melhor filme de música produzido no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido magistralmente por Izabel Jaguaribe – com roteiro e entrevistas de Zuenir Ventura – Meu Tempo é Hoje é poesia a cada polegada da película. Revela manias, joga sinuca, constrói alguma coisa em sua marcenaria, compra um livro raro. Coisas simples, prosaicas, mas que se transformam em poesia nas mãos de um homem que só sabe fazer bonito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinho atravessa a rua e entra em uma livraria. Lá, contente, recebe do livreiro o encomendado: o título do livro, "Saudade Brasileira". Paulinho se queixa: ele não sente saudade. Saudade e os efeitos do tempo são assuntos recorrentes no filme – assim como na obra musical de seu protagonista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As teorias de Paulinho reinventam o tempo. Ele não sente saudades porque não vive no passado, mas sim o passado vive nele. "Meu tempo é hoje, vivo o agora", insiste Paulinho o tempo todo. Antes de tudo, é uma ode ao momento presente, à capacidade e à vontade que se deve ter em aprender a moldar, utilizar, viver o dia que se apresenta. Mas como seu chorinho, o filme de Paulinho não é melancólico. Passeia pela tristeza, pela alegria. É o mesmo homem que compôs "Sinal Fechado" e "Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leveza e a suave presença de Paulinho nos levam a um passeio pelo Rio, por histórias do samba, por telas maravilhosas de nossa música. Desse modo, transitamos da Barra da Tijuca ao bairro de Oswaldo Cruz. Passamos, de uma sessão refinada entre Marisa Monte e Raphael Rabello, para uma tarde rasgada, em Xerém, com Zeca Pagodinho, passando por uma peixada com samba com a Velha Guarda da Portela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os momentos, inclusive, que Paulinho passa com a Velha Guarda da Portela estão entre os mais emocionantes. Gênios da história da música popular brasileira, como Monarco, Argemiro do Patrocínio, Jair do Cavaquinho, entre outros, prestam reverência a Paulinho. Ele chega como um líder, como o escolhido. Mesmo sendo muito mais jovem, Paulinho é tratado como mestre entre os mestres. Quando cantam juntos, é de arrepiar. Monarco, inclusive, tem algumas das tiradas mais divertidas do filme, como quando explica que o samba afastou o amor da sua vida ("trabalhava na feira, depois ia beber e tocar, chegava em casa todos os dias depois das dez. Ela não aguentou") e da falta que faz a mulher no batuque ("samba sem mulher não tem graça. Vira só um bando de negão cantando"). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam ainda pela tela, Sérgio Cabral, Marina Lima, Elton Medeiros, entre outros. Elton Medeiros faz milagres com uma caixinha de fósforo. Toca muito mais do que muitas bandas completas juntas. Meu Tempo é Hoje também relembra, em imagens preciosas, Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa e Jacob do Bandolim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notória timidez de Paulinho é pouco notada. À vontade, ele nos apresenta a seus amigos de sinuca, a sua família. Fala de seus carros antigos que, ele mesmo, há de reformar. A pequena marcenaria é o xodó. A intimidade é tanta, que em alguns momentos você esquece que está no cinema e chega a se sentir na sala de estar de Paulinho. Você precisa se conter para não levantar a voz e fazer algum pergunta pra ele. É como se ele estivesse na sua frente. E está. Um exemplo vivo disso acontece quando, no aniversário de Paulinho, mulher e filhos estão sentados na sala, revelando manias esquisitas do homem. Como a vontade inesgotável de consertar tudo que encontra pela frente. É o gênio com jeito de homem comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção primorosa de Izabel comove. Ela capta as emoções instantâneas, os planos mais profundos. Mostra as cores do samba, as cores do Rio de Janeiro. O azul da Portela, o terno branco em silenciosa contraposição. Não há espaços vazios no filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só no cinema", como diz Zeca Pagodinho durante um samba na sua casa, em Xerém. Só no cinema. Cinema. Pelas mãos geniais de Paulinho da Viola, pela suavidade de seu ser, pela música espetacular, pela câmera de Izabel, Meu Tempo é Hoje é cinema, como não se vê há tempos. É cinema de verdade. Te faz sentir saudades, mesmo que Paulinho da Viola não aprove isso. &lt;br /&gt;O melhor filme de música já feito em terras brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Laboratório Pop/ texto: Alexandre Petillo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8403849073040101609?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8403849073040101609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8403849073040101609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8403849073040101609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8403849073040101609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/o-paulinho-da-viola-de-meu-tempo-hoje.html' title='O Paulinho da Viola de Meu Tempo é Hoje'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-7257217037356186965</id><published>2008-01-23T17:17:00.000-08:00</published><updated>2008-01-23T17:18:57.005-08:00</updated><title type='text'>New Orleans Revival - Juarez de Mira sings Old Man River</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/y0RsQhOa-m8&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/y0RsQhOa-m8&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-7257217037356186965?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/7257217037356186965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=7257217037356186965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7257217037356186965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7257217037356186965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/new-orleans-revival-juarez-de-mira.html' title='New Orleans Revival - Juarez de Mira sings Old Man River'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6221008497044223784</id><published>2008-01-22T16:45:00.000-08:00</published><updated>2008-01-22T17:11:03.158-08:00</updated><title type='text'>Juarês de Mira: negro spiritual e folk songs</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RNSaDNlXMb8&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RNSaDNlXMb8&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantor lirico (baixo) residente na cidade de Curitiba, Paraná, Juarês de Mira desenvolve desde 2001 projeto de pesquisa e apresentação em recitais e concertos de Negro Spirituals e canções inglesas, escocesas, irlandesas, galesas, norte-americanas e brasileiras. Neste projeto, conta com a parceria de músicos, com o quais formou duos e trios de grande afinidade musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Membro do grupo EnCanto Negro, Juarês de Lira é natural de Tomazina - Paraná, foi cantor Lírico do Teatro Guaira, com o qual participou de varias montagens de óperas como La Bohème, Carmen, Il Rigolleto&lt;/strong&gt;... concertos, Nona Siinfonia, Carmina burana, Requiem (Verdi/Mozart), sob a regência de renomados maestros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2001 desenvolve trabalho de técnica vocal e corporal utilizando o método Pilates, com orientação do Tenor Ivo Lessa. Participou como solista da Homenagem à Wolf Schaia, da serie Recitais Líricos da Primavera, A Paixão de Chopin, Os Homens Cantam Todas as Mulheres, entre outros de igual importância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membro da Academia de Cultura de Curitiba e do Circulo de Estudos Bandeirantes, foi homeageado em 2003 pela Assembléia Legislativa do Paraná em função dos relevantes trabalhos realizados na área cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tenho de dedicado à música clássica americana, canções folclóricas e canções eruditas brasileiras, as quais eu estudo e apresento em concertos e recitais. Eu creio que a música clássica é muito importante e tem canções belíssimas. Apresento arranjos ricos tais como os de Burleigh, Rosamond Johnson, Roland Hayes, Hall Johnson, Lawrence Brown, Stephen Foster, Cole Porter, Aaron Copland .... incluo também compositores eruditos como Villa-Lobos, Francisco Mignone, Lorenzo Fernandez, Waldemar Henrique". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juarês de Mira tem excelente trabalho registrado em CD, repertório que pode ser ouvido através de http://profile.myspace.com/ind ou http://profile.myspace.com/index.cfm?&lt;br /&gt;Vale a pena acessar também o seguinte endereço e degustar informações primorosas produzidas por Juarês de Mira: http://www.negrospirituals.redeesperanto.net/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6221008497044223784?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6221008497044223784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6221008497044223784&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6221008497044223784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6221008497044223784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/eu.html' title='Juarês de Mira: negro spiritual e folk songs'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-7800435255860417572</id><published>2008-01-22T05:53:00.000-08:00</published><updated>2008-01-22T05:58:27.682-08:00</updated><title type='text'>força da cultura Zulu: Kholwa Brothers apresenta espetáculo em Sampa</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R5X1jaq7O9I/AAAAAAAAAP8/PWt_iLX1yqI/s1600-h/1149137561_milagrimas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158298937026362322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="143" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R5X1jaq7O9I/AAAAAAAAAP8/PWt_iLX1yqI/s320/1149137561_milagrimas.jpg" width="260" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;O grupo de dança e canto a capela da África do Sul, Kholwa Brothers, responsável pela trilha sonora de Milágrimas, faz dois shows no SESC Vila Mariana, para mostrar a força da mais pura cultura do povo zulu. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Kholwa Brothers, grupo vocal sul-africano que em 2005 participou da trilha sonora do espetáculo Milágrimas dirigido por Ivaldo Bertazzo, estão de volta aos palcos da cidade de São Paulo nos dias 25 de janeiro no Parque da Independência, no Museu do Ipiranga, e dia 30 de janeiro no teatro do SESC Vila Mariana. Dessa vez, o grupo se apresenta somente com o que tem de mais forte: o canto a capella, sem a participação de nenhum outro instrumentista brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo de canto e dança tradicional de coro a capella, os Kholwa Brothers, formado em Durban em 1990 (inicialmente com nove membros sob a liderança de Derrick Mlambo) se apresentará com quatro integrantes das vozes soprano, alto, tenor e baixo, cantando as músicas tradicionais de sua terra, a província Kwazulu Natal, no norte da África do Sul, sem qualquer acompanhamento instrumental além da percussão produzida no próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Com Mandela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - A palavra Kholwa, em Zulu, significa “um crente”. Os Kholwa Brothers já participaram do SomkeFestival, o primeiro encontro do presidente Nelson Mandela e a população após sua libertação da prisão. O grupo também já participou de diversos festivais internacionais como os Splashy Fen Festival, Standard Bank Jazz Festival, Festival Africano Renaissance, United Nations Conferência Mundial Contra o Racismo, o Festival Internacional de Escritores e Compositores, além do BRAVO - CHINA - ÁFRICA DO SUL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Projeto internacional chamado The Lion Collection, a convite do deputado Rob Sayer, compuseram uma canção para as crianças do mundo chamada “Shananana”.&lt;br /&gt;Em 2005, sob a direção musical de Benjamim Taubkin e Arthur Nestrovski, participaram da trilha sonora do Milágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Origem e tradição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: Os Kholwa Brothers, fiéis à origem do nome do grupo, acreditam na força expressiva da música e da dança tradicional. Para o povo Zulu, música e dança são formas de celebrar ou maneiras de mostrar felicidade quando a pessoas estão juntas. Segundo o líder Derrick Mlambo, o grupo pretende com a sua performance restaurar a paz, a humanidade e a união entre as pessoas do continente africano e do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte do grupo é representada pela música tradicional INGOMA, com doze gêneros diferentes. E tradicional aqui deve ser entendido como o modo de vida encontrado no passado na tribo Zulu da África do Sul, revelado por meio dos sentimentos, da alma, do sangue, e repaginados e recriado pela cultura urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Gênero musical&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: A Isicathamiya é o gênero musical mais desenvolvido pelos Kholwa Brothers. Ele surgiu entre os homens de Kwazulu Natal que foram trabalhar na minas de ouro em Johanesburgo ainda no tempo do apartheid. A experiência exigiu um afastamento da família e para abrandar o sentimento da saudade, reinventaram os cantos e danças dos guerreiros zulus de forma a não incomodar os mineiros que preferiam descansar após a longa jornada de trabalho.&lt;br /&gt;Substituíram então as vigorosas percussões corporais por gestos suaves como os movimentos de um gato. Os tons altos – antes reservados às mulheres - foram substituídos pela vozes masculinas. Essas novas experiências foram levadas de volta para a gente de Kwazulu Natal e conquistaram a África do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A delicadeza e sutileza, que serviram como forma de resistência e afirmação de uma nova identidade, brindarão os 454 anos da cidade de São Paulo com o espetáculo música e dança dos Kholwa Brothers.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-7800435255860417572?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/7800435255860417572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=7800435255860417572&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7800435255860417572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7800435255860417572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/fora-da-cultura-zulu-kholwa-brothers.html' title='força da cultura Zulu: Kholwa Brothers apresenta espetáculo em Sampa'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R5X1jaq7O9I/AAAAAAAAAP8/PWt_iLX1yqI/s72-c/1149137561_milagrimas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-308533637894409128</id><published>2008-01-17T13:01:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T13:18:06.230-08:00</updated><title type='text'>Agência Afroétnica de Notícias é tema de estudo acadêmico</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4_Fa6q7O8I/AAAAAAAAAP0/SQ5Tm_-1xgo/s1600-h/499518-8200-cp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156557164579077058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="265" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4_Fa6q7O8I/AAAAAAAAAP0/SQ5Tm_-1xgo/s320/499518-8200-cp.jpg" width="215" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;“Imprensa Negra Online: O racismo na pauta de todos os dias",&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; artigo que analisa a experiência da Agência Afroétnica de Notícias (Afropress), dos professores &lt;strong&gt;Ilzer Matos&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Lourdes Silva&lt;/strong&gt;, foi um dos trabalhos apresentados e aprovados na V Jornada de Estudos Afro-Brasileiros (ANPUH-RS), realizada em setembro em Porto Alegre e no 5º Encontro Nacional dos Pesquisadores em Jornalismo, promovido, em novembro, pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), na Universidade Federal de Aracaju.&lt;br /&gt;]&lt;br /&gt;Os autores tem larga experiência acadêmica: Ilzver de Matos Oliveira é bolsista do Programa Internacional de Bolsa de Pós-Gradução da Fundação Ford e Mestrando em Direito Público pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de também fazer Mestrado-sanduíche no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. A Professora Lourdes Ana Pereira da Silva também é Bolsista da Fundação Ford e Mestranda em Ciências da Comunicação da UNISINOS, no Rio Grande do Sul, além de também fazer Mestrado na Universidade de Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse trabalho denominamos de imprensa negra online, as experiências alternativas de comunicação que, inseridas na rede mundial de computadores, buscam suplantar os objetivos primeiros da imprensa negra surgida no início Século XX, deixando de falar para dentro e passando a dialogar com todo o mundo, diante da percepção de que o problema do racismo não deve ser preocupação exclusiva do movimento negro, mas de todos indistintamente. Assim, essa pesquisa analisou uma dessas práticas alternativas, o AfroPress, para a partir dele, discutir as características e as propostas dessa imprensa negra online, o seu protagonismo nas discussões atuais sobre o negro e refletir sobre a legitimidade, a capacidade e a independência dessa atuação, afirmam na introdução do artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Imprensa Negra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;  - "O trabalho faz um histórico da Imprensa Negra desde o período do escravismo, passando pelo período pós abolição, até os dias de hoje. “No momento atual, novas experiências de imprensa negra emergem e trazem consigo uma nova discussão sobre o papel dessa imprensa no enfrentamento do racismo e suas formas de expressão. Esse novo debate reflete sobre até que ponto a imprensa negra atual continua restrita ao público negro, ensimesmada, e em que medida isso pode significar um entrave ao alcance dos seus objetivos principais. Questiona-se, ainda, se não estaria na hora de construir um modelo de jornalismo negro que não tivesse por foco, tão somente, e exclusivamente, outros negros, mas que pudesse ser um veículo de conscientização de todos os cidadãos para o grave e persistente problema do racismo no Brasil. Um dos exemplos dessas novas experiências é o AfroPress”, afirmam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Experiência nova&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Os pesquisadores destacam a nova experiência de Imprensa Negra, da qual citam Afropress como exemplo, de “falar com e para o mundo”. “Anotamos que a proposta da AfroPress, que tem por foco um jornalismo voltado para a temática racial e étnica, a partir do uso da Internet, e pelo aproveitamento da experiência e do idealismo dos seus membros no trato da temática racial, por serem militantes e voluntários de movimentos sociais, e da sua formação profissional, já que são jornalistas ou profissionais de áreas afins, consegue realizar um trabalho que congrega a legitimidade, a capacidade e a independência.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, os pesquisadores destacam que a experiência “tem o claro objetivo de servir de modelo e abrir portas para a sua reprodução”, mas alertam para os riscos de que, pela falta de alguns elementos que são analisados no trabalho, ou sejam, legitimidade, capacidade e independência, acabe-se caindo nos perigos da cooptação, especialmente da grande imprensa, o que tornaria essa tentaitva de um jornalismo emancipatório em mais uma experiência de dominação e regulação, desvirtundo-a da trilha daquilo que se deseja construir alternativamente a partir da idéia de que “um outro mundo é possível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foto: Dojival Vieira/editor da Afropress&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Fonte: Afropress&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-308533637894409128?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/308533637894409128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=308533637894409128&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/308533637894409128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/308533637894409128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/agncia-afrotnica-de-notcias-tema-de.html' title='Agência Afroétnica de Notícias é tema de estudo acadêmico'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4_Fa6q7O8I/AAAAAAAAAP0/SQ5Tm_-1xgo/s72-c/499518-8200-cp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-500243050654981456</id><published>2008-01-17T12:47:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T12:50:01.445-08:00</updated><title type='text'>Pierre Lambert morre em Paris aos 87</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4-_TKq7O6I/AAAAAAAAAPk/PzKHxMw63-Q/s1600-h/identite_pierre.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156550434365324194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="137" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4-_TKq7O6I/AAAAAAAAAPk/PzKHxMw63-Q/s320/identite_pierre.bmp" width="101" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Um dos ícones do trotskismo francês, Pierre Boussel, 87, mais conhecido pelo codinome Pierre Lambert&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, morreu em Paris, vítima de uma doença não revelada. Ele era tido como um dos ideólogos da esquerda operária na segunda metade do século passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O camarada Pierre Lambert faleceu depois de ter lutado até as últimas forças contra a doença", anunciou em comunicado a seção francesa da 6ª Internacional (trotskista). "Até o fim, ele participou da luta pela emancipação operária", diz o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lambert foi candidato à presidência da República, em 1988. Ele obteve apenas 0,38% dos votos, sua maior derrota política.Em 2001, revelou detalhes sobre o passado trostkista do então primeiro-ministro Lionel Jospin. "Fui eu quem autorizou sua entrada no partido socialista", disse Lambert.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-500243050654981456?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/500243050654981456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=500243050654981456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/500243050654981456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/500243050654981456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/pierre-lambert-morre-em-paris-aos-87.html' title='Pierre Lambert morre em Paris aos 87'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4-_TKq7O6I/AAAAAAAAAPk/PzKHxMw63-Q/s72-c/identite_pierre.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6487077067157599836</id><published>2008-01-17T06:07:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T08:44:16.699-08:00</updated><title type='text'>Matilde representa Brasil em reunião preparatória do 3º Festival Mundial de Artes Negras, no Senegal</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R49hVKq7O1I/AAAAAAAAAO8/xHQ6bYt-TZw/s1600-h/artes+negras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156447114632051538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R49hVKq7O1I/AAAAAAAAAO8/xHQ6bYt-TZw/s320/artes+negras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;A ministra Matilde Ribeiro foi uma das autoridades internacionais convidadas para a reunião, do 3º Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é convidado de honra da terceira edição do festival, programada para o período de 1º a 21 de dezembro de 2009.&lt;br /&gt;A primeira edição do Fesmam ocorreu em 1966 por iniciativa do então presidente, o poeta senegalês Leopoldo Sedar Senghor. Participaram 37 países, entre eles o Brasil que exibiu a produção em artes plásticas, cinema, samba, capoeira, gastronomia, música e tradição do candomblé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme registro da edição nº 2 da Revista AfroÀsia, editada pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA (Universidade Federal da Bahia), “o primeiro grupo brasileiro a apresentar-se foi o de "capoeira", de Mestre Pastinha, com seus ritmos primitivos de Angola, com um repertório de canções onde palavras africanas e portuguesas se misturam de maneira completa, acompanhada por instrumentos herdados da África Negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação prosseguiu com os ritmos típicos dos "sambas- de-roda", dos "lundus", dos "sambas-de partido alto" e dos "beira-mar", entoados por Clementina de Jesus. Exibiu-se também Ataulfo Alves com seu conjunto de "Pastoras", acompanhadas por três extraordinários "passistas" da Escola de Samba de Mangueira. Finalmente, a voz de Elizete Cardoso popularizou o samba brasileiro em alguns períodos recentes de sua evolução. A Embaixada do Brasil em Dacar ofereceu às delegações presentes um jantar preparado pela conhecida "ialorixá" Olga do Alaketo, que, com suas vestes vistosas de "baiana", despertou a atenção popular na cidade de Dacar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quadro do pintor baiano Rubem Valentim, exposto no 1º Fesmam (1966)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Fonte&lt;/span&gt;: &lt;em&gt;Ascom-Seppir&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6487077067157599836?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6487077067157599836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6487077067157599836&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6487077067157599836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6487077067157599836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/matilde-representa-brasil-em-reunio.html' title='Matilde representa Brasil em reunião preparatória do 3º Festival Mundial de Artes Negras, no Senegal'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R49hVKq7O1I/AAAAAAAAAO8/xHQ6bYt-TZw/s72-c/artes+negras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-4548784789785819037</id><published>2008-01-16T05:02:00.001-08:00</published><updated>2008-01-16T05:12:04.093-08:00</updated><title type='text'>Sobre a "recriação" da América</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R44AhKq7OzI/AAAAAAAAAOs/gcFzTL8WnM0/s1600-h/liberdade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156059193185876786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px" height="168" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R44AhKq7OzI/AAAAAAAAAOs/gcFzTL8WnM0/s320/liberdade.jpg" width="280" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Já lhe ocorreu de se perguntar o que Napoleão teria pensado das periferias?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como Talleyrand teria administrado a crise do Paquistão? Provavelmente não. O passado está morto e enterrado. Mas, para contrariar está noção, basta aos franceses atravessarem o Atlântico. Aqui, o passado está presente. Os americanos estão questionando o seu passado. Como fariam os Pais fundadores hoje? "Será que eles buscariam disseminar a democracia pelo mundo afora"? "Será que eles apregoariam o criacionismo"? "Se mostrariam favoráveis à pena de morte"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos, os americanos vêm sendo tomados de fervor pelos seus fundadores. "As pessoas acabam chegando à conclusão de que, se existe alguém que deveria saber de que maneira os Estados Unidos deveriam funcionar, só poderia ser um deles", explica o historiador conservador Richard Brookhiser, que acaba de publicar um livro intitulado "What Would The Founders Do?" ("O que fariam os fundadores?"), no qual ele tenta responder às perguntas acima mencionadas e a outras perfeitamente incongruentes. Nos últimos meses, foram publicadas várias dezenas de livros a respeito dos heróis da Independência. Em sua maioria, eles são bem-sucedidos nas livrarias. Neles podem ser encontrados os questionamentos do final do século 18 e a sua repercussão no debate atual: a religião e o Estado, o poder executivo e seus limites. As primeiras leis de exceção datam de 1798, duzentos anos antes do Patriot Act. Na época, os inimigos estrangeiros eram os franceses (o "freedom fighter" marquês de La Fayette já havia retornado a Paris e ainda não havia voltado para a sua turnê triunfal de 1824).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até recentemente, os fundadores não passavam de estátuas gravadas no mármore. Nós os redescobrimos como seres mortais, vingativos, ambiciosos. Durante a campanha para a eleição de 1800, Jefferson financiava por baixo dos panos panfletos caluniosos contra os seus adversários. Até mesmo a "ovelha negra" Aaron Burr foi objeto de duas biografias. Burr foi um vice-presidente de choque. Em 1804, ele assassinou o antigo ministro das finanças, Alexander Hamilton, num duelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela foi uma época propícia para as intrigas e para a fundação dos partidos. Os comentaristas de hoje estão verdes de inveja. Como fizeram os fundadores, numa época em que a polarização era tão marcada, para conseguirem implantar instituições inéditas, ao passo que atualmente o 110º Congresso eleito nem sequer consegue votar a reforma do sistema de seguro de saúde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexander Hamilton, um gênio das finanças, era o "fundador esquecido". Os anos Bush o reabilitaram. Enquanto [Thomas] Jefferson sonhava com a agricultura, Hamilton previu o advento de uma potência industrial e bancária, com um governo forte. Ele tornou-se para a direita aquilo que Jefferson é para os democratas: "O pai da América moderna". Os "hamiltonianos" - entre os quais David Brooks, do "New York Times" - são favoráveis às leis do mercado, mas eles consideram que o governo deve fornecer aos indivíduos os meios para nele se integrarem. São os novos republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num país que se mostra tão apaixonado por tudo o que é imediato, este retorno ao passado revela ser bastante preocupante: o que vem a ser ao certo este questionamento repentino? Será um sinal de declínio? De envelhecimento? Talvez seja, sobretudo, um efeito da efervescência atual. Abalados pelos anos Bush, os americanos estão à procura de respostas, da mesma forma que eles andam procurando a si mesmos. Eles estão retornando às origens, assim como costumam fazer aqueles que não sabem mais ao certo quem eles são. Chegou a hora da recriação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "revival" dos Pais fundadores não escapou da atual campanha eleitoral. O que acontece quando alguém liga a sua televisão em Des Moines, no Iowa? Eis Mike Huckabee, o populista batista (e baixista), que afirma que os fundadores eram "pro-life", ou seja, contra o aborto. Não será isso que Jefferson "quis dizer", indaga canhestramente o pastor, "quando ele escreveu que 'todos os homens foram criados iguais'"? Os conservadores estão tentando ancorar a sua religião na Fundação. Não sem sucesso: 55% dos americanos acreditam que a Constituição de 1787 instaurou uma "nação cristã". O que é inexato. Deus não figura no texto. "Os fundadores teriam considerado a religiosidade da nossa vida política moderna absolutamente odiosa", afirmou no final de dezembro de 2007 o cronista David Ignatius.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em graus diversos, os candidatos estão propondo mudar o "sistema". O republicano Ron Paul, que se tornou aos 71 anos a coqueluche dos jovens radicais, quer abolir o Federal Reserve( o banco central americano). Um debate que lembra tanto 1790! Jefferson era contra a criação do banco central. Hamilton era a favor. O debate, segundo dizem, teria chegado a uma conclusão durante um jantar na casa de Jefferson. Os virginianos aceitaram o banco e obtiveram como contrapartida a sede do governo (e foi assim que a capital acabou sendo instalada nas margens do rio Potomac).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o historiador Joseph Ellis, autor do livro recém publicado "American Creation", os americanos têm dificuldades para se conformarem em não obter resposta alguma dos seus heróis. Eles não gostam da idéia de que "o passado seja um mundo perdido para sempre". Ele mesmo foi entrevistado em dezembro pelo "Washington Post": "O que George Washington teria pensado do Iraque?". Ellis optou pela honestidade: "Ele nem sequer teria encontrado o Iraque num mapa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em relação às primárias? O que os fundadores teriam pensado a respeito? O que teriam dito desta mistura de promessas revolucionárias, de pesquisas de opinião em todas as direções, de guitarra elétrica e de patrocinadores distribuindo milhões? "Eles teriam considerado qualquer um daqueles que buscam sucesso em nosso circo eleitoral contemporâneo como um palhaço indigno de ser eleito", afirma Joseph Ellis. Muitos são aqueles que apostariam o contrário. Debates, golpes baixos, excessos de exposição na mídia: para estes, os fundadores teriam simplesmente a-do-ra-do...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;CONHEÇA OS NOMES CITADOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R44BZKq7O0I/AAAAAAAAAO0/0LOcQioP1cE/s1600-h/napoleao.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Napoleão&lt;/strong&gt; (1769 - 1821): Assumiu o poder na França com um golpe (conhecido como 18 Brumário) em 1799, encerrando o período revolucionário da Revolução Francesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Talleyrand&lt;/strong&gt; (1754 - 1838): Político e diplomata francês, ocupou altos cargos durante o governo de Napoleão e a restauração da monarquia dos Bourbons na França&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;La Fayette&lt;/strong&gt; (1757 - 1834): Marquês francês que participou da Guerra de Independência dos EUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Thomas Jefferson&lt;/strong&gt; (1743 - 1826): Foi o terceiro presidente dos EUA (1801 - 1809). É considerado um estadista e um iluminista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aaron Burr&lt;/strong&gt; (1756 - 1836): Militar e político, foi vice-presidente dos EUA durante o mandato de Thomas Jefferson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alexander Hamilton&lt;/strong&gt; (1755 (?) - 1804): Foi o primeiro Secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América; considerado uma das principais influências na formação do capitalismo americano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;George Washington&lt;/strong&gt; (1732 - 1799): É conhecido com o "Pai dos Estados Unidos", foi o primeiro presidente do país (1789 - 1797)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Le Monde&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Texto&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Corine Lesnes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Tradução: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jean-Yves de Neufville&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-4548784789785819037?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/4548784789785819037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=4548784789785819037&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4548784789785819037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4548784789785819037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/sobre-recriao-da-amrica.html' title='Sobre a &quot;recriação&quot; da América'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R44AhKq7OzI/AAAAAAAAAOs/gcFzTL8WnM0/s72-c/liberdade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-2309678872984193533</id><published>2008-01-14T07:36:00.001-08:00</published><updated>2008-01-14T07:40:09.180-08:00</updated><title type='text'>História da colonização de África – Parte 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4uBoqq7OyI/AAAAAAAAAOk/mkYO3eup23c/s1600-h/africawe.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155356734104746786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="257" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4uBoqq7OyI/AAAAAAAAAOk/mkYO3eup23c/s320/africawe.jpg" width="237" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Apesar de, segundo as descobertas mais recentes de fósseis de hominídeos, a África ser o “berço da humanidade”,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; donde a espécie Homo sapiens se espalhou pelo mundo, e de contar com uma das civilizações mais antigas do Planeta – o antigo Egito -, este continente foi desde a Antiguidade alvo de governantes de vários países, sobretudo os da Europa. As intempéries do passado e as disputas locais deixaram marcas que persistem até hoje no seio das populações de várias nações africanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da colonização de África encontra-se documentada desde que os fenícios começaram a estabelecer colônias na costa africana do Mediterrâneo, por volta do século X a.C.. Seguiram-se os gregos, entre os séculos século VI a.C. e século III a.C., os romanos no século II a.C., os vândalos, que tomaram algumas colônias romanas já no século V da nossa era, seguidos pelo império bizantino, no século seguinte, os árabes, no século VII e, finalmente, estados modernos da Europa, a partir do século XIV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;A colonização fenícia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - A Fenícia foi um antigo reino cujo centro se situava na planície costeira do que é hoje o Líbano, no Mediterrâneo oriental. Esta civilização desenvolveu-se entre os séculos X e V a.C., estabelecendo colónias em todo o norte de África. Uma das colónias fenícias mais importantes desta região foi Cartago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;A colonização grega&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Se deu por disputas por terras férteis na península grega levando-os a colonizar o Norte da áfrica, a Magna Grécia e a entrada do Mar Negro. As colônias instaladas mantinham intercâmbio cultural e forneciam alimentos para os peninsulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;A colonização romana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – No século II, com a expansão de Roma, pelo Norte da África, se teve dominado várias tribos Africanas e se transformaram em escravos ou se eram fortes transformavam em guerreiros para lutas e guerras principalmente lutas,batalhas e guerras com os outros povos vizinhos ao de Roma. Foi o primeiro povo estrangeiro a escravizar e transformar em guerreiros para lutas e guerras os povos Africanos. O Império de Roma dominou toda a África Mediterrânea, ou seja, a parte extrema do norte da África e que rodeia o Mar Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;A colonização bizantina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Depois dos Vândalos do século V, vieram o Império Bizantino no século VI e dominaram o Egito e o que hoje é a parte oriental da Líbia&lt;br /&gt;A colonização árabe - A colonização dos Árabes ocorreu durante os séculos VIII e IX e abrangeu todas as terras que são o actual Deserto do Saara e grande parte da África Ocidental e a zona costeira da África Oriental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Omã&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Durante o século XVIII o Omã estabeleceu várias colônias ultramarinas, dentre as quais estão o Baluchistão (atual Paquistão), os Comores, Moçambique, Madagascar, Tanzania (a ilha de Zanzibar virou Capital do Omã entre 1841 e 1890 e a cidade de Dar es Salaam foi fundada pelo sultão de Zanzibar), a costa da Somália alguns territórios na Índia. Porém, com o declínio do sultanato, tais colônias foram perdidas quando, em 1891 o sultanato vira protetorado britânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-2309678872984193533?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/2309678872984193533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=2309678872984193533&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2309678872984193533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2309678872984193533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/histria-da-colonizao-de-frica-parte-1.html' title='História da colonização de África – Parte 1'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4uBoqq7OyI/AAAAAAAAAOk/mkYO3eup23c/s72-c/africawe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3196745342958631642</id><published>2008-01-14T07:21:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T07:27:36.286-08:00</updated><title type='text'>Kalunga, uma remanescente de quilombo no sertão de Goiás</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4t-2Kq7OxI/AAAAAAAAAOc/rskFWHtf8Aw/s1600-h/kalunga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155353667498097426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4t-2Kq7OxI/AAAAAAAAAOc/rskFWHtf8Aw/s320/kalunga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Construída pela comunicação oral, a história do quilombo Kalunga ainda guarda segredos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Para entendê-la é preciso voltar no tempo, quando no Brasil não havia estradas, nem liberdade. “O meu avô era kalunga. Esse era kalunga mesmo, daqueles que vinha lá de cima, pra fugir dos patrão, não era?”, conta Dona Joana Torres, de 109 anos, moradora da comunidade Engenho II.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eram meados de 1700 quando os Senhores Bartolomeu Bueno e João Leite da Silva iniciaram a colonização na região de Goiás (que foi sendo chamada de “minas dos Goyases” – nome de um povo indígena que vivia naquela região, onde havia muito ouro) provocando um processo de povoamento. As populações nativas entre outras, foram escravizadas, destruídas ou conseguiram fugir e procurar novo habitat. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como precisava de mais mão de obra, os africanos foram levados para a província, diretamente dos portos de Santos, Salvador e/ou Rio de Janeiro. Eles eram obrigados a “esquecer” suas origens: língua pátria, religião, identidade. Com jornadas de horas debaixo de sol quente, ainda eram vítimas das torturas, do tronco, do chicote, entre outros. E onde havia escravidão, também havia várias formas de resistência. A mais forte delas era a fuga individual ou coletiva, quando formavam os quilombos - o termo é banto e quer dizer acampamento guerreiro na floresta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E foi assim que surgiu o quilombo no sertão goiano, que abriga hoje, cerca de 4.500 pessoas, na zona rural dos municípios de Teresina de Goiás, Cavalcante e Monte Alegre. Com o tempo, se acostumaram e se ambientaram com o sertão goiano. Venceram as dificuldades do caminho e as condições precárias que o ambiente ofereciam, descobrindo ao mesmo tempo que poderiam utilizar os recursos ali disponíveis para a reconstrução de suas vidas. Chamaram este lugar de Kalunga, o que na língua banto também significa lugar sagrado, de proteção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desde o período em que começaram a habitar aquelas serras, pouca coisa mudou. Com os seus ancestrais adquiriram os conhecimentos necessários para a sobrevivência naquelas terras. Isso é notado no cultivo das roças e na preservação da natureza. Atualmente, 93% do território kalunga ainda continua intacto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O carro, por exemplo, não serve no meio daquelas serras. São poucas as estradas que dão acesso ao território, geralmente localizadas nas áreas periféricas. Dentro do Kalunga mesmo, só a pé ou no lombo de mula, uma vez que o cavalo não é ideal para a vida e trabalho dos kalungueiros.&lt;br /&gt;O jeito é encarar as serra e os vãos e seguir a caminhada. É assim que eles fazem para ir as roças localizadas próximas ou muito distantes das moradias. E é a pé que eles levam as ferramentas e trazem a produção de suas roças. É comum ver mulheres, homens e crianças de várias idades andando quilômetros carregando “na cacunda” sacas com ramas e raízes de mandioca, sacas de arroz e frutas que são encontradas no caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando locali&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4t-wqq7OwI/AAAAAAAAAOU/JPmmcRgwd2Q/s1600-h/kalunga2.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155353573008816898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4t-wqq7OwI/AAAAAAAAAOU/JPmmcRgwd2Q/s320/kalunga2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;zam uma boa faixa de terra para o cultivo, não se preocupam muito com a distância, pois sabem que é lá que poderão cultivar alimentos para o sustento das famílias. “Com o tempo fica perto, a gente precisa não precisa? Então.”, afirma Sr. Dermetrino Santos, de Vão de Almas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E assim está sendo feito há quase 300 anos, as distâncias são vencidas pela necessidade de sobrevivência. O frio na época de inverno é enfrentado com fogo e aconchego humano, o abastecimento de água é fornecido pelos rios que banham a região. É preciso ter braços fortes para carregar o líquido vital em latões ou baldes de até 50 litros cada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Este trabalho pode ser o responsável pela dignidade daquele povo. Gente simples e muito humilde, mas com o coração maior que até o próprio território do Kalunga. Seguem adiante lutando e socorrendo quem precisar no meio do caminho. Eles não se importam com as dificuldades, mas não toleram a pobreza, que beira a todo o momento a vida deles. Mas a todo instante, esta possibilidade é afastada pela força e vontade de trabalho do povo sertanejo que vive no nordeste de Goiás. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A luz é um artigo de luxo dentro do Kalunga, mas hoje algumas famílias já podem contar com este benefício. Muitos outros kalungueiros nunca viram uma lâmpada acesa, a não ser muito longe de seus lares. Mas mesmo assim, eles se viraram ao longo dos anos com a candeia de cera de abelha aratim, que extraem do cerrado, ou de óleo, que buscam na cidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sem luz, não podem ter nenhum eletrodoméstico que facilite suas vidas. Mas eles seguem adiante, com ou sem luz, pois sabem que seus braços e pernas podem suprir esta carência. “Que isso, luz pra modi quê? Aqui, nós tem muita coisa, óia a roça, que bonita. Dorme logo que o dia anoitece e levanta com os galo”, conta dona Lió, moradora do povoado Ema e considerada a mãe do lugar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Viver no kalunga é coisa para gente forte, de bom coração, trabalhadora, e acima de tudo, para aqueles que tem fé em Deus e no seu trabalho. Hoje, eles já estão ganhando espaço entre os governantes e é importante que outras pessoas também conheçam os kalunga, mas não como quem conhece algo “raro”, mas com o respeito que se merece. Porque quando o olhar é de respeito, a história agradece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fonte: Rota Brasil Oeste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Autores&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Leonardo Boloni &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;é jornalista e repórter-fotográfico formado pela Uniube – Universidade de Uberaba, Minas Gerais. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Aline Cântia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é jornalista, pós-graduada em Jornalismo e Práticas Contemporâneas pelo UNI-BH e mestranda em Estudos Literários pela UFMG. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-3196745342958631642?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/3196745342958631642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=3196745342958631642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3196745342958631642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3196745342958631642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/kalunga-uma-remanescente-de-quilombo-no.html' title='Kalunga, uma remanescente de quilombo no sertão de Goiás'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4t-2Kq7OxI/AAAAAAAAAOc/rskFWHtf8Aw/s72-c/kalunga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6763423897688463314</id><published>2008-01-13T16:43:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T16:49:28.001-08:00</updated><title type='text'>Cesaria Évora: beleza africana em Café Atlântico</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4qxbqq7OtI/AAAAAAAAAN8/8KyH4HH_vHU/s1600-h/cesariaevora.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155127812347869906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="212" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4qxbqq7OtI/AAAAAAAAAN8/8KyH4HH_vHU/s320/cesariaevora.jpg" width="186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;A diva dos pés descalços ... é como se apresenta nos palcos, em solidariedade aos «sem-teto» e às mulheres e crianças pobres de seu país.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Á morna, um gênero musical profundo em sentimentos e aparentado ao fado português,cantado em crioulo cabo-verdiano, ela adicionou toques sentimentais com sons acústicos de violão, cavaquinho, violino, acordeon e clarineta. Também várias vezes a ouvimos cantar fado, o qual foi, literalmente conquistado, por esta voz tropical. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O blues cabo-verdiano de Cesária Évora tem como tema a longa e amarga história de isolamento do seu país e do grande comércio de escravos, assim como da saudade e da emigração - o número de cabo-verdianos morando no exterior é maior do que a população total do país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A voz de Cesária Évora, acompanhada de instrumentos que lhe dão um toque demelancolia, ressalta a emoção, que caracteriza a interpretação. Mesmo platéias que nãoentendem o idioma, interagem com emoção nas apresentações. Fez vários duetos comMarisa Monte. Em 2004 conquistou um prêmio Grammy de melhor álbum de world musiccontemporânea. Em 2007, o presidente francês Jacques Chirac distinguiu-a com a medalha da Legião de Honra de França.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A cantora é freqüentemente comparada a damas magistrais como Billie Holliday e Edith Piaff. Nascida em Mindelo, na Ilha de Cabo Verde, em um família muito pobre, ela começou a cantar ainda adolescente e não tardou a ser alçada à Rainha da Morna. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Somente em 1980 Cesária Évora gravou, em Paris, seu primeiro CD, em francês mesmo, La Diva Aux Pied Nus, o título pelo costume que ela tem de apresentar-se descalça. O prestígio de crítica e público foi consolidado com o lançamento de Miss Perfumado, em 1992. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Café Atlântico é uma de suas mais impecáveis obras. As canções são cantadas no idioma cabo-verdense um português quase ininteligível. Trata-se de uma sonoridade universal, absolutamente bela e tipicamente cesariana. Antone Escaderode é uma levada forrozeira à la Luiz Gonzaga, embora num padrão vem peculiar. Desilusão dum Amdjer é pura melancolia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais brilhantes performances de Café Atlântico é a linda É Doce Morrer no Mar, na qual se aliam Cesária Évora e Marisa Monte para encontrar novas belezas nesse clássico de Dorival Caimmy e Jorge Amado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;DISCOGRAFIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1988 - La Diva aux pieds nus&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1990 - Distino di Belita&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1991 - Mal Azul4&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1992 - Miss Perfumado&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1994 - Sodade, Les Plus Belles Mornas De Cesaria&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1995 - Cesaria&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1997 - Cabo Verde&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1998 - Best Of&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1999 - Café Atlântico&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2001 - São Vicente de Longe&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2002 - Cesária Evora Anthology&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2002 - The very Best Of&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2002 - Live in Paris (DVD)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2003 - Voz D'amor&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2003 - Club Sodade - Cesaria Evora by...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2006 - Rogamar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6763423897688463314?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6763423897688463314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6763423897688463314&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6763423897688463314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6763423897688463314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/cesaria-vora-beleza-africana-em-caf.html' title='Cesaria Évora: beleza africana em Café Atlântico'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4qxbqq7OtI/AAAAAAAAAN8/8KyH4HH_vHU/s72-c/cesariaevora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-721559926235004679</id><published>2008-01-13T16:10:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T16:16:10.154-08:00</updated><title type='text'>Ruanda in memorian: documentário de Samba Félix N´Diaye resgata experiência do genocídio</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4qpqaq7OrI/AAAAAAAAANs/wmv2aveUSXs/s1600-h/africano2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155119269657918130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4qpqaq7OrI/AAAAAAAAANs/wmv2aveUSXs/s320/africano2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Entre abril e julho de 1994, o massacre dos Tutsi e dos Hutus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; moderados fez um milhão de vítimas. Pela iniciativa de Fest´Africa, uma dezena de autores africanos se encontraram para uma oficina em Kigali, quatro anos depois do acontecimento, procurando quebrar o silêncio dos intelectuais africanos a respeito do genocídio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em maio de 2000, durante o lançamento de uma série de obras inspiradas nessa experiência, escritores e artistas africanos e de outros lugares se reúnem em Ruanda. Ante os rastros do genocídio, Samba Félix N´Diaye encontra a justa medida, filmando o inominável mas deixando uma mensagem de esperança.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-721559926235004679?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/721559926235004679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=721559926235004679&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/721559926235004679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/721559926235004679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/ruanda-in-memorian-documentrio-de-samba.html' title='Ruanda in memorian: documentário de Samba Félix N´Diaye resgata experiência do genocídio'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4qpqaq7OrI/AAAAAAAAANs/wmv2aveUSXs/s72-c/africano2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1311269530779579563</id><published>2008-01-09T16:59:00.001-08:00</published><updated>2008-01-09T17:03:57.391-08:00</updated><title type='text'>51% das universidades estaduais adotam ações afirmativas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4VuMKq7OpI/AAAAAAAAANc/k_2wtlCYUko/s1600-h/cotas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153646503897283218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 165px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px" height="216" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4VuMKq7OpI/AAAAAAAAANc/k_2wtlCYUko/s320/cotas.bmp" width="185" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Mais da metade das universidades estaduais e 42% das federais adotam algum tipo de ação afirmativa no Brasil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Um levantamento feito pelo Laboratório de Políticas Públicas da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) mostra que 51 instituições públicas oferecem, por meio de cotas ou de bonificação no vestibular, vantagens a alunos negros, pobres, de escola pública, deficientes ou indígenas. Das 51 instituições, 18 são universidades estaduais. Elas representam 51% do total de 35 mantidas por Estados no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Das 53 universidades federais, 22 têm ações afirmativas. Além de universidades (instituições com mais autonomia e exigência de investimento em pesquisa), há também na lista faculdades, centros universitários e Cefets. O Mapa das Ações Afirmativas mostra ainda que as cotas --onde determinado percentual de vagas é reservado a um grupo-- são a ação mais comum. Só sete instituições públicas adotam a bonificação-- em que um candidato recebe pontos adicionais em relação aos demais, sem percentual de vagas preestabelecidas. No caso dos negros (somatório dos autodeclarados pretos e pardos), 33 instituições têm políticas voltadas para eles; 18, não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O critério mais utilizado é o da autodeclaração, ou seja, a cor da pele ou etnia é definida pelo próprio estudante. Para o autor do levantamento, Renato Ferreira, é preocupante o fato de muitas instituições não adotarem o critério racial. Militante do movimento negro, ele diz que apenas o critério social – beneficiando só alunos carentes ou de escolas públicas sem fazer distinção de raça ou cor – pode não ser suficiente para os negros. 'O sistema de cotas no Brasil foi criado principalmente para a inclusão do negro nas universidades e acabou beneficiando também outras minorias. O número de instituições que não utilizam corte racial, no entanto, cresceu. É um retrocesso. Estão flexibilizando o sistema e excluindo os negros.' &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A antropóloga da UFRJ Yvonne Maggie, contrária a políticas como as de cotas, discorda. 'Para tornar o sistema mais justo, é imprescindível que se melhore a educação oferecida aos mais pobres, sendo eles negros, brancos, indígenas ou orientais. O sistema de cotas é só um atalho que não nos levará a romper com nossa estrutura altamente iníqua.' Para ela, não é correto falar em grupos excluídos das universidades. 'É uma falsa questão. O Brasil é um país injusto para todos os pobres e não construiu políticas voltadas para excluir grupos específicos. Os orientais, por exemplo, têm melhor desempenho e não podemos dizer que haja aí discriminação contra brancos.' &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em 2006, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, 30,4% dos estudantes do ensino superior se declararam pretos ou pardos. É um percentual menor do que os 49,5% no total da população, mas que vem crescendo ininterruptamente desde 1998, quando representavam somente 17,6% dos alunos no ensino superior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffcc00;"&gt;Fonte: Folha de S.Paulo, matéria de ANTÔNIO GOIS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1311269530779579563?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1311269530779579563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1311269530779579563&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1311269530779579563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1311269530779579563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/51-das-universidades-estaduais-adotam.html' title='51% das universidades estaduais adotam ações afirmativas'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4VuMKq7OpI/AAAAAAAAANc/k_2wtlCYUko/s72-c/cotas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8240691457945716941</id><published>2008-01-09T16:54:00.000-08:00</published><updated>2008-01-09T17:06:08.590-08:00</updated><title type='text'>Emir Sader: “os brancos são mais iguais”</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4VvXaq7OqI/AAAAAAAAANk/3dLUPjLn9mU/s1600-h/holocausto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153647796682439330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="218" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4VvXaq7OqI/AAAAAAAAANk/3dLUPjLn9mU/s320/holocausto.jpg" width="174" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;O lema fundamental da dominação capitalista e imperialista continua sendo: “Civilização ou barbárie”,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em que eles se apropriam do primeiro e reservam o segundo para todos os outros. São brancos, ocidentais, protestantes ou católicos, europeus ocidentais ou estadunidenses. Mas é a cor da pele a bandeira da sua ‘superioridade’. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Hollywood, a maior fábrica de racismo do mundo recontou a história do massacre das populações indígenas nos EUA como uma saga da ‘civilização’ resgatando o território da dominação dos peles vermelhas “traiçoeiros” diante do indômito cowboys, chamados de “mocinhos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada tanto tempo ressurgem nos EUA teorias e afirmações racistas sobre a suposta inferioridade intelectual dos negros. Antes das declarações do Prêmio Nobel sobre o tema, anos atrás apareceu a “teoria dos sinos”, repetindo a mesma ladainha. Os negros teriam características que fariam deles excelentes para atividades atléticas. Chegam ao requinte de fazer mapas da origem dos africanos, definindo que os de certas regiões seriam mais adaptados para corridas de longas distâncias, pela resistência, outros de curta distância, pela rapidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entram nesses cálculos a colonização e a escravidão, que parecem fenômenos passageiros, que não deixam marca nenhuma na trajetória dos que enriqueceram e dos que empobreceram com elas. Tratava-se do recrutamento de uma raça inferior para trabalhar para uma raça superior, para o “progresso”, para o “desenvolvimento”, como se tratasse de categorias atemporais, que beneficiassem a “humanidade”, a civilização”, apropriadas pelos brancos ocidentais cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiados nesses raciocínios pseudamente científicos, desqualificar as outras etnias, além de obter ganhos imediatos, entre os quais, centralmente, o fim das políticas de cotas. Não adiantaria tentar promover os negros, porque sua inferioridade seria genética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conseguiram isso na Califórnia, o resultado foi arrasador para os negros: os brancos e os de origem asiática repartiram entre si as vagas nas universidades, praticamente excluindo os negros. Disso se trata: de manobras intelectuais que justifiquem a imposição da hegemonia das idéias dominantes na sociedade mercatilizada dos EUA: os pobres – entre eles os negros – não são produtos da estrutura econômica e social do país, porém “perdedores” em um jogo em que tiveram as mesmas oportunidades que os outros e foram vencidos no concurso meritocrático da excelência, da produtividade, do custo benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos são iguais, mas os brancos são mais iguais, mais “civilizados”, mais inteligentes – e mais ricos, mais poderosos, mais beligerantes, mais agressivos, mais discriminadores, mais exploradores. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;Emir Sader é sociólogo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8240691457945716941?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8240691457945716941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8240691457945716941&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8240691457945716941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8240691457945716941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/emir-sader-os-brancos-so-mais-iguais.html' title='Emir Sader: “os brancos são mais iguais”'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4VvXaq7OqI/AAAAAAAAANk/3dLUPjLn9mU/s72-c/holocausto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8179054908539222298</id><published>2008-01-08T14:18:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T14:21:06.648-08:00</updated><title type='text'>Lei 10.639: cinco anos em janeiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4P3Gaq7OnI/AAAAAAAAANM/IMRU9WdGPvU/s1600-h/022negroBrasil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153234088252619378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4P3Gaq7OnI/AAAAAAAAANM/IMRU9WdGPvU/s320/022negroBrasil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;A Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de História da Cultura Africana&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio faz cinco anos em janeiro de 2008. A coordenadora-geral de Diversidade e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC), Leonor de Araújo, afirma, entretanto, que muitos professores, diretores de escolas, pedagogos e a população, de maneira geral, não conhecem a lei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;“Não podemos continuar com uma escola que tem como referência teórica apenas uma cultura de formação do povo brasileiro, que é a cultura branca européia. Precisamos referendar também os alunos que têm outras matrizes étnico-raciais na sua formação”, disse a professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, o grupo de trabalho da Secad que trata do assunto reuniu-se para definir as ações que serão implementadas a partir do próximo ano até 2010. Segundo a professora, haverá seminários regionais e um encontro nacional, e será elaborado um documento que deve servir de referencial para o programa de ampliação e de implementação da lei. Também deverá sair um decreto para dizer qual é a obrigação do governo federal com a institucionalização da Lei 10.639, acrescentou Leonor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião da professora, a lei vem sendo implementada no país de maneira bem eventual. “Chegamos à conclusão de que, para que a implementação da lei seja realmente efetiva na rede básica, precisamos de uma orquestração nacional.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela informou que, atualmente, existem apenas ações do MEC, como programas de formação de professores, já com 15 mil formados, e produção de material didático em pequena escala sobre o tema. “Nossa meta é formar pelo menos 150 mil professores por ano para chegar a 2010 com a média de 400 mil professores formados. Assim pretendemos que toda rede básica de educação de ensino fundamental e médio esteja implementando a lei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei 10.639, de 2003, altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1966. “Se a lei não for cumprida, é como se você não estivesse cumprindo a LDB. Por isso, a escola pode ser notificada e até fechada”, disse a coordenadora. “O que nós queremos é combater o racismo e fazer com que haja mais respeito à diversidade, aos que são considerados diferentes, que sejam apenas diferentes, que eles não sejam desiguais. Então, precisamos trabalhar essa perspectiva nas três ações principais: formação dos professores, produção do material didático e sensibilização dos gestores da educação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Da Agência Brasil, por Tatiana Matos&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8179054908539222298?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8179054908539222298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8179054908539222298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8179054908539222298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8179054908539222298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/lei-10639-cinco-anos-em-janeiro.html' title='Lei 10.639: cinco anos em janeiro'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4P3Gaq7OnI/AAAAAAAAANM/IMRU9WdGPvU/s72-c/022negroBrasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6183239702268160958</id><published>2008-01-08T10:44:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T10:46:15.963-08:00</updated><title type='text'>Líder da oposição do Quênia Raila Odinga diz que é primo de Barack Obama</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4PEy6q7OmI/AAAAAAAAANE/V8NsojEUB4U/s1600-h/raila.bmp"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153178777663781474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4PEy6q7OmI/AAAAAAAAANE/V8NsojEUB4U/s320/raila.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;O líder da oposição queniano Raila Odinga&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, que reivindica a vitória na eleição presidencial do final de dezembro, revelou nesta terça-feira que foi contatado pelo candidato à indicação democrata nos Estados Unidos Barack Obama, que seria, segundo ele, seu primo. "O pai de Barack Obama é meu tio materno", afirmou Odinga ao comentar o fato de que tanto ele como o jovem senador americano pertencem à comunidade luo, do Quênia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Barack Obama me ligou duas vezes ontem (segunda-feira) para expressar preocupação e para me informar que ia telefonar também para o presidente Mwai Kibaki para convencê-lo a encontrar uma solução negociada satisfatória" para a crise que assola atualmente o Quênia, declarou Odinga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o dia 30 de dezembro e o anúncio da reeleição do presidente Kibaki, Odinga luta para ser reconhecido como o vencedor da presidencial de 27 de dezembro passado. Esta contestação provocou uma onda de violência no Quênia, que deixou pelo menos 600 mortos. Kibaki "sabe que não há nenhuma base para que eu o encontre diretamente, pois roubou uma eleição. Eu venci, e ele perdeu", afirmou Odinga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fomos enganados, a população deste país foi enganada. Estamos numa crise constitucional", prosseguiu. O presidente em exercício da União Africana (UA), o chefe do Estado de Gana John Kufuor, desembarcou no fim da tarde desta terça-feira em Nairóbi para ajudar a resolver a profunda crise que abala o Quênia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6183239702268160958?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6183239702268160958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6183239702268160958&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6183239702268160958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6183239702268160958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/lder-da-oposio-do-qunia-raila-odinga.html' title='Líder da oposição do Quênia Raila Odinga diz que é primo de Barack Obama'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R4PEy6q7OmI/AAAAAAAAANE/V8NsojEUB4U/s72-c/raila.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-293798754239128863</id><published>2008-01-04T18:08:00.001-08:00</published><updated>2008-01-04T18:09:45.124-08:00</updated><title type='text'>Comunidades afro sofrem violações na Colômbia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;O Comitê de Integração do Maciço Colombiano (CIMA) e a Fundação Estrella Orográfica do Maciço Colombiano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (FUNDECIMA) denunciaram uma série de violações que tem ocorrido às comunidades afro descendentes do Corregimento de El Hoyo-Patía, na Colômbia. O comunicado tornou pública algumas das demandas destas comunidades, que ocupou a via Piedrasentada para pressionar o cumprimento de acordos pactados com as empresas mineiras, acusadas de causar os danos às comunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as demandas estão: o melhoramento da situação trabalhista dos mineiros e garantias de segurança social pelas mesmas empresas mineiras; mitigação dos danos ambientais ocasionados pelas explorações mineiras, em particular do carbono; inversão das regalias geradas pelas explorações mineiras nas necessidades das comunidades; e a supervisão das empresas e a satisfação das necessidades das comunidades com a intervenção das autoridades competentes como Ministério do Ambiente, Prefeitura Municipal de Patía, Governo de Cauca, Órgãos de Controle e Proteção Social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o comunicado, o dano mais recente tem sido causado pelas exploradoras de carbono como El Porvenir, Asomintac e Carbones, que vêm saqueando o recurso e gerando deteriorações ambientais. Apesar das promessas de contraprestações em troca, os compromissos não foram cumpridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos exemplos é a Empresa El Porvenir, que em fevereiro prometeu à comunidade a disponibilidade de $1,2 bilhões para o concerto da via. Até agora, o recurso não foi liberado e a via continua em um estado crítico o que impede o acesso à zona e o trânsito de produtos para o mercado regional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-293798754239128863?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/293798754239128863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=293798754239128863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/293798754239128863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/293798754239128863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/comunidades-afro-sofrem-violaes-na.html' title='Comunidades afro sofrem violações na Colômbia'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8474523947528354581</id><published>2008-01-03T13:49:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T13:51:21.244-08:00</updated><title type='text'>Obama sai na frente em Iowa</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R31Yj6q7OlI/AAAAAAAAAM8/gVwwOzVyzdw/s1600-h/01%20Barack%20Obama.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151370922849679954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px" height="232" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R31Yj6q7OlI/AAAAAAAAAM8/gVwwOzVyzdw/s320/01%2520Barack%2520Obama.jpg" width="217" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa do Jornal Des Moines Register, do Estado de Iowa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – que tem 93% de sua população branca – aponta o senador &lt;strong&gt;Barack Obama&lt;/strong&gt; como favorito nas primárias, na disputa contra a senadora Hillary Clinton. As primárias americanas para as eleições deste ano começaram a ser disputadas nesta quinta-feira (03/01) por Yowa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama, senador pelo Estado de Illinois aparece com 32% das intenções de voto entre os democratas do Estado, contra 25% de Hillary e 24% do ex-senador John Edwards. Também pesquisa da Reuters/C-SPAN/Zogby aponta crescimento de Obama que subiu dois pontos, enquanto Hillary perdeu dois, o que os deixa empatados. John Edwards segue em terceiro lugar, com 26%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os republicanos, a enquete do jornal mostra Huckabee em primeiro lugar com 32%, seguido pelo ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, com 26%. As primárias de Iowa são consideradas chave porque dão fôlego aos candidatos vencedores. O resultado também serve como termômetro para que os concorrentes que estão se arrastando nas pesquisas desistam da corrida e negociem um apoio que pode ser decisivo para outra candidatura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8474523947528354581?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8474523947528354581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8474523947528354581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8474523947528354581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8474523947528354581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/obama-sai-na-frente-em-iowa.html' title='Obama sai na frente em Iowa'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R31Yj6q7OlI/AAAAAAAAAM8/gVwwOzVyzdw/s72-c/01%2520Barack%2520Obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3519666122447716869</id><published>2008-01-03T13:35:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T13:39:43.808-08:00</updated><title type='text'>Livro resgata importância histórica das relações com Angola na formação do país</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R31Vtqq7OkI/AAAAAAAAAM0/x--XpII3A2Y/s1600-h/n115a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151367791818521154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 137px" height="115" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R31Vtqq7OkI/AAAAAAAAAM0/x--XpII3A2Y/s320/n115a.jpg" width="218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;O Trato dos Viventes - Formação do Brasil no Atlântico Sul&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, do historiador Luís Felipe de Alencastro, professor titular da Universidade de Paris-Sorbonne, mostra em 528 páginas que a formação de nosso país teria sido engendrada em grande parte na África Central. Alencastro defende que, nos séculos XVI e XVII, o Brasil foi um pólo de produção escravista dependente e organicamente ligado a Angola, um outro pólo produtor de mão-de-obra escrava para a agricultura brasileira. A formação do Brasil, portanto, seria um resultado da relação entre esses dois países.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;"A nossa História não está restrita ao nosso território", afirma o autor. Tendo o Atlântico Sul como ligação, a trajetória do Brasil dos séculos XVI e XVII está intimamente ligada à de Angola. Com uma ocupação portuguesa efetiva, esse país teve seus reinos independentes dizimados e limitou-se a desenvolver uma economia complementar à brasileira. A prioridade era o fornecimento de escravos para o mercado brasileiro, e atividades que pudessem concorrer com a agroindústria exportadora do Brasil não eram incentivadas. Sob esse aspecto, Alencastro sustenta que o Brasil, tradicionalmente visto como um país explorado, também explorou. "Angola foi pilhada pelos brasileiros, ou pelos colonos deste enclave lusitano", afirma o historiador. Isso ocorreu por meio de guerras com o intuito de aumentar o tráfico de escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinâmica de ligação entre os dois pólos pelo tráfico negreiro gerou conseqüências para o Brasil contemporâneo. Alencastro afirma que a agressividade do tráfico no Rio de Janeiro pode ser um exemplo de como os maus tratos aos escravos podem estar ligados à violência atual. "Mais da metade da população do Rio de Janeiro no século XIX era de escravos, fato que não existiu em nenhum lugar do mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese exposta por Alencastro em O Trato dos Viventes começou a ser desenvolvida em 1986, durante seu doutoramento pela Universidade de Paris-Nanterre, sob supervisão do professor Frédéric Mauro, e foi amadurecida durante anos. Seu livro, publicado pela Companhia das Letras, estava sendo aguardado com expectativa no meio acadêmico. Mas o autor evita ser comparado a outros grandes estudiosos da formação do Brasil, como Sergio Buarque de Hollanda ou Caio Prado Júnior. "Não tenho pretensão alguma em relação a isso", nega ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Mara Figueira/Ciência Hoje&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-3519666122447716869?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/3519666122447716869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=3519666122447716869&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3519666122447716869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3519666122447716869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2008/01/livro-resgata-importncia-histrica-das.html' title='Livro resgata importância histórica das relações com Angola na formação do país'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R31Vtqq7OkI/AAAAAAAAAM0/x--XpII3A2Y/s72-c/n115a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-2777670654838227238</id><published>2007-12-28T17:17:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T09:18:46.614-08:00</updated><title type='text'>Música Brasileira (?), por Joilson Bergher</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3ZI16q7OiI/AAAAAAAAAMk/l3Etw11pgHU/s1600-h/060804_gil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149383315064306210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 175px; CURSOR: hand; HEIGHT: 158px" height="191" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3ZI16q7OiI/AAAAAAAAAMk/l3Etw11pgHU/s320/060804_gil.jpg" width="294" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Vou logo avisando, não sou músico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, crítico ou coisa que o valha, mas não tem como eu não falar, comentar um pouco de música, ainda mais quando a cada momento a gente se depara com personagens que estão por esse Brasil afora, produzindo, criando, propondo coisas interessantes do ponto de vista do engrandecimento do homem e da sua cultura, da liberdade e inventividade... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Afinal, como escreveu Leon Trotski, o Revolucionário Russo, em sua obra Política, ‘Cultura é um fenômeno social e só ela seria o instrumento principal da opressão de classe. Mas também a cultura, e apenas ela, pode tornar-se um instrumento da emancipação socialista’. Fazendo um paralelo, me reporto à Professora Mara Aquino, musicista e pesquisadora dessa seara chamada música. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois bem, há uma entrevista dela no Jornal Brasil de Fato, edição de 04 a 10 de Outubro, 2007, onde com muita propriedade, ela faz um ‘revival’ da diversidade musical brasileira, então para além do arrocha que vai até uma baixa qualidade do forró cheio de sintetizadores, até por que estão aposentando a velha sanfona cansada de guerra... Ela, a professora nos remete à música dos crioulos, os batuques, os pré-sambas, como o Lundu, samba-de-roda, partido alto, jongo, coco, tambor de crioula, maracatu, choro... Assim se percebe o quanto a música produzida e preconizada no Brasil fora do eixo corporativo da grande mídia tem muito da mistura da música portuguesa, indígena e africana, produzindo uma grande variedade de estilos. Entendo sim que o que falta principalmente na velha Bahia cansada de guerra é pesquisar e compartilhar a musicalidade negra percorrendo, imbricando, retraçando caminhos no espaço e tempo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acho que isso não é um árduo trabalho, na verdade o que precisa é separar o que a professora chama de joio e de trigo. Aqui o que se produz não cabe somente numa peneira da mídia comprometida apenas com a audiência a qualquer preço. Observe, o músico ‘Candeia há quase quarenta anos dizia que quando o negro tomasse consciência de sua cultura ele seria um rei. Nem precisaria ficar macaqueando os negros americanos, pois saberia da riqueza de suas raízes, mais criativas e mais combativas que as do próprio negro norte-americano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os negros brasileiros conseguiram manter para outras gerações suas crenças, sua ginga, suas músicas, seu batuque, suas danças, foram mais fortes e mais resistentes que os negros da América. Mas hoje olhamos para os nossos irmãos do Norte com inveja, como se tivéssemos mais a aprender com eles do que eles com nossa resistência. Eles tiveram o Black is Beautiful, lutaram na Guerra da Secessão, o belíssimo Jazz e movimentos de consciência que influenciaram irmãos por todo o mundo. E nós? Nós tivemos os quilombos, as repúblicas negras, as guerras contra a dominação branca. A resistência nos terreiros, a insubmissão. A dança, a manutenção da religião, a música, as crenças, a disseminação da cultura para toda a sociedade branca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nós temos o samba, tão belo quanto o jazz e muito mais rico e belo que o rap’, Penso ser extremamente complicado ver um negro afro-brasileiro tentar protestar cantando rap, imitando o americano ou o europeu, tentando fazer graças a um amo que não lhe dá a mínima importância... Quando falo em resistência preta, quero retratar não a belle epoque de France (?), mas as modulações imprevistas do maxixe lundu, tangos, o cateretê ou a catira de Luiz Wagner lá dos pampas, os primeiros choros de Patápio Silva, Chiquinha Gonzaga, Candeia e o batuque do quilombo Norte mineiro de que nos fala a professora Mara Aquino, de forma extremamente apaixonada! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Certamente a herança africana em nossa música afro-brasileira, está muita bem definida, ouça Jerônimo, Lazzo Matumbi ou ainda Edson Gomes só para citar alguns e perceba a África no nosso meio, bem perto de nós. Termino essa assertiva citando um cara propositivo, muito louco, chamado Tim Maia que escolheu um livro único como o responsável pelo seu bom senso. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;“&lt;em&gt;Já senti saudade/Já fiz muita coisa errada/Já pedi ajuda/Já dormi na rua/Mas lendo, atingi o bom senso/A imunização racional...” No final da gravação ele diz, em tom bem sério: “Leia o livro `Universo em Desencanto´.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Então tome coragem e leia!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Joilson Berguer é Professor de História em Brumado, Bahia. Especialista em Metodologia do Conhecimento Científico, Militante e Pesquisador Independente do Negro no Brasil&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-2777670654838227238?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/2777670654838227238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=2777670654838227238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2777670654838227238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2777670654838227238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/msica-brasileira-por-joilson-bergher.html' title='Música Brasileira (?), por Joilson Bergher'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3ZI16q7OiI/AAAAAAAAAMk/l3Etw11pgHU/s72-c/060804_gil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-7101072530759869082</id><published>2007-12-27T07:07:00.001-08:00</published><updated>2007-12-27T07:10:17.851-08:00</updated><title type='text'>Paquistão: ataque mata ex-premiê Benazir Bhutto</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3O_56q7OYI/AAAAAAAAALY/eUweXQfj5gA/s1600-h/benazir.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148669800737356162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px" height="229" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3O_56q7OYI/AAAAAAAAALY/eUweXQfj5gA/s320/benazir.jpg" width="218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;A líder oposicionista paquistanesa Benazir Bhutto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; morreu hoje após um ataque suicida durante um comício na cidade de Rawalpindi. Além de Bhutto, outras 25 pessoas teriam morrido na explosão, nos subúrbios da capital do país, Islamabad. "Foi um atentado. Não sabemos ainda o número certo de vítimas. O suicida se explodiu quando as pessoas estavam se dispersando depois da manifestação de Bhutto", afirmou o porta-voz do ministro, Javad Iqbal Cheema. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um segurança do partido de Buttho informou que ela foi atingida por tiros no pescoço e no peito. Depois, o atirador teria acionado um explosivo. "Ela foi martirizada", chegou a dizer o representante partidário Rehman Malik. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No momento em que a morte de Buttho foi confirmada, partidários que aguardavam em frente ao hospital gritavam "cachorro". Alguns quebraram a porta de vidro da unidade de emergência, enquanto outros começaram a chorar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PAHKq7OZI/AAAAAAAAALg/gBcwThm67-Q/s1600-h/Bhutto_Benazir.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148670028370622866" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="199" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PAHKq7OZI/AAAAAAAAALg/gBcwThm67-Q/s320/Bhutto_Benazir.jpg" width="171" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;Trajetória&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Bhutto foi duas vezes primeira-ministra do Paquistão. Aos 35 anos, ela foi a primeira mulher e a mais nova a ocupar um cargo de chefia no Estado mulçumano moderno. Benazir nasceu em 21 de junho de 1953, em Karachi.&lt;br /&gt;Benazir se tornou chefe do governo do Paquistão após assumir o cargo político de seu pai, Zulfikar Ali Bhutto. Ele foi primeiro-ministro na década de 1970 e foi executado pelo ditador general Zia ul Haq.&lt;br /&gt;Premiê em 1988 e 1993, Benazir acabou deixando o Paquistão anos depois em meio a &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-7101072530759869082?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/7101072530759869082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=7101072530759869082&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7101072530759869082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7101072530759869082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/paquisto-ataque-mata-ex-premi-benazir.html' title='Paquistão: ataque mata ex-premiê Benazir Bhutto'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3O_56q7OYI/AAAAAAAAALY/eUweXQfj5gA/s72-c/benazir.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-2874303299296071717</id><published>2007-12-24T15:09:00.000-08:00</published><updated>2007-12-24T15:44:11.649-08:00</updated><title type='text'>Morre Oscar Peterson, um dos gênios do jazz</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3BD9aq7OXI/AAAAAAAAALQ/NmWChYirKjM/s1600-h/oscarpeterson_hires.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147689096494922098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="263" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3BD9aq7OXI/AAAAAAAAALQ/NmWChYirKjM/s400/oscarpeterson_hires.jpg" width="238" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Morreu neste domingo (24) em Toronto, de insuficiência renal, o pianista e compositor de jazz canadense &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Oscar Peterson&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, um dos grandes nomes da música do século XX. Morto aos 82 anos, um dos nomes mais importantes do jazz, Oscar Peterson nasceu em Montreal em 15 de agosto de 1925 de uma família modesta, de origem antilhana. Teve de vencer dificuldades financeiras no começo da carreira, em 1943, quando se tornou o primeiro músico negro de uma orquestra de baile popular na metrópole de Québec.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis anos depois, sua carreira ganharia impulso definitivo, com a ajuda do empresário e entusiasta norte-americano Norman Granz. Em 1949, Granz apresentou-o nos Estados Unidos como convidado surpresa da orquestra Jazz at the Philharmonic, com os maiores músicos americanos, em um concerto no Carnegie Hall de Nova York. Então com 24 anos, Peterson provocou frisson na audiência, e deu início a uma bem sucedida carreira internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dali, ele tocaria ao lado de outros grandes nomes da música americana, como Roy Eldridge, Stan Getz, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Joe Pass, Ben Webster e Lester Young. Peterson realizou também turnês pela Europa – em algumas, teve a companhia da cantora Ella Fitzgerald. Pianista versátil e criativo, Peterson deixa importantes contribuições para o jazz em seus mais variados estilos, do bebop ao boogie woogie.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-2874303299296071717?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/2874303299296071717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=2874303299296071717&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2874303299296071717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2874303299296071717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/morre-oscar-peterson-um-dos-gnios-do.html' title='Morre Oscar Peterson, um dos gênios do jazz'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3BD9aq7OXI/AAAAAAAAALQ/NmWChYirKjM/s72-c/oscarpeterson_hires.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3723175509807787676</id><published>2007-12-23T17:20:00.000-08:00</published><updated>2007-12-23T17:23:40.044-08:00</updated><title type='text'>Cidade do Cabo: um misto de África e Europa</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R28JvKq7OUI/AAAAAAAAAK4/1v4NSCopWqw/s1600-h/getimage.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147343605030664514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="208" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R28JvKq7OUI/AAAAAAAAAK4/1v4NSCopWqw/s400/getimage.jpg" width="179" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como todas as cidades da África do Sul, a Cidade do Cabo é ambivalente - europeia sem ser europeia, africana sem ser africana, uma mistura de primeiro e terceiro mundos. Mas que é uma das cidades mais belas do mundo, sobre isso não restam dúvidas. Mesmo o visitante de passagem acabará por reservar algumas centenas de células da sua capacidade cerebral para guardar imagens desta cidade, das suas montanhas e do mar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt; Cidade do Cabo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, a colonização mais antiga da África do Sul, é dominada pela montanha da Mesa, cujo cume plano se ergue no alto dos seus mil metros. Poderá fazer maravilhosos passeios pelas montanhas, vinhedos e praias sem qualquer dificuldade. Tem fama de ser a cidade com o espírito mais aberto e o ambiente mais descontraído da África do Sul e talvez a cidade de África mais segura para os turistas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O centro da cidade, situado a norte da montanha da Mesa, é surpreendentemente pequeno. A Baixa, muitas vezes designada por City Bowl, concentra grande parte dos pontos de interesse da Cidade do Cabo. O Castelo da Boa Esperança, construído entre 1666 e 1679, é uma das edificações europeias mais antigas da África Austral. O Museu Sul-Africano é um belo edifício antigo com armários e armários cheios de animais embalsamados e dioramas de dinossauros sedentos de sangue. Na secção dedicada às culturas indígenas poderá ver reproduções extraordinariamente fiéis de comunidades san (boximanes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Six District Museum é um local muito mais simples, dedicado aos residentes desta antiga comunidade tão efervescente no plano cultural e que entretanto foi demolida. O Victoria and Alfred Waterfront (passeio marítimo) fica para norte do centro da cidade. Esta zona está ostensivamente vocacionada para o turismo, apesar de conseguir evitar o irrealismo vazio de outros projectos de requalificação das áreas portuárias. Tem um ambiente bem conseguido, é interessante e encerra uma profusão de restaurantes, bares, locais com música ao vivo e lojas. Recentemente foi construído um óptimo aquário. A animação prolonga-se pela noite fora, por isso qualquer hora é boa para fazer uma visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teleférico da montanha da Mesa é uma atracção tão óbvia e popular que poderá sentir dificuldade em se convencer de que vale a pena a deslocação e a despesa. Vale a pena. Em dias claros, a vista do topo é fantástica e o cume oferece excelentes passeios, sobretudo na Primavera, quandas as plantas estão em flor. É também o habitat do dassie das rochas, esse curioso mamífero com aspecto de roedor, cujo parente vivo mais próximo é o elefante. Os Jardins Botânicos de Kirtenbosch, na encosta oriental da montanha da Mesa, são dos mais belos do mundo e quase exclusivamente dedicados a plantas indígenas. Recomenda-se vivamente uma viagem à ilha de Robben (ou Seal): prisão política antes da democracia, o seu recluso mais famoso foi Nelson Mandela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O City Bowl é um bom local para escolher hospedarias, pensões e hotéis. Sea Point, à beira do oceano Atlântico, a ocidente do centro, é outro bom lugar para ficar. O Observatory é um bairro agradável, popular entre os estudantes. Fica a leste do centro e um pouco fora de mão, mas oferece alojamento a preços módicos. Também não é um mau sítio para comer se se cansar do brilho e das luzes do Waterfront.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.livra.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://pt.livra.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-3723175509807787676?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/3723175509807787676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=3723175509807787676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3723175509807787676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3723175509807787676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/cidade-do-cabo-um-misto-de-frica-e.html' title='Cidade do Cabo: um misto de África e Europa'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R28JvKq7OUI/AAAAAAAAAK4/1v4NSCopWqw/s72-c/getimage.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6583535550933852217</id><published>2007-12-21T05:44:00.000-08:00</published><updated>2007-12-21T05:58:33.159-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África. demográfica'/><title type='text'>Na África, a grande recuperação demográfica</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2vDgKq7OSI/AAAAAAAAAKo/sXwQhV5uHW4/s1600-h/africa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146421956588550434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 518px; CURSOR: hand; HEIGHT: 386px; TEXT-ALIGN: center" height="357" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2vDgKq7OSI/AAAAAAAAAKo/sXwQhV5uHW4/s400/africa.jpg" width="473" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Jean-Pierre Tuquoi &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;De origem belga, John May é "o" demógrafo especializado na África do Banco Mundial. Jean-Pierre Guengant é o diretor de pesquisas no Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD em francês). Ele é o responsável do centro do IRD em Uagadugu, no Burkina Faso. Eles fazem um panorama da população da África atual na entrevista a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Le Monde&lt;/strong&gt; - A população segue crescendo muito rapidamente na África subsaariana, ao passo que ela está em vias de estabilização em todos os outros lugares no mundo. Será que existe uma exceção africana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;John May &lt;/strong&gt;- A África é um continente que ainda não iniciou verdadeiramente a última parte da sua transição demográfica: a diminuição da fecundidade - o número de filhos por mulher - ainda não ocorreu. Isso explica este forte crescimento demográfico que deverá prosseguir no decorrer do século 21. Atualmente, a África subsaariana representa 12% da população mundial. Em meados deste século, ela representará 19%, ou seja, cerca de 2 bilhões de habitantes, contra 760 milhões hoje.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jean-Pierre Guengant&lt;/strong&gt; - As evoluções demográficas na África se caracterizam por estarem defasadas em relação ao restante do mundo. Historicamente, foram apontados dois choques de maior importância para o continente negro: a escravidão e a colonização. Os especialistas explicam que entre 1500 e 1900, grosso modo, a população da África praticamente não aumentou. Alguns autores avaliam até mesmo que ela diminuiu, ao passo que a população mundial havia se multiplicado por 3,5 e a China, da mesma forma que a Europa, por 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o peso relativo da África subsaariana em relação à população mundial diminuiu até que uma recuperação fosse iniciada. Esta se revela fenomenal. É importante saber que no século 20, a população do continente negro foi multiplicada por 7. Isso nunca havia acontecido em nenhum outro lugar do mundo! E o processo não acabou. Ela continua crescendo com uma taxa da ordem de 2,5% por ano, ou seja, duas vezes mais rapidamente do que no restante do mundo em desenvolvimento. É também na África subsaariana que são encontrados praticamente todos os países - cerca de trinta - que apresentam uma fecundidade muito importante, com mais de 5 filhos por mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Le Monde&lt;/strong&gt; - A expansão demográfica obedeceria, portanto, a um fenômeno de recuperação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guengant&lt;/strong&gt; - É provável, mas as evoluções demográficas que têm sido observadas nos últimos trinta anos no mundo nos incitam à prudência. Por muito tempo, os demógrafos acreditaram, por exemplo, que a queda da taxa de mortalidade era um fenômeno irreversível. Ora, a evolução que foi verificada na ex-União Soviética e, é claro, na África subsaariana mostrou que esta tendência não é automática. Em outros lugares, diversas reduções de fecundidade que já estavam bastante avançadas acusaram uma pausa que surpreendeu todo mundo. Ninguém havia previsto tampouco que a fecundidade se manteria de maneira duradoura abaixo de dois filhos por mulher na maioria dos países desenvolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;John May&lt;/strong&gt; - Está havendo uma recuperação também porque a África subsaariana viveu por muito tempo em meio a um clima de displicência, de desinteresse no que se refere às questões demográficas. Durante os anos 1960-1970, quando os países latino-americanos e asiáticos começavam a conduzir políticas de moderação demográfica, a África se recusava a segui-las por razões ao mesmo tempo culturais e ideológicas. Na Jamaica, o governo lançou o slogan "Dois filhos é melhor do que filhos em excesso"; em Bangladesh, a palavra de ordem era: "Uma família pouco numerosa é uma família feliz". Mas tais campanhas nunca aconteceram na África - nem no Magreb (países do norte do continente), com exceção da Tunísia. No momento em que 60% das mulheres na Ásia e na América Latina utilizam um método moderno de contracepção, menos de 10% o utilizam na África do Oeste e na África Central, e 20% na África do Leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todo lugar na África, estamos vendo atualmente campanhas de prevenção contra a Aids. Mas muito pouco tem sido feito em relação ao planejamento familiar, isto é, no que diz respeito ao intervalo entre os nascimentos e ao controle do tamanho das famílias. O que explica esta situação de defasagem, com uma transição da fecundidade que está demorando a acontecer. Na África subsaariana, duas pessoas em cada três têm menos de 25 anos. Em nenhum outro lugar do mundo esta situação é encontrada. Na China, as pessoas com menos de 25 anos representam apenas 40% da população, e 30% na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Le Monde&lt;/strong&gt; - A fraqueza política dos Estados africanos não explicaria, ao menos em parte, o fracasso das políticas demográficas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guengant&lt;/strong&gt; - Sim, de fato é difícil conduzir políticas fortes em Estados fracos. É por isso que alguns andaram tentando encontrar outros meios de ação, de modo a evitar que as elites conduzam o tema do planejamento familiar. Muitos são aqueles que lidam com a população no terreno, nos mercados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Le Monde&lt;/strong&gt; - Muito se fala dos Estados africanos incapazes de conduzir políticas demográficas responsáveis. Um país como o Niger, por exemplo, será que ele pode, sem correr riscos, ver a sua população aumentar indefinidamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;John May&lt;/strong&gt; - De fato, a população do Niger poderia passar de 15 milhões atualmente para mais de 50 milhões daqui a cerca de quarenta anos. É sempre possível sonhar que o Niger se tornará um dia um centro financeiro internacional ou um grande pólo tecnológico, mas se excluirmos este tipo de milagre, eu não creio que a situação atual seja sustentável no longo prazo. A superfície do Niger é duas vezes superior à da França, mas 15% das terras apenas são cultiváveis. Além disso, já é um país com excesso de população. O seu governo tomou consciência disso recentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Le Monde&lt;/strong&gt; - Há uma idéia muito difundida de que a África é um continente muito vasto e sub-povoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guengant&lt;/strong&gt; - Era verdade no passado; mas deixou de ser. Em 1900, a África contava 4 habitantes por km2. Atualmente, a densidade é de 32 habitantes por km2 para a África subsaariana. Isto é superior à média do conjunto formado pela América Latina e o Caribe (28) e quatro vezes inferior à média do conjunto da Ásia (128), onde as condições geográficas são mais favoráveis para fortes densidades. Se você levar em conta as densidades a partir das superfícies de terras aráveis e cultiváveis, acabará encontrando resultados inacreditáveis: a Mauritânia passa de uma densidade de 3 para 529 habitantes por km2; Senegal, de 48 para 391; a Somália, de 14 para 817...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;John May&lt;/strong&gt; - Eu gostaria de ponderar esta análise dizendo que a África subsaariana permanece sub-povoada em certas regiões, mas que ela está se povoando rápido demais. Ela não está em condições para garantir "os investimentos demográficos" dos quais falava o demógrafo Alfred Sauvy (1898-1990), quer se trate de infra-estruturas, de educação, de saúde... Se você dirige um país onde a população é muito jovem, onde há uma fecundidade forte e uma mortalidade em diminuição, você provavelmente irá enfrentar graves problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Le Monde&lt;/strong&gt; - Não teríamos desde já uma noção prévia desses problemas com o crescimento urbano na África?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guengant &lt;/strong&gt;- Em 1950, não havia nenhuma cidade com mais de 1 milhão de habitantes na África negra. Em 1960, havia uma única cidade com este perfil: Johannesburgo (África do Sul). Atualmente, existem cerca de quarenta. No espaço de meio século, a população urbana se multiplicou por 11, mesmo se as megalópoles africanas permanecem menores que aquelas da América Latina ou da Ásia. Lagos, na Nigéria, é a única cidade africana que conta mais de 10 milhões de habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A África subsaariana continua sendo a região menos urbanizada no mundo, com uma taxa por volta de 35%. Contudo, até 2030 mais da metade da população viverá em cidades, em três países africanos em cada quatro. As infra-estruturas serão o principal problema. Estudos recentes mostram que a pobreza está aumentando em meio urbano, ao passo que anteriormente, esta era uma característica do meio rural. A cidade deixou de ser aquele elevador social que permitia ter acesso à educação, a um emprego. Ela tornou-se uma fonte de preocupação para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Le Monde&lt;/strong&gt; - No que se refere à questão da Aids, já faz alguns anos, os observadores mencionavam uma possível diminuição da população na África subsaariana, por causa da pandemia. Este discurso ainda estaria valendo na atualidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guengant&lt;/strong&gt; - Não, mesmo se a África concentra os dois terços das pessoas infectadas no mundo pelo vírus, e mais de 70% dos óbitos devido a esta doença. A taxa de prevalência - o número de pessoas infectadas pelo vírus - revela-se bem mais reduzida do que se previa. Em 2001, os pesquisadores estimavam, com base em consultas nos centros de saúde, que 9% da população africana estava infectada pela Aids. A mais recente avaliação, efetuada em 2006, apurou uma taxa de 6%, ou seja, uma diminuição de um terço. Além disso, uma dezena de países apresenta uma prevalência superior a 10%: cinco países da África Austral e quatro da África do Leste. Há três ou quatro anos, não mais, muitos pensavam que a população da África Austral iria diminuir por causa da pandemia. Atualmente, sabemos que o crescimento demográfico nesta região verá o seu ritmo diminuir, mas nenhum desses países, repito, nenhum desses países deverá ver a sua população diminuir. Não existe nenhum genocídio pela Aids. O impacto demográfico da pandemia foi avaliado de maneira exagerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;John May&lt;/strong&gt; - É preciso reconhecer que os programas que foram implantados tiveram uma eficiência real. As campanhas de informação, que colocaram preservativos à disposição das populações, deram bons resultados, mesmo se a ameaça persiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Le Monde&lt;/strong&gt; - Estamos assistindo a uma explosão dos investimentos chineses e indianos na África. Será que os fluxos humanos irão acompanhar esta tendência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guengant &lt;/strong&gt;- Existem 200 milhões de migrantes internacionais em todo o mundo. As mais importantes diásporas são chinesas, indianas e filipinas, mas é nos países do Norte, sobretudo, que elas se instalam, porque é nesses países que a promoção social é mais fácil. As migrações africanas rumo ao Norte, por sua vez, permanecem pouco importante, mesmo se certos discursos xenófobos tentam nos convencer do contrário. Comerciantes chineses se instalam na África subsaariana com mulheres e filhos. Por enquanto, o fenômeno permanece marginal. Em certos países da África do Leste, estão surgindo tensões entre imigrantes e as populações autóctones. É difícil afirmar até que ponto isso irá continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tradução: Jean-Yves de Neufville&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Le Monde&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6583535550933852217?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6583535550933852217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6583535550933852217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6583535550933852217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6583535550933852217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/na-frica-grande-recuperao-demogrfica.html' title='Na África, a grande recuperação demográfica'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2vDgKq7OSI/AAAAAAAAAKo/sXwQhV5uHW4/s72-c/africa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3205716814283103669</id><published>2007-12-21T05:25:00.001-08:00</published><updated>2007-12-21T05:27:37.257-08:00</updated><title type='text'>Norton Nascimento morre aos 45 anos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2u_BKq7ORI/AAAAAAAAAKg/24RttzmzzVw/s1600-h/norton.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146417025966094610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 479px; CURSOR: hand; HEIGHT: 347px; TEXT-ALIGN: center" height="330" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2u_BKq7ORI/AAAAAAAAAKg/24RttzmzzVw/s400/norton.jpg" width="451" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O ator &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Norton Nascimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, 45, morreu às 8h20 desta sexta-feira (21) no Hospital Beneficiência Portuguesa, em São Paulo, onde estava internado na UTI. A assessoria de imprensa do hospital ainda não divulgou maiores detalhes sobre a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, o ator fez um transplante de coração para curar um aneurisma, ficando por um período de 6 meses em recuperação. Entre os trabalhos do ator estão as novelas "Fera Ferida", "A Próxima Vítima" e "A Padroeira", da TV Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norton Nascimento nasceu na cidade de Belém (PA), no dia 4 de janeiro de 1962. O último trabalho dele na TV foi na novela "Maria Esperança", do SBT, na qual interpretou o personagem Nocaute. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-3205716814283103669?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/3205716814283103669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=3205716814283103669&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3205716814283103669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3205716814283103669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/norton-nascimento-morre-aos-45-anos.html' title='Norton Nascimento morre aos 45 anos'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2u_BKq7ORI/AAAAAAAAAKg/24RttzmzzVw/s72-c/norton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8283887404825509302</id><published>2007-12-20T09:03:00.001-08:00</published><updated>2007-12-20T09:06:46.424-08:00</updated><title type='text'>A transição cubana: Fidel Castro abre a porta para o rodízio de gerações</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2qgvaq7OQI/AAAAAAAAAKY/MpRD6SSkYRA/s1600-h/afidel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146102260697872642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 522px; CURSOR: hand; HEIGHT: 370px; TEXT-ALIGN: center" height="331" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2qgvaq7OQI/AAAAAAAAAKY/MpRD6SSkYRA/s400/afidel.jpg" width="465" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Mauricio Vicent, em Havana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuba vive momentos excepcionais. De definições. E bastaram algumas palavras de Fidel Castro no sentido de que não será um tampão sobre os dirigentes mais jovens para que novamente o dilema de sua sucessão ganhe força e mais ainda o debate crucial sobre que mudanças são necessárias introduzir no modelo socialista cubano. Se Fidel se aposenta ou não é relevante; mas mais importante é a forma como o "Comandante" acompanhará as mudanças inevitáveis. A sensação é de que o futuro do país está em jogo: o que é vital, afirmam cada vez mais vozes dentro do sistema, é a urgência de abrir caminho para as transformações que a sociedade exige.&lt;br /&gt;Aos 81 anos, e depois de 16 meses de convalescença, Fidel Castro se destacou na terça-feira com uma frase inesperada ao final de uma carta lida durante o programa de televisão "Mesa Redonda", dedicado ao tema "Cuba: direitos humanos, mudança climática e solidariedade". Depois de refletir sobre assuntos tão díspares, quase ao fim de sua missiva o líder comunista afirma: "Meu dever elementar não é me apegar a cargos nem muito menos obstruir a passagem de pessoas mais jovens, mas aportar experiências e idéias cujo modesto valor provém da época excepcional que me coube viver".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento tão especial que vive Cuba, suas declarações não passaram despercebidas. A recuperação do presidente, que não aparece em público desde que delegou todos os poderes a seu irmão, Raúl Castro, em julho de 2006, continua sendo uma incógnita, embora nos últimos tempos vários de seus colaboradores tenham declarado que sua reabilitação avança e que ele poderia ser perfeitamente reeleito em seu cargo por mais cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de dezembro Fidel Castro foi proposto como candidato a deputado nas eleições ao Parlamento que se realizarão em 20 de janeiro. Estas desembocarão na constituição de uma nova Assembléia Nacional antes de 5 de março, que deverá eleger entre seus membros o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, cargos que até agora sempre foram ocupados por Fidel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião de vários analistas, as últimas palavras do líder cubano, nas quais pela primeira vez deixa abertas as portas para sua sucessão definitiva, não são relevantes só por isso, mas porque se inscrevem em um contexto geral de mudança no país. Nos últimos meses milhões de cubanos participaram de um grande debate nacional promovido pelo presidente interino, Raúl Castro, sobre a necessidade de introduzir "mudanças estruturais e conceituais" no sistema para que a revolução sobreviva. O debate demonstrou com clareza que a sociedade reclama transformações profundas, econômicas e sociais, mas também políticas, e quanto antes melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;A TRANSIÇÃO CUBANA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OPOSIÇÃO QUER FATOS&lt;/strong&gt; Cada vez com mais força, os apelos por mudanças e o debate se fazem ouvir inclusive nas próprias estruturas oficiais. Figuras destacadas do Partido Comunista, como o responsável por cultura do Comitê Central, Eliades Acosta, ou o histórico Alfredo Guevara, presidente do Festival do Novo Cinema Latino-Americano, convocaram seus compatriotas a evitar o "pensamento único" e a "repensar" entre todos a revolução cubana.&lt;br /&gt;"Há muitos problemas, materiais, de salário, de direito, que são como luzes vermelhas que nos indicam a necessidade de mudanças", disse Acosta em uma entrevista recente, na qual reivindicou lutar por uma sociedade que "fale de seus problemas em voz alta, sem temor, na qual os meios de comunicação reflitam a vida sem triunfalismo, na qual os erros sejam ventilados publicamente para buscar soluções". Da mesma forma, Guevara e outros como ele identificam o "imobilismo" como o pior câncer que pode corroer a revolução e convocam a livrar o país de "aderências indesejáveis, e fazê-lo até a raiz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a esse debate, não isento de tensões e de forças centrífugas como a derrota de Hugo Chávez no referendo de 2 de dezembro passado - que deixou claro em Cuba que não se pode depender de fatores externos e que agora mais que nunca a ilha deve empreender reformas -, a última mensagem de Fidel Castro abriu expectativas. "Minha mais profunda convicção é que as respostas para os problemas atuais da sociedade cubana (...) exigem mais variantes de resposta para cada problema concreto do que as contidas em um tabuleiro de xadrez", disse o mandatário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro fragmento da carta, no qual, com sua linguagem singular, parece dizer que está plenamente consciente do desafio que seu país enfrenta, Castro afirma que "nenhum detalhe pode ser ignorado, e não se trata de um caminho fácil, se é que a inteligência do ser humano em uma sociedade revolucionária deve prevalecer sobre seus instintos". Se 2008, como asseguram os analistas, será um ano decisivo para a revolução cubana, marcado pelas mudanças, ninguém duvida de que Castro será protagonista, quer se aposente quer não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Fonte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.elpais.com/"&gt;http://www.elpais.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8283887404825509302?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8283887404825509302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8283887404825509302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8283887404825509302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8283887404825509302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/transio-cubana-fidel-castro-abre-porta.html' title='A transição cubana: Fidel Castro abre a porta para o rodízio de gerações'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2qgvaq7OQI/AAAAAAAAAKY/MpRD6SSkYRA/s72-c/afidel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1752067424533392133</id><published>2007-12-20T08:50:00.000-08:00</published><updated>2007-12-20T08:55:46.414-08:00</updated><title type='text'>Rastros, Pegadas de Mulher</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2qd4qq7OPI/AAAAAAAAAKQ/IeB4PV9CPkU/s1600-h/ABRIR.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146099121076779250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2qd4qq7OPI/AAAAAAAAAKQ/IeB4PV9CPkU/s400/ABRIR.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;As pinturas murais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; das mulheres kassenas de Burkina Faso, perto da fronteira com Gana, são famosas pela beleza do traçado e pela harmonia de cor. Interessada no assunto, Katy Léna Ndiaye escolhe comparar tradição e modernidade, através do retrato de três anciãs e da "neta" que elas iniciam nas técnicas ancestrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela realiza um filme com maestria estética, verdadeiro retrato de uma comunidade artística, por onde se discute a transmissão de ensinamentos, a educação e a memória numa África em mutação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Traces, Empreintes de Femmes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (França/Bélgica/Burkina Faso/Senegal, 2003).Documentário de Katy Léna Ndiaye, em preto e branco. Duração 52’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: &lt;a href="http://www.cinefrance.com.br/cinemateca/colecoes"&gt;http://www.cinefrance.com.br/cinemateca/colecoes&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1752067424533392133?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1752067424533392133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1752067424533392133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1752067424533392133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1752067424533392133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/rastros-pegadas-de-mulher.html' title='Rastros, Pegadas de Mulher'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2qd4qq7OPI/AAAAAAAAAKQ/IeB4PV9CPkU/s72-c/ABRIR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1282001762883970843</id><published>2007-12-16T16:24:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T16:35:49.885-08:00</updated><title type='text'>Fontes cruciais para a História de África estão em Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2XC3qq7OOI/AAAAAAAAAKI/iZqPwB95vME/s1600-h/leonor+figueiredo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144732410943584482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px" height="101" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2XC3qq7OOI/AAAAAAAAAKI/iZqPwB95vME/s400/leonor+figueiredo.bmp" width="209" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;A afirmação é do autor de 2 volumes sobre evolução do continente negro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Portugal é provavelmente o país onde estão as fontes mais importantes para a História de África", confessa Elikia M'Bokolo, o historiador francês de origem congolesa director na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. M'Bokolo falava ao DN após o lançamento em Português do 2.º volume da História de África, o grande projecto da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em curtas declarações, o historiador dá o exemplo "dos dez volumes da Monumenta Missionária Africana, de António Brásio (1958- -68), que até hoje não foram verdadeiramente estudados". Cita documentos redigidos em Português desde o século XV "que permitem a datação exacta dos factos em África, onde as fontes orais e a arqueologia só dão datas aproximadas". Porque, pormenoriza, "há países de que pouco se sabe porque não há documentos escritos e, devido ao clima, as fontes materiais desapareceram".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elaboração da História de África, concebida nos anos 60, amadurecida nos 80 e escrita nos 90, surgiu porque "não havia uma obra completa e sintética com uma abordagem moderna e interdisciplinar da História da África Negra". Produtor desde 1963 de um programa de rádio internacional participado por imigrantes, M' Bokolo sentiu, também ali, a necessidade de esta comunidade se rever num passado credível. Mas M' Bokolo tem grande esperança no futuro, defendendo que a "renascença africana" acontecerá com as novas gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Sem ideias feitas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradutora do 2.º volume, a historiadora Isabel Castro Henriques considera que esta obra significa "um momento fundamental da história da construção da historiografia africana que vem pôr de lado uma série de ideias feitas, fazendo a síntese necessária dos trabalhos que se foram publicando a partir dos anos 70, com recurso a áreas como a linguística, sociologia ou antropologia". Em sua opinião, é "a melhor história de África publicada, que se centra nos africanos e não na velha questão dos africanos contra qualquer coisa..." Também Alfredo Margarido, historiador que o Estado Novo rotulou de "maldito" e expulsou das colónias, classificou M' Blokolo de historiador "absolutamente excepcional" que "interverteu os ponteiros do relógio da história", porque esta, ao longo dos séculos, "diabolizou os negros" e ignorou que antes de chegarem os europeus "havia História em África".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Folha de S. Paulo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1282001762883970843?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1282001762883970843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1282001762883970843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1282001762883970843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1282001762883970843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/fontes-cruciais-para-histria-de-frica.html' title='Fontes cruciais para a História de África estão em Portugal'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2XC3qq7OOI/AAAAAAAAAKI/iZqPwB95vME/s72-c/leonor+figueiredo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-5892673765356544135</id><published>2007-12-16T05:21:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T16:23:49.428-08:00</updated><title type='text'>Djavan preserva marcas autorais em “Matizes”</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2UnEqq7OLI/AAAAAAAAAJw/v8q8SkNKIpA/s1600-h/07.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144561110467950770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px" height="158" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2UnEqq7OLI/AAAAAAAAAJw/v8q8SkNKIpA/s400/07.jpg" width="313" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Há autores&lt;/span&gt; cuja marca autoral (desculpem a redundância) é tão evidente que tudo em torno soa “autoral”. Em Djavan, a música é autoral, a letra é autoral, o canto é autoral, isso é evidente. Mas autorais também são os arranjos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Autoral também é a banda, sempre a mesma em todas as faixas, íntima do autor a não mais poder e não só por conter dois de seus filhos, o guitarrista Max e o baterista João Viana, mas por acompanhá-lo show a show há quase uma década. A banda, quase que como uma extensão do violão e sobretudo das idéias musicais de Djavan, é básica no baixo de Sérgio Carvalho, no piano de Renato Fonseca e colorida pelo naipe de sopros formado por alguns dos melhores solistas do país, o niteroiense Marcelo Martins (saxofone tenor e flauta) e os paulistas Walmir Gil (trompetes) e François Lima (trombone). O violão e a guitarra de Djavan são onipresentes, mas não mais djavânicos que o resto da banda. O som é único, puro Djavan, burilado no dia-a-dia e no estúdio profissional que o autor montou e mantém em casa. Ou seja, até o estúdio é autoral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;“Matizes”,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; décimo oitavo disco de Djavan, é, como se vê, o mais radicalmente autoral de todos e não apenas por conter exclusivamente 12 nova&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2Unbaq7OMI/AAAAAAAAAJ4/O_BJHOX8Nm4/s1600-h/01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144561501309974722" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px" height="146" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2Unbaq7OMI/AAAAAAAAAJ4/O_BJHOX8Nm4/s400/01.jpg" width="292" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s canções autorais. Até a gravadora é autoral, a Luanda Records, em seu terceiro lançamento. E mesmo a capa, quadrados à Mondrian, que vão sutilmente mudando de cor, busca revelar a intenção (e desculpem a redundância de novo) autoral do autor: revelar uma única expressão musical, tão característica, em seus diversos “matizes”.&lt;br /&gt;Djavan é autor ambicioso desde que se lançou autor em 1976 a bordo de mega-sucessos como “Fato consumado” e “Flor-de-lís”, sambas diferentões que embasbacaram o meio musical brasileiro, e já com larga experiência adquirida em boates cariocas e nos estúdios onde emprestava a voz para temas de novela. Agora, mais do que mais um disco autoral, Djavan decanta em “Matizes” as várias tonalidades de sua vasta obra. Trata-se de um painel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Joaninha”,&lt;/strong&gt; por radicalmente djavânica, é a canção ideal para se começar tal painel autoral. É um “instant classic”, canção típica do autor de “Açaí” e “Oceano”: harmonia complexa, melodia original, sonoridade estranha (que vai do clima de uma balada romântica às curvas angulosas de uma canção mourisca, do naipe de sopros jazzístico à guitarra de rock clássico, tudo cheio de variações rítmicas) de resultado misterioso e encantador. A letra, uma sofisticada reflexão pessoal, uma parada para pensar, é composta de imagens poéticas tão típicas de Djavan (e que somente ele parece conseguir fazer), repleta de metáforas cromáticas e inspiradas na natureza: “Bem quando a luz do cacto/Reflete ao sol altivo/A chuva rompe o pacto/Inundando a tarde quente/E o prazer que sente a joaninha/Quando anda pela flor/Ganha um quê de sacrifício e dor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No painel da criatividade de Djavan não poderia faltar o samba, matriz musical de qualquer autor brasileiro que se preze. E aí há uma das melhores notícias para os fãs do compositor: Djavan voltou a se dedicar ao samba. A própria faixa-título, &lt;strong&gt;“Matizes”,&lt;/strong&gt; é uma daquelas incursões de Djavan pelo gênero-mãe da música urbana brasileira, um samba ao mesmo tempo delicioso, comunicativo, fácil de gostar mas altamente pessoal. A harmonia é levada pela guitarra de Max Viana emulando um cavaquinho. Aquela parte em que ele canta, “Ficamos sós/Perdi a voz /Você sorriu/Foi quando eu ri também/Pensei que morreria”, vai fazer com que esse samba entre nas antologias e no repertório dos jovens grupos de samba espalhados pelo país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Delírio dos mortais”&lt;/strong&gt; é outro samba, um samba-exaltação ao Rio, um samba de malandro feito à medida para as gafieiras da cidade. O autor alagoano presta pela primeira vez um tributo à cidade que escolheu para viver. Mas não poderia deixar de imprimir sua marca... autoral: “Pra delírio dos mortais/Pedras monumentais/Combinaram aqui/Um encontro colossal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É samba também &lt;strong&gt;“Imposto”,&lt;/strong&gt; mas um tipo de samba novo, inventando aqui por Djavan: a “bossa nova de protesto”. E o autor protesta, de forma clara, direta, contra a carga fiscal abusiva, contra a corrupção, contra os péssimos serviços prestados pelo Estado, pela impotência do cidadão comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já &lt;strong&gt;“Azedo e amargo”&lt;/strong&gt; é também um samba, só que meio disfarçado, de harmonia rica, melodia típica e cheio de quebradas rítmicas. Como “Joaninha”, outro “instant classic” tipo “Oceano”. Trata-se de uma declaração de amor a uma moça agridoce, que “Se ela fosse planta seria/A comigo-ninguém-pode”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem só de sambas de vários matizes vive o “Matizes” de Djavan. Há desde um misto de bolero e son cubano bem latino e dançante como &lt;strong&gt;“Louça fina”&lt;/strong&gt; a um típico “blues do Djavan” (como certa vez definiu Caetano Veloso), &lt;strong&gt;“Desandou”.&lt;/strong&gt; A balada “Por uma vida em paz” também tem clima “jazzy”, próximo da grande canção americana, para falar de questões universais na belíssima letra: “Não sei bem o que dizer /Sobre o mal na terra:/Acho que o amor hesitou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também aquele tipo de canção tipicamente djavânicas que as rádios e as platéias dificilmente resistem. E é impressionante como ele as co&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2Un76q7ONI/AAAAAAAAAKA/ucBPobq5yEI/s1600-h/02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144562059655723218" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 284px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px" height="156" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2Un76q7ONI/AAAAAAAAAKA/ucBPobq5yEI/s400/02.jpg" width="284" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mpõem aos borbotões. É o caso de &lt;strong&gt;“Fera”,&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;“Pedra”&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;“Adorava me ver como seu”.&lt;/strong&gt; Este trio de canções típicas mostra a síntese musical achada por Djavan, mostra como a banda está afiada e traduz o seu universo autoral, e mostra como ele desenvolveu um discurso musical e amoroso próprio. Senão, vejam a letra de “Pedra”: “Amor, me perco em lágrimas/Não mais a vi, desde abril, fui pro mar/E você lá deitada na pedra/Que inveja dessa pedra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos sambas ao blues, das baladas aos boleros, de canções inventivas (como a bossa nova de protesto) às canções típicas, “Matizes” matiza as tonalidades de uma obra em plena maturidade. Djavan é um artista que achou sua expressão mais pura. E ela está aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hugo Sukman&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-5892673765356544135?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/5892673765356544135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=5892673765356544135&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5892673765356544135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5892673765356544135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/djavan-preserva-marcas-autorais-em.html' title='Djavan preserva marcas autorais em “Matizes”'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2UnEqq7OLI/AAAAAAAAAJw/v8q8SkNKIpA/s72-c/07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-5400817672222107005</id><published>2007-12-12T08:37:00.000-08:00</published><updated>2007-12-12T08:41:43.272-08:00</updated><title type='text'>Cê vê tudo ao contrário</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2AOkGvmzsI/AAAAAAAAAJg/UMRkjGsEYoA/s1600-h/edson.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143126787905474242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="154" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2AOkGvmzsI/AAAAAAAAAJg/UMRkjGsEYoA/s400/edson.jpg" width="146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;*&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Edson Lopes Cardoso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Na canção “O Herói”, do disco Cê, Caetano Veloso retoma o principal argumento do manifesto contra as cotas, que leva também sua assinatura. O argumento quer nos convencer de que por imitação de outra realidade (o comparante é sempre os Estados Unidos), os negros brasileiros dedicam-se a estimular e promover o ódio racial.O argumento não é original, nem na canção nem no manifesto, e apenas atualiza velhos estigmas que nos acompanham desde tempos coloniais: raça inferior, intelectual e moralmente, criminosos em potencial e avessos ao progresso e à civilização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A um só tempo, os adversários das políticas públicas voltadas para a população negra declaram seu “horror” às desigualdades e nos acusam de cometer um “equívoco elementar”: a importação arbitrária de traços muito particulares dos EUA. E, por esta via, da importação inadequada de singularidades repulsivas, estaríamos insuflando o ódio racial numa sociedade, como disse o ministro Gil em sua posse em 2003, “de caráter essencialmente mestiço e sincrético”.Na letra da canção “O Herói”, a primeira opção do favelado, o caminho inicial que ele descortina é “fomentar aqui o ódio racial/a separação nítida das raças”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em sua odi(o)sséia, nosso herói mulato quer ser tudo o que ele não é: “quero ser negro 100%, americano,/sul-africano, tudo menos o santo/que a brisa do brasil briga e balança” (É preciso fingir aqui que não sabemos ser a favela uma demarcação com rígido recorte racial, certo?).Mas o resultado da autoconstrução odiosa é, finalmente, repudiado pelo nosso herói, que não se reconhece nessa indumentária postiça, que lhe subtraiu a boa índole sincrética, e, numa daquelas metamorfoses dignas de Macunaíma, decide-se em grande êxtase por assumir o peso da tradição ideológica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Transformado quase em camelo nietzschiano, sai gemendo sua dor, queixando-se a Deus: “eu sou o homem cordial/que vim para instaurar a democracia racial/eu sou o herói/só deus e eu sabemos como dói”.É fundamental não perder de vista que a acusação repetida, que nos atribui o “ódio racial”, se faz contra um pano de fundo do qual se destacam o protesto negro e a luta pelo acesso a recursos públicos e políticas públicas que conduzam à superação das desigualdades raciais. Como encobrir essa orientação conservadora? Vejam bem, trata-se de negar uma afirmação – a da existência do racismo, da opressão racial e de práticas de discriminação racial - , que desnuda os privilégios da cidadania usufruídos pelos brancos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A negação de Caetano, Kamel e outros só poderia tomar mesmo um caminho: descolar-se do real, a que opõem a sublimação de nossas relações raciais, idealizadas em sua máxima potência de quase delírio, a ocultação ou a distorção de fatos objetivos e a projeção de todo o mal nos Estados Unidos. Estranhamente, porém, nosso ódio produz quase que exclusivamente vítimas negras, aos borbotões. Na polêmica sobre o “apartheid” do carnaval baiano, levantada mais uma vez por Carlinhos Brown, Caetano usou os mesmos argumentos presentes na canção “O Herói” para desqualificar as críticas de Brown, associando-as a sugestões de subalternidade intelectual e desvios patológicos. O debate sobre segregação é recorrente no carnaval baiano, instigado por camarotes, cordas e muita porrada nos negros. Os blocos afros e afoxés são também marginais nos circuitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem brilha nos horários de visibilidade televisiva e grande afluência de público são, como se sabe, aqueles aquinhoados, ano após ano, com os convênios da Bahiatursa, sem que se esclareçam os critérios estabelecidos para premiar entidades carnavalescas inadimplentes. Ao longo dos últimos anos não foram poucas as auditorias de técnicos do Tribunal de Contas do Estado engavetadas por conselheiros subservientes. Os privilégios racistas, profundamente enraizados em nossa sociedade, abarcam as instituições, as estruturas de saber e poder, e o carnaval não fica de fora (ver Immanuel Wallerstein. O albatroz racista, p. 37).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na canção “O Estrangeiro”, do disco de 1989, Caetano escreveu os versos: “O macho adulto branco sempre no comando/(...)Riscar os índios, nada esperar dos pretos”. Não esperar e não aceitar sequer que possam expressar sua própria experiência, como o fez Carlinhos Brown e o fizeram muitos representantes de blocos e entidades do Movimento Negro na Bahia. Uma experiência que afeta a vida de milhões de pessoas, e não só na Bahia, de modo essencialmente dilacerador. E uma experiência que pode ser compartilhada sem demérito. Por que não podemos aprender com Spike Lee? A proibição de que os negros brasileiros possam se debruçar sobre a realidade &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2AOt2vmztI/AAAAAAAAAJo/fzn0h0qPaj8/s1600-h/cae.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143126955409198802" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2AOt2vmztI/AAAAAAAAAJo/fzn0h0qPaj8/s400/cae.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;da Diáspora, sob o pretexto de uma singularidade extrema de nossas relações raciais, soa ridícula mas não inocente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Caetano Veloso esteve preso em um subúrbio do Rio de Janeiro, durante a ditadura militar. E fez em seu livro “Vereda Tropical” um relato da experiência da tortura de presos comuns que seus ouvidos testemunharam (“gritos horrendos”). “De fato, desde essa experiência na PE da Vila Militar, passei a ter uma idéia diferente da sociedade brasileira, a ter uma medida da exclusão dos pobres e dos descendentes de africanos que a mera estatística nunca me daria.” (p.379)Os tais “gritos horrendos” configuram uma experiência real, autêntica, legítima – dos ouvidos e da sensibilidade de Caetano. Mas não pode ser utilizada pelos negros, que a vivenciam no pau-de-arara, como referência concreta para definir seu real “status” na sociedade brasileira. Nossas experiências servem aos outros, mas não servem a nós.&lt;br /&gt;*Edson Lopes Cardoso é &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;coordenador editorial da Revista Irohin&lt;/span&gt; – &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:edsoncardoso@irohin.org.br"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;edsoncardoso@irohin.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-5400817672222107005?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/5400817672222107005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=5400817672222107005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5400817672222107005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5400817672222107005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/c-v-tudo-ao-contrrio.html' title='Cê vê tudo ao contrário'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R2AOkGvmzsI/AAAAAAAAAJg/UMRkjGsEYoA/s72-c/edson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1992434516425030844</id><published>2007-12-11T14:47:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T14:55:11.036-08:00</updated><title type='text'>Martinho da Vila: negritude e música erudita no "Concerto Negro"</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R18U4WvmzqI/AAAAAAAAAJQ/dCrCTVx0QwY/s1600-h/MARTINHO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142852257890881186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="186" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R18U4WvmzqI/AAAAAAAAAJQ/dCrCTVx0QwY/s400/MARTINHO.jpg" width="295" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O cantor Martinho da Vila lançou este ano seu CD "&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;do Brasil e do Mundo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;". Espetáculos na Europa e distribuição do disco na Itália, na França, em Portugal, na Inglaterra e na Espanha marcaram o lançamento da obra, que traz participações especiais de Negra Li, Margareth Menezes, Toni Garrido e da cantora americana Madeleine Peyroux, que canta em Madeleine I Love You, uma versão de Madalena do Jucu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o objetivo deste artigo é resgatar a história de uma das mais louvadas iniciativas do compositor, que também é um militante orgânico do movimento negro brasileiro: o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Concerto Negro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, inspirado no cancioneiro afro-brasileiro, tem um repertório que recebe tratamento orquestral. Martinho interpreta canções e comenta a atuação do negro na música erudita brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Martinho esclarece os motivos que o levaram a conceber o espetáculo: &lt;em&gt;"A primeira vez que fui aos EUA fiquei espantado com cartazes luminosos com negros, revistas com negros nas capas. Na época isso não acontecia aqui. Avançamos muito nesse sentido. Durante o centenário da abolição, a discussão das questões negras levou o Brasil a reconhecer que o racismo também existe aqui. Até aquele momento, escutávamos que o Brasil era uma democracia racial. Com relação ao “Concerto negro”, é uma forma de afirmação da cultura negra. A maioria das pessoas acha que o negro só tem influência no futebol, na música popular, mas na música erudita também temos participação expressiva&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua idéia nasceu em 1988, ano em que Martinho aceitou o convite do maestro Leonardo Bruno para atuar com a Orquestra do ES num projeto de integração clássico popular. Daí surgiu a continuidade do projeto em 1995, em Belo Horizonte e Diamantina, MG.  Martinho da Vila foi responsável nos anos 70 pela aproximação do Brasil com a África Portuguesa, em especial com Angola do poeta político Agostinho Neto, funcionando como um embaixador cultural. Daí seu pioneirismo em um projeto desta natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As peças do &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;"Concerto Negro"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; são do Padre José Maurício, extraordinário músico e compositor do 1º Império, influenciado pelo canto litúrgico europeu. Além dele, foram executadas obras do cabloco Alberto Nepomuceno, que chegou a diretor da Escola de Música da UFRJ e grande incentivador de Villa-Lobos, sendo o primeiro compositor brasileiro que compôs e impôs ópera em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha do repertório levou em conta temas ligados à cultura negra ou os compositores que trabalharam com esta causa, não só no Brasil mas no mundo como Nobody Knows (Negro Spiritual), Summertime (George Gershwin) e Concerto para Violoncello (Saint Saens).&lt;br /&gt;Sob a regência do maestro Leonardo Bruno, à frente da Orquestra Sinfônica Rio, o "Concerto Negro" contou com as participações da pianista Sarah Higino, do soprano Elizeth Gomes, do violoncelista João Cândido e do barítono Pedro Alcântara. A direção geral do espetáculo foi de Antonio Pitanga e Ricardo Cravo Albin, e a direção de produção, de Antonio Pompeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Concerto contou com a participação do Coral da Família Alcântara, composto de 40 integrantes entre filhos, netos e bisnetos da matriarca Vó Mena. Os Alcântara conservam a tradição do canto lírico desde o Século XVIII, quando vieram trabalhar na mineração em MG.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1992434516425030844?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1992434516425030844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1992434516425030844&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1992434516425030844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1992434516425030844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/martinho-da-vila-negritude-e-msica.html' title='Martinho da Vila: negritude e música erudita no &quot;Concerto Negro&quot;'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R18U4WvmzqI/AAAAAAAAAJQ/dCrCTVx0QwY/s72-c/MARTINHO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3624249502248858798</id><published>2007-12-11T07:27:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T07:54:01.712-08:00</updated><title type='text'>"De uns tempos pra cá", a obra pelo próprio autor</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R16xt2vmznI/AAAAAAAAAI4/MgBoiWNp4lo/s1600-h/Chico%202-thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142743225851104882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R16xt2vmznI/AAAAAAAAAI4/MgBoiWNp4lo/s400/Chico%25202-thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;De uns tempos pra cá&lt;/span&gt; me tornei um artista razoavelmente conhecido em alguns circuitos, dentro do meu país e fora dele. À minha revelia, mas também com minha anuência, determinados aspectos da música que faço se tornaram mais visíveis que outros. Não é que eu queira me queixar. Nem poderia, num momento em que uma das principais queixas de muitas pessoas (artistas inclusive) é a invisibilidade. Não de partes. Mas a invisibilidade total delas, e de sua produção. Ser em parte conhecido, visível, ou conhecido em partes já aparenta alguma vantagem. Principalmente quando se tem, quando se criam ou se conquistam as condições de iluminar o que antes já existia mas não podia ser percebido em plenitude. Ou era simplesmente ignorado.&lt;br /&gt;É o que acontece comigo agora com o lançamento deste De uns tempos pra cá, ao qual me entreguei com a alegria e a inquietação que apenas a liberdade criativa possibilita. Retribuí o convite da Biscoito Fino com canções e interpretações estritamente autorais e que só poderiam estar neste disco. Em nenhum outro, apesar das músicas já existirem muito antes que ele fosse imaginado. O desejo de gravá-las neste formato camerístico com o inquieto Quinteto da Paraíba é que norteia o disco. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos pra cá se passaram 10 anos do "Aos Vivos", meu primeiro disco. De uns tempos pra cá já são 20 anos de Sudeste pra mim. Mas mesmo antes disso o disco começa. A canção "Utopia", por exemplo, é do princípio dos anos 80. Do meu tempo da faculdade de jornalismo em João Pessoa na Universidade Federal da Paraíba. Época de greves e passeatas. Que eu me lembre é uma espécie de comentário irresignado sobre a não-aprovação das eleições diretas para presidente pelo Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melodia de "Por Causa de um Ingresso do Festival Matou Roqueira de 15 anos" é ainda anterior: de 1983. E o título eu roubei mais tarde de uma manchete do jornal "O Dia" sobre o primeiro Rock in Rio, ao passar pela capital carioca no começo de 1985. Morava em Barra Mansa e estava a meio caminho para São Paulo. A letra é bem recente, deste ano. Convidei duas importantes e fundamentais influências que a paraibanidade me proporcionou: Elba Ramalho e Pedro Osmar. Ela: musa agreste, retirante, vidente, incômoda em sua nordestinidade. Ele: quase invisível, multiartista a insuflar inquietação e sede de conteporaneidade sem peias a seus pares há três décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pra Cinema" é uma melodia do fim dos anos 80. Eu já morava então em São Paulo e estudava na escola do Zimbo Trio, a convite do pianista Amílton Godói. A versão instrumental de "Autumm Leaves" começou a nascer nessa época, dos estudos com o violonista argentino Conrado Paulino. A letra é de 2004. Passou a se chamar "Outono Aqui", por sugestão do cantor paulistano Carlos Fernando, que também corrigiu-me a respeito da excessiva melancolia nordestina em relação ao outono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos pra cá tem em comum com outros álbuns meus o fato de que nenhuma canção foi feita para o disco em si. "Alcaçuz" é de 1998 e já foi gravada por Vânia Abreu. "Orangotanga" é de 2000 e deu nome a uma turnê européia. Quem faz a percussão aí é meu amigo de infância Escurinho, pernambucano radicado na Paraíba desde criança. "Moer Cana", "Por que você não vem morar comigo" e a canção-título são de 2003. A canção mais recente é "1 valsa p/ 3", a única em parceria, com letra minha sobre melodia de Chico Pinheiro. "A nível de", uma das minhas preferidas entre as muitas parcerias de João Bosco e Aldir Blanc, eu já havia gravado pro songbook de João Bosco a convite do saudoso Almir Chediak. Mantive "aquela guitarra" que João gostou tanto e fiz uma nova voz. Proveta e sua turma deram um banho com os únicos metais do disco. E aí está. O ano passado, a TV Educativa do Rio me convidou para cantar "Cálice", de Gilberto Gil e Chico Buarque, num show com músicas que tiveram problemas com a censura na época da ditadura militar. Decidi regravá-la. É doloroso perceber que esta canção não perdeu atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo de tons mais densos, não é de melancolia que quer falar o disco. Mas ela está aí. Pra mim é como se ele começasse escuro, numa sessão maldita de cinema à meia-noite. Atravessa uma longa madrugada, clareia aos poucos e termina encandeado de sol tropical ao meio-dia, numa mistura de feijoada e rave. Claro que não é a única leitura possível, e essa talvez seja otimista demais. É na verdade como ele nasceu em mim e aí tomou corpo, de uns tempos pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DISCOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;Aos vivos&lt;/strong&gt;" (Velas, 1995), "&lt;strong&gt;Cuz-cuz clã&lt;/strong&gt;" (MZA, 1996), "&lt;strong&gt;Beleza mano&lt;/strong&gt;" (MZA, 1997), "&lt;strong&gt;Mama mundi&lt;/strong&gt;" (MZA, 2000), "&lt;strong&gt;Chico César&lt;/strong&gt;" (2000 - para o mercado internacional), "&lt;strong&gt;Respeitem meus cabelos, brancos&lt;/strong&gt;" (MZA, 2002), "&lt;strong&gt;Jaguaribe carne - vem no vento&lt;/strong&gt;" (2003), "&lt;strong&gt;Amídalas - Chico César e convidados"&lt;/strong&gt; (2004), "Marias do Brasil" (2004), "&lt;strong&gt;Compacto e simples&lt;/strong&gt;" (2005), "&lt;strong&gt;De uns tempos pra cá&lt;/strong&gt;" (Biscoito Fino, 2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Além de cantor, compositor e instrumentista, Chico César também é escritor e lançou em 2005, pela Editora Garamond, o livro &lt;strong&gt;Cantáteis - Cantos elegíacos de amozade&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Site Oficial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.chicocesar.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;www.chicocesar.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-3624249502248858798?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/3624249502248858798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=3624249502248858798&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3624249502248858798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3624249502248858798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/de-uns-tempos-pra-c.html' title='&quot;De uns tempos pra cá&quot;, a obra pelo próprio autor'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R16xt2vmznI/AAAAAAAAAI4/MgBoiWNp4lo/s72-c/Chico%25202-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3099756521057601319</id><published>2007-12-11T07:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T07:13:04.996-08:00</updated><title type='text'>A falta de capacidade não vem da condição do homem - ou homem pintando não é chimpanzé escrevendo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R16n32vmzkI/AAAAAAAAAIg/zQoGV959bs0/s1600-h/20051104-pri-0411-0103.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142732402533518914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="149" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R16n32vmzkI/AAAAAAAAAIg/zQoGV959bs0/s400/20051104-pri-0411-0103.jpg" width="202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Por Devana Babu*&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#ffcc00;"&gt;Eu sei que vocês&lt;/span&gt;, leitores, não são nada preconceituosos, e é por isso que vocês estão lendo esta coluna. Porque quem escreve ela é um negro. E porque só tem quatorze anos. E por que é vocês, como brancos superiores, sabem que por pior que seja esse artigo e por mais mal escrito que ele esteja, eu sou negro, então está bem. E também sei que algum negro ativista vai pegar este artigo e dizer: &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;“que massa, isso foi um negro que escreveu”&lt;/span&gt;. E vai sair correndo para seus companheiros ativistas e dizer: &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;“viu o que um negro escreveu, gente, como ele conseguiu?”;&lt;/span&gt; e que milhares de leitores vão ter reações semelhantes. Aliás, eu também teria reações como essa, se eu visse um chimpanzé escrevendo de forma rústica. Agora, meus caros, nunca me surpreenderia com um ser humano. Este, meus jovens, é justamente o ponto em que pecam todos aqueles que tentam se passar por não preconceituosos. Por que eles acabam sempre criando preconceitos maiores que os preconceitos que supostamente combatem, pois criam vícios e protecionismos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Muitos tentam realmente passar essa fachada: trocam a não-aceitação de tudo que tivesse origem negra por uma demonstração incondicional e espontânea de admiração por tudo o que cheira a negro. Esses pobres tipos agem como se dessa forma evitassem de ser preconceituosos. Ora, assim como uma pessoa que fala uma coisa e recomenda a seu interlocutor que não pense em obscenidades está na verdade ele próprio pensando nelas, essas pessoas que fazem este tipo de julgamento estão na verdade pensando numa forma de não ser preconceituosas, e não não sendo. Procuram sempre incluir em seu julgamento o fato de a pessoa ser negra, deficiente, indígena, jovem, velha, magra, gorda, feia, bonita, ou gente. E dão como que um desconto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora que deixam de lado – ou tentam fingir – a sua visão preconceituosa das outras culturas, e adotam assim a postura de ter que gostar de qualquer coisa que provenha da cultura negra ou de outras culturas brasileiras mais rústicas e tradicionais, embora, por exemplo, não apliquem essa visão às outras culturas internacionais. Criam assim uma espécie de obrigação, como se duas pessoa assistissem à uma peça criada a partir de elementos da cultura negra e uma dissesse: “nossa, que lixo...”, e a outra (consciente e não preconceituosa que é), dissesse: que é isso, você TEM que gostar, essa é a nossa cultura negra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa, meus caros, é a forma mais cruel e absurda do preconceito: aquela que tenta não ser preconceituosa.Por isso, não se pode tentar camuflar ou seguir o caminho inverso de nossos preconceitos. O melhor caminho e a melhor solução para evitar o preconceito é simplesmente esquecer a condição do homem, e não se surpreender, pois independentemente de idade, sexo, cor, religião, classe social, ou opção sexual, somos todos GENTE. “Nunca se surpreenda com o homem que faz, mas com o que o homem faz”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Devana Babu é estudante secundarista em Brasília&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-3099756521057601319?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/3099756521057601319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=3099756521057601319&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3099756521057601319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3099756521057601319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/falta-de-capacidade-no-vem-da-condio-do.html' title='A falta de capacidade não vem da condição do homem - ou homem pintando não é chimpanzé escrevendo!'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R16n32vmzkI/AAAAAAAAAIg/zQoGV959bs0/s72-c/20051104-pri-0411-0103.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3139762529516108735</id><published>2007-12-08T17:19:00.000-08:00</published><updated>2007-12-10T04:54:28.175-08:00</updated><title type='text'>Léopold Sédar Senghor e a questão da negritude</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1tEMGvmzgI/AAAAAAAAAIA/fk0U-AtnLMo/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141778374332960258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px" height="174" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1tEMGvmzgI/AAAAAAAAAIA/fk0U-AtnLMo/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" width="291" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Léopold Sédar Senghor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, nascido em 1906 no &lt;strong&gt;Senegal&lt;/strong&gt;, desenvolveu, além de atividades literárias, uma dupla trajetória como docente e político, tornando-se professor de Línguas e Civilizações Africanas na École de France d'outre-mer e, após exercício parlamentar, tornou-se presidente da República do Senegal. O percurso de suas obras teóricas é similar ao de alguns filósofos da libertação no que se refere à sucessão das temáticas. Em 1961 escreve Nação e Caminho Africano do Socialismo; três anos depois escreve Liberdade I, Negritude e Humanismo; em 1976, publica Para uma Releitura Africana de Marx e de Engels(9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comenta &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Aimé Césaire&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; sobre a origem do conceito de negritude que sua criação "...correspondia a uma necessidade... o negro na França via uma espécie de assimilação diminuída em nome do universalismo que ameaçava suprimir todas as características nossas. Dito de outro modo, estávamos ameaçados por uma terrível depersonalização". Isso era muito grave em razão do momento histórico em que se debatia o problema da descolonização de povos dominados por países ocidentais. A negritude afirmava que o homem negro era tão homem quanto qualquer outro e que havia realizado obras culturais de valor universal, às quais os que empunhavam a negritude queriam ser fiéis. "Cada povo - diz Senghor - não desenvolveu mais que um ou vários aspectos da condição humana. A civilização ideal seria aquela que, como esses corpos assim divinos surgidos da mão e do espírito do grande escultor, reunisse as belezas reconciliadas de todas as raças".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senghor foi um dos maiores divulgadores da negritude, que se consolidava como um movimento cultural de resgate/construção da identidade negra, buscando desvelar a alma negra cuja característica essencial seria a emoção: "A emoção é negra, assim como a razão é helênica". A atitude do negro frente ao mundo e aos outros é de abandono e comunhão. Em si o negro é um campo de impressão, que através da sensibilidade descobre o outro. Da mesma forma que nesta interação ele não vê o objeto, mas o sente, "é na sua subjetividade, no limite de seus órgãos sensoriais que ele descobre o outro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emoção, como Senghor a define, é o que possibilita o elevar-se a um estágio superior de consciência. A emotividade é o elemento essencial e constitutivo do negro. A partir dela Senghor constrói uma metafísica, trata da religião e demais elementos da cultura negra e particularmente do estilo negro-africano que tem por características peculiares a imagem e o ritmo. Azombo-Menda e Enobo Kosso, citando e comentando Senghor nos esclarecem essas teses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As atividades técnicas e as relações sociais refletem a psicologia própria ao negro africano cuja emoção consiste em um 'apoderar-se do ser integral - consciência e corpo - pelo mundo irracional, irrupção do mundo mágico no mundo da determinação'. Enfim, a razão negra se distingue da razão branca porque ela percorre as artérias das coisas para se 'alojar no coração vivo do real': 'A razão européia é analítica por utilização, a razão negra, intuitiva por participação'. Em suma, é da especificidade biológica do negro e de sua sensibilidade que Senghor deduz a conduta, a cultura e a razão negro-africanas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação de Senghor que o negro não vê o objeto, mas o sente, deve ser entendida considerando-se o homem negro como um campo sensorial, sendo realizada na sua subjetividade a descoberta do Outro. Neste campo sensorial há um movimento centrífugo do sujeito ao objeto, e neste caso, do eu sobre as ondas do Outro. Esta figura não é de forma alguma uma metáfora, pois como destaca Senghor, a física contemporânea descobriu a energia sob a matéria em forma de ondas e radiações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eis pois o Negro-africano, o qual simpatiza e se identifica, o qual morre para si a fim de renascer no outro. Ele não assimila, ele se assimila. Ele vive com o outro em simbiose, ele conhece o outro... Sujeito e objeto são, aqui, dialeticamente confrontados no ato mesmo do conhecimento, que é ato de amor. 'Eu penso, então eu existo', escrevia Descartes. A observação já foi feita, pensa-se sempre alguma coisa. O Negro-africano poderia dizer: 'Eu sinto o Outro, eu danço o Outro, então eu sou.' Ora, dançar é criar, sobretudo quando a dança é dança do amor. É este, em todo o caso, o melhor modo de conhecimento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à razão negra e à branca, Senghor destaca que o negro é um homem da natureza, vivendo tradicionalmente da terra e pela terra, no cosmos e pelo cosmos. Por sua sensibilidade é um sujeito que se relaciona com o objeto sem intermediário, sendo sujeito e objeto simultaneamente. O Negro é "sons, odores, ritmos, formas e cores; eu digo tato antes de ser visão, como o branco europeu. Ele sente mais do que vê: ele se sente. É em si mesmo, em sua carne que ele recebe e experimenta as radiações que emite todo existente-objeto. Movido, ele responde ao apelo e se abandona, indo do sujeito ao objeto, do eu ao Tu sobre as ondas do Outro". O eu não assimila o outro, mas se identifica com o outro. Isto se dá porque a razão negra não é discursiva, mas sintética, não sendo antagonística, mas simpática.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-3139762529516108735?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/3139762529516108735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=3139762529516108735&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3139762529516108735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3139762529516108735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/lopold-sdar-senghor-e-questo-da.html' title='Léopold Sédar Senghor e a questão da negritude'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1tEMGvmzgI/AAAAAAAAAIA/fk0U-AtnLMo/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6878582535230900131</id><published>2007-12-08T16:44:00.000-08:00</published><updated>2007-12-08T16:55:08.262-08:00</updated><title type='text'>"Terra Pátria"</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1s72WvmzeI/AAAAAAAAAHw/YvwTaTlK_tQ/s1600-h/meninadosolhos1_64.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141769204577783266" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px" height="233" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1s72WvmzeI/AAAAAAAAAHw/YvwTaTlK_tQ/s400/meninadosolhos1_64.jpg" width="155" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"A despeito desta diáspora, a despeito das diferenças físicas de tamanho, cor, forma dos olhos, nariz, a despeito das diferenças de culturas e de linguagens tornadas ininteligíveis umas às outras, de ritos e costumes incompreensíveis uns aos outros, de crenças singulares tornadas irredutíveis umas às outras, por toda parte houve mito, por toda parte houve racionalidade, por toda parte houve estratégia e invenção, por toda parte houve dança, ritmo e música, por toda parte houve - certamente expressos ou inibidos de maneira desigual conforme as culturas - prazer, amor, ternura, amizade, cólera, ódio, por toda parte houve proliferação imaginária, e, por diversas que sejam suas fórmulas e suas dosagens, por toda parte e sempre houve mistura inseparável de razão e de loucura".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edgar Morin&lt;/strong&gt; - &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;filósofo e sociólogo de origem Judaico-Espanhola (sefardita), nasceu em Paris em 8 de Julho 1921&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6878582535230900131?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6878582535230900131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6878582535230900131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6878582535230900131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6878582535230900131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/terra-ptria.html' title='&quot;Terra Pátria&quot;'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1s72WvmzeI/AAAAAAAAAHw/YvwTaTlK_tQ/s72-c/meninadosolhos1_64.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8197153572011757304</id><published>2007-12-08T07:45:00.000-08:00</published><updated>2007-12-08T16:35:45.135-08:00</updated><title type='text'>Lokua Kanza: a voz universal da África</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Excepcional guitarrista&lt;/span&gt;, flautista, tecladista, percussionista, arranjador e produtor aprendeu a cantar nos coros de igrejas da República do Congo e sua voz é hoje uma das principais representantes da alma africana, nos mais importantes festivais de música do mundo. O artista faz parte da "francofonia" - conjunto de países de língua francesa. &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1q8hmvmzcI/AAAAAAAAAHg/KvxMsRMm0Mk/s1600-h/foto_lokua.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141629210118770114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1q8hmvmzcI/AAAAAAAAAHg/KvxMsRMm0Mk/s400/foto_lokua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Bukavu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, na República Democrática do Congo, Kanza morou dois anos na Costa do Marfim, acompanhando a grande estrela da música do Zaire, La Reine Abeti. Em 1984 mudou-se para Paris, onde junto com seus colegas Ray Lema, Papa Wemba e Manu Dibango, integrava a comunidade musical africana na França. Seu primeiro grande concerto em Paris foi na abertura do show de Angélique Kidjo, no Olympia. Desde esta época ele se apresenta ao lado de seus parceiros Júlia Sarr, do Senegal, nos vocais, e seu próprio irmão Didi Ekukuan , no baixo, vocais e percussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lokua gravou seu primeiro disco &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;"Lokua Kanza&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;", em 1992. Neste trabalho, o músico e cantor revelou seu universo de intensa luminosidade e de música tão cristalina quanto tecnicamente avançada. Seus acordes minimalistas e sua profunda doçura revelam uma arte de especial sensibilidade e de extrema sutileza e transparência. "Eu queria redescobrir a magia das noites que passei em Kinshasa, quando era criança", diz ele, que expressa nas canções a emoção dos ambientes nostálgicos, com seu clima etéreo e meditativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1993 o trovador virou uma estrela. Na imprensa, os críticos confessavam estar fascinados, seduzidos, energizados por sua música. Lokua assinou contrato com a BMG e fez turnês pelo mundo. Cantou ao lado de Youssou N"Dour e Patrick Bruel, produziu gravações com seus amigos Papa Wemba e Geoffrey Oryema, no estúdio de Peter Gabriel, e gravou seu segundo disco, "Wapi Yo", repleto de melodias encantadoras e de vocais brilhantes. Entre os&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1q8rWvmzdI/AAAAAAAAAHo/X5TaJlgEgAo/s1600-h/photo_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141629377622494674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="216" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1q8rWvmzdI/AAAAAAAAAHo/X5TaJlgEgAo/s400/photo_.jpg" width="213" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; sucessos do CD estão as canções Shadow Dancer e Sallé. Seu terceiro CD não teve o mesmo sucesso, mas está sendo relançado pela Universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, Kanza fez um retiro de três anos, saindo dos palcos, mas ainda continuando a compor bastante. De volta, trouxe a surpresa: seu "Toyebi Té", quarto CD, no qual canta em francês e em ingala, com um tom confidencial e discreta acústica, uma coletânea de baladas populares.&lt;br /&gt;A fusão da música de Lokua Kanza acontece em dois universos: a África com suas canções e tradições e o ocidente com seus ritmos e harmonias. Seu CD é um hino à paz nas 18 faixas. Participam, além do rapper Passi, o guitarrista Sylvain Luc, os Mestres e Doutores da Percussão Komba Bellow e Greg Bondo, e as cordas da Orquestra Sinfônica da Bulgária. Outra boa notícia neste CD é a voz da filha de Kanza, Malaika e de um coro formado por seus quatro filhos. Segundo a crítica, esta é sua obra-prima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8197153572011757304?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8197153572011757304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8197153572011757304&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8197153572011757304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8197153572011757304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/lokua-kanza-voz-universal-da-frica.html' title='Lokua Kanza: a voz universal da África'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1q8hmvmzcI/AAAAAAAAAHg/KvxMsRMm0Mk/s72-c/foto_lokua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-7420577328162324552</id><published>2007-12-07T15:48:00.001-08:00</published><updated>2007-12-07T16:06:39.231-08:00</updated><title type='text'>Na casa de meu pai: filósofo discute origens do pan-africanismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1nc8WvmzbI/AAAAAAAAAHY/duS932XAQiY/s1600-h/appiah.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141383379075648946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" height="129" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1nc8WvmzbI/AAAAAAAAAHY/duS932XAQiY/s400/appiah.jpg" width="241" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;KWAME ANTHONY APPIAH&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, filósofo americano, filho de inglesa e africano, com parentes em uma dezena de países, considera absurdo tentar preservar a pureza das culturas regionais. E quando o assunto é diversidade cultural, Kwame, 51 anos, fala de sua própria família. Nos anos 50, sua mãe, aristocrata e filha de um ministro inglês, desafiou as convenções para se casar com um estudante africano. Appiah nasceu na Inglaterra, mas passou parte da infância e da juventude em &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Kumasi&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, capital do povo de seu pai, os &lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;ashantis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, em &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Gana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Como vive e trabalha nos Estados Unidos, adotou também a nacionalidade americana. Tem primos indianos, libaneses, franceses e quenianos. "Nas reuniões de família, falam-se oito línguas e há representantes das três grandes religiões monoteístas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;"Na casa de meu pai",&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o autor analisa a questão da invenção do pan-africanismo e do pan-negrismo como idealizadores de um pensamento geral para a África baseados nos conceitos de raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fundamentação teórica de Appiah está baseada no pensamento do autor W. E. B. Du Bois, articulador intelectual, segundo o autor, do pan-africanismo. O autor se debruça na questão do nacionalismo e a relação entre nação, literatura e raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;O mito de um mundo africano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo interessante do livro é aquele no qual Appiah discute a idéia de uma identidade africana. Ele avalia, por exemplo, que a grande diferença entre os escritores euro-americanos e os africanos é que os primeiros têm-se preocupado com a busca do eu, enquanto que os últimos estão engajados na busca, ou construção, de uma cultura. O autor afirma que o principal desafio dos escritores africanos na construção de uma cultura mais elitista é a substituição do “nós” da cultura oral pelo “eu” de seus livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Appiah também faz uma discussão sobre o que é, de fato, a filosofia africana - ou mesmo se ela existe. A criação de uma filosofia negra em contraposição à filosofia européia, ou seja, branca, como ressalta o autor, não é interessante pois esta se basearia em pressupostos de sua antitética filosofia: a branca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-7420577328162324552?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/7420577328162324552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=7420577328162324552&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7420577328162324552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7420577328162324552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/na-casa-de-meu-pai-filsofo-discute.html' title='Na casa de meu pai: filósofo discute origens do pan-africanismo'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1nc8WvmzbI/AAAAAAAAAHY/duS932XAQiY/s72-c/appiah.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-5395753440265409434</id><published>2007-12-07T15:02:00.000-08:00</published><updated>2007-12-07T16:08:39.118-08:00</updated><title type='text'>Jovelina Pérola Negra, a dama de ouro do samba</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1nRzWvmzaI/AAAAAAAAAHQ/bbDCB_z3THU/s1600-h/roda-702373.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141371129828920738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 201px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" height="222" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1nRzWvmzaI/AAAAAAAAAHQ/bbDCB_z3THU/s400/roda-702373.jpg" width="246" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Jovelina Farias Delford&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, nascida em Botafogo, bairro da zona sul do Rio de Janeiro. Trata-se de uma dama da alta sociedade de nossos pagodes, baiana do Império Serrano, da Ala da Cidade Alta, compositora, versadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenha nascido em Botafogo, logo subiu à Baixada Fluminense e baixou poeira em Belford Roxo, lugar onde chegava a qualquer hora sem perigo algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdadeira tiete do partideiro Bezerra da Silva, Jovelina começou a dizer seus pagodinhos no Vegas Sport Clube, em Coelho Neto, levada pelo amigo Dejalmir, que também lançou o nome JOVELINA PÉROLA NEGRA, homenagem à sua cor reluzente.&lt;br /&gt;Jovelina sempre entrou de pé direito nos trabalhos musicais, colocando pra fora, num misto de ingenuidade e humildade, o seu potencial vocal e sua ginga, própria dos negros.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;em&gt;(Texto de apresentação do LP "RAÇA BRASILEIRA").&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dama do samba &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Jovelina Pérola Negra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, nascida em 1944, morreu no dia 2 de novembro de 1998, aos 54 anos, no começo da madrugada, de enfarte, enquanto dormia em sua casa no bairro da Pechincha, em Jacarepaguá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Abaixo, entrevista concedida à revista Raça, pouco tempo antes de sua morte.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;RAÇA BRASIL&lt;/strong&gt; - Como foi seu primeiro encontro com a música?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOVELINA PÉROLA NEGRA&lt;/strong&gt; - Na minha família ninguém cantava e eu não achava que tinha uma boa voz. Quem dizia que eu cantava bem não me dava força para tentar uma carreira. Antigamente, era "brabo" para entrar numa gravadora. Quando me separei do meu marido, comecei a cantar na noite por todo o Rio e participava das rodas de samba com o Zeca Pagodinho, na Galeria do Samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAÇA&lt;/strong&gt; - Quando você se tornou cantora profissional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOVELINA&lt;/strong&gt; - Depois de me apresentar na noite, durante oito anos, fui cantar na televisão, no programa Som Brasil. O Milton Manhães(produtor de nove discos de Jovelina) gostou e me convidou para gravar um disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAÇA&lt;/strong&gt; - É verdade que a gravadora rejeitou seu primeiro trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOVELINA&lt;/strong&gt; - É. Mas o trabalho não era só meu. Tinha também Zeca Pagodinho, Mauro Diniz, Elaine Machado e Pedrinho da Flor. Eram 12 músicas num demo vinil, que chamamos de Raça Brasileira. O pessoal da RGE não gostou. Só conseguimos gravar porque um diretor da gravadora, o seu Bruno, decidiu bancar sozinho o disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAÇA&lt;/strong&gt; - E o que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOVELINA&lt;/strong&gt; - O disco estourou de tal maneira que a gravadora entrou em desespero. Com o sucesso, chamou cada um de nós para gravar um disco-solo. O Zeca foi. Eu fiquei com medo do fracasso e não fui. Só gravei um ano depois porque o Dagmar da Fonseca me disse: "Você já assinou contrato, tem que ir, senão paga multa". Tive que ir. Eu vivia na maior dureza num barraco em Belford Roxo e tinha dois filhos pequenos para criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAÇA&lt;/strong&gt; - Depois de 11 discos, como é sua relação com as gravadoras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOVELINA&lt;/strong&gt; - Não dou confiança pra gravadora. Eles têm que vender. Eu tenho que cantar. É só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAÇA&lt;/strong&gt; - Você continua desfilando na Império Serrano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOVELINA&lt;/strong&gt; - Gosto da escola, mas não desfilo mais. Faço muitos shows por todo o país e não tenho tempo de me preparar para o Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAÇA&lt;/strong&gt; - O que você acha dessa explosão de novos grupos de samba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOVELINA&lt;/strong&gt; - Todos merecem uma oportunidade. O povo sabe selecionar.Deixa o pessoal ganhar dinheiro. Gosto de todo mundo. Participei de um disco de rap do MC Marcinho. Já batizei 22 grupos de samba. Também gosto do pessoal do funk.&lt;br /&gt;RAÇA - Você já cantou em outros países?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOVELINA&lt;/strong&gt; - Já cantei em Angola, na França e no Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAÇA&lt;/strong&gt; - Como você vê a questão racial no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOVELINA &lt;/strong&gt;- Racismo existe. O negro é discriminado. Se você vai a um lugar onde só há brancos, não é visto com bons olhos. Eu sou devagar, não vou a festa em que não sou convidada. No shopping e em qualquer lugar onde aconteça de não ser tratada muitíssimo bem, viro as costas e vou embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAÇA&lt;/strong&gt; - O sucesso melhorou a sua situação financeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOVELINA&lt;/strong&gt; - Deu para fazer um pé-de-meia. Já comprei um barraco legal em Jacarepaguá. Mas pretendo ganhar muito mais dinheiro. Quero deixar meus filhos muito bem. Quero que eles tenham o que eu não tive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;DISCOGRAFIA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raça Brasileira (participação em 3 faixas), 1985&lt;br /&gt;Jovelina Pérola Negra, 1986&lt;br /&gt;Luz do Repente, 1987&lt;br /&gt;Sorriso Aberto, 1988&lt;br /&gt;Amigos Chegados, 1990&lt;br /&gt;Sangue Bom, 1991&lt;br /&gt;Pagodão da Jovelina, 1993&lt;br /&gt;Vou da Fé, 1993&lt;br /&gt;Samba Guerreiro, 1997&lt;br /&gt;As 20 Preferidas de Jovelina Pérola Negra, 1997&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Todos lançados pela gravadora RGE&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-5395753440265409434?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/5395753440265409434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=5395753440265409434&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5395753440265409434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5395753440265409434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/jovelina-operola-negra-dama-da-roda-de.html' title='Jovelina Pérola Negra, a dama de ouro do samba'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1nRzWvmzaI/AAAAAAAAAHQ/bbDCB_z3THU/s72-c/roda-702373.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-2171318027791642755</id><published>2007-12-07T08:17:00.000-08:00</published><updated>2007-12-07T09:00:01.904-08:00</updated><title type='text'>Teatro Experimental do Negro: a vanguarda política</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1lykWvmzXI/AAAAAAAAAG4/2Bna-1DertE/s1600-h/teatro+experimental+o+negro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141266418526244210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 333px" height="317" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1lykWvmzXI/AAAAAAAAAG4/2Bna-1DertE/s400/teatro+experimental+o+negro.bmp" width="252" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt; Idealizado, fundado e dirigido por Abdias Nascimento, o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Teatro Experimental do Negro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; tem como objetivo a valorização do negro no teatro e a criação de uma nova dramaturgia. Contemporâneo de Os Comediantes, companhia com que realiza intercâmbios, o TEN atua no nascimento do teatro moderno, priorizando seu projeto artístico em detrimento do gosto da platéia e, portanto, da profissionalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto engloba o trabalho pela cidadania do ator, por meio da conscientização e também da alfabetização do elenco, recrutado entre operários, empregadas domésticas, favelados sem profissão definida e modestos funcionários públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A companhia iniciou suas atividades em 1944, colaborando com o Teatro do Estudante do Brasil, na encenação da peça Palmares, de Stela Leonardos. Quando decide empreender um espetáculo próprio constata que não há, na dramaturgia brasileira, textos que sirvam aos seus objetivos. Abdias do Nascimento descobre em O Imperador Jones, de Eugene O'Neill, o retrato mais aproximado sobre a situação do negro após a abolição da escravatura. O autor cede gratuitamente os direitos e o grupo ensaia durante seis meses, tendo aulas de interpretação com o professor Ironildes Rodrigues em salas da União Nacional dos Estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo, dirigido por &lt;strong&gt;Abdias do Nascimento&lt;/strong&gt;, estréia em maio de 1945 no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e obtém boa receptividade, com elogios ao protagonista, Aguinaldo Camargo.&lt;br /&gt;O TEN procura estimular a criação de novos textos, que sirvam aos seus propósitos. Sua diretriz é a temática ligada à situação do negro. A falta de resposta à altura de suas expectativas faz Abdias do Nascimento encenar outro texto de Eugene O'Neill, Todos os Filhos de Deus Têm Asas, com a participação no elenco da atriz Ruth de Souza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira resposta à demanda dramatúrgica da companhia é o texto O Filho Pródigo, de Lúcio Cardoso, encenado em 1947, com cenários do negro Tomás Santa Rosa, e protagonizada por Ruth de Souza e Aguinaldo Camargo. Ainda em 1947, participam de Terras do Sem Fim, de Jorge Amado, adaptação de Graça Mello, com direção de Zigmunt Turkov, montagem em colaboração com Os Comediantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1949, é a vez de Filhos de Santo, de José de Morais Pinho, encenado por Abdias no Teatro Regina, novamente com cenários de Tomás Santa Rosa, outro texto selecionado entre aqueles escritos especialmente para o TEN. Contendo muitos elementos da cultura religiosa negra e pinceladas de crítica social, a peça se baseia em uma situação maniqueísta em que uma jovem é enfeitiçada por um pai-de-santo vilão, que a rouba de seu amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1950, o TEN estréia Aruanda, de Joaquim Ribeiro, um dos poucos textos bem-sucedidos do repertório lançado pela &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1l6VmvmzZI/AAAAAAAAAHI/btkTvDVWojI/s1600-h/abdias.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141274961216195986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1l6VmvmzZI/AAAAAAAAAHI/btkTvDVWojI/s400/abdias.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;companhia. Trata-se de uma lenda desenvolvida com mistério e sensualidade, sobre o amor entre Rosa Mulata e o Deus Gangazuma, com quem ela se encontra por meio de seu marido, que recebe o espírito do Deus. Nesse texto, a cultura e a religião afro-brasileiras entram na história como contexto fundamental, mas não como tema. Embora aponte falhas estruturais na dramaturgia, o crítico Sábato Magaldi considera que a lenda "é um episódio de crença negra dos mais felizes proporcionados pela imaginação primitiva" e que traz "uma história de amor e ciúme de incontestáveis riquezas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abdias do Nascimento escreve Sortilégio - Mistério Negro para o TEN, encenada por Léo Jusi no Teatro Municipal, em 1957. Baseada numa história de amor que envolve um negro e duas mulheres, uma negra outra branca, a peça, cheia de elementos não realistas como aparições, flash-backs e personagens que simbolizam o inconsciente coletivo, aborda a tomada de consciência do &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1lzemvmzYI/AAAAAAAAAHA/ntKXu89Cw8U/s1600-h/abdias.bmp"&gt;&lt;/a&gt;protagonista sobre sua alienação no mundo dos brancos. No mesmo ano, estréia O Mulato, de Langhston Hughes, que se apresenta também em São Paulo, embora sem repercussão. A companhia se apresenta também na Escola de Teatro Martins Pena, onde estréia, em 1961, sob a direção de Aylton de Menezes, O Castigo de Oxalá, de Romeu Cruzoé, romancista e dramaturgo pernambucano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenha como ponto de partida uma premissa ideológica, o TEN não se volta para um teatro popular nem para a popularização de sua platéia. Apresentando-se muitas vezes no Teatro Municipal, para uma platéia composta por brancos, seu diretor afirma não querer fazer restrições raciais ao público nem ao escritor, o que significa aceitar o fato de que os dramaturgos e os espectadores pertenciam à classe da elite branca carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abdias do Nascimento procura fazer o TEN ultrapassar os limites da função artística e empreender também uma ação social: cria um concurso de beleza para negras e um concurso de artes plásticas com o tema Cristo Negro. Em 1945, promove uma Convenção Nacional do Negro e, em 1950, o 1º Congresso do Negro Brasileiro. Em 1955, realiza a Semana do Negro. Edita o jornal Quilombo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atividades do TEN incentivam a criação de iniciativas semelhantes. No Rio de Janeiro, em 1950, Solano Trindade funda o Teatro Popular Brasileiro; em São Paulo, onde os grupos negros encontram na dramaturgia norte-americana uma fonte para suas encenações experimentais; Geraldo Campos de Oliveira funda também um Teatro Experimental do Negro, que se mantém em atividade durante mais de quinze anos e monta, entre outros, O Logro, de Augusto Boal, 1953; O Mulato, de Langhston Hughes, 1957; Laio Se Matou, de Augusto Boal, direção de Raul Martins, 1958; O Emparedado, de Tasso da Silveira; e Sucata, de Milton Gonçalves, ambos em 1961.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por duas vezes o TEN é impedido de participar de festivais negros internacionais pelo próprio governo brasileiro. Segundo a historiadora Miriam Garcia Mendes, no entanto, esses fatos não devem ser compreendidos apenas como fruto da discriminação racial: "... os movimentos de vanguarda, e o TEN era um deles, sempre enfrentaram grandes dificuldades, não só por falta de apoio oficial, como pela natural reação do público (...) habituado às comédias de costumes inconseqüentes ou dramas convencionais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Teatro Experimental do Negro nunca atingiu a importância social que pretendia em seu tempo. Mas, em termos de história do teatro, significou uma iniciativa pioneira, que mobilizou a produção de novos textos, propiciou o surgimento de novos atores e grupos e semeou uma discussão que permaneceria em aberto: a questão da ausência do negro na dramaturgia e nos palcos de um país mestiço, de maioria negra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-2171318027791642755?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/2171318027791642755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=2171318027791642755&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2171318027791642755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/2171318027791642755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/teatro-experimental-do-negro-vanguarda.html' title='Teatro Experimental do Negro: a vanguarda política'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1lykWvmzXI/AAAAAAAAAG4/2Bna-1DertE/s72-c/teatro+experimental+o+negro.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8233924814727699856</id><published>2007-12-06T08:12:00.000-08:00</published><updated>2007-12-06T08:21:58.841-08:00</updated><title type='text'>Eu e meu branco – filme de Pierre Yameogo descortina mundos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1ggqGvmzSI/AAAAAAAAAGI/T-sL4kUlujM/s1600-h/africano2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140894882380303650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="145" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1ggqGvmzSI/AAAAAAAAAGI/T-sL4kUlujM/s400/africano2.bmp" width="208" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;De Pierre Yameogo, com Anne Roussel, Bruno Predebon, Micheline Compaoré, Pierre Loup Rajot, Ray Ainsi Lema, Samuel Poirier e Serge Bayala, esta comédia em cores narra a história de &lt;strong&gt;Mamadi&lt;/strong&gt;, estudante de Burkina Faso, e &lt;strong&gt;Frank&lt;/strong&gt;, jovem francês, vigias de um estacionamento. Através das telas do equipamento de segurança acompanham as idas e vindas, prostituição e tráfico de drogas que acontecem entre o movimento dos automóveis. Uma noite, Mamadi descobre um embrulho abandonado, com drogas e dinheiro, decidem ficar com ele, mas são perseguidos pelos donos... escondem-se um tempo na casa de Frank, depois voam para Ouagadougou... Nessa aventura, cada um deles vai descobrir o mundo do outro.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1ggiGvmzRI/AAAAAAAAAGA/-kAN9-GI3s0/s1600-h/yameo_Big.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1ggiGvmzRI/AAAAAAAAAGA/-kAN9-GI3s0/s1600-h/yameo_Big.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1ggiGvmzRI/AAAAAAAAAGA/-kAN9-GI3s0/s1600-h/yameo_Big.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Pierre Yameogo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; nasceu em 1955 em &lt;strong&gt;Koudougou&lt;/strong&gt;. Depois de um estágio na t&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1gg2mvmzTI/AAAAAAAAAGQ/CVJjmNrvbVQ/s1600-h/yameo_Big.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140895097128668466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="210" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1gg2mvmzTI/AAAAAAAAAGQ/CVJjmNrvbVQ/s400/yameo_Big.jpg" width="155" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;elevisão de &lt;strong&gt;Burkina&lt;/strong&gt;, cursou o conservatório de cinema francês, e a universidade Paris VIII. Investe em cinema criando sua própria estrutura de produção na França para desenvolver histórias rodadas em Burkina. Principais trabalhos: &lt;strong&gt;Dunia&lt;/strong&gt;, 1987, média-metragem, ficção. &lt;strong&gt;Laaf&lt;/strong&gt;i, 1991, longa-metragem, ficção (Semana da Crítica Cannes 1991) &lt;strong&gt;Wendemi, l´enfant du bom dieu&lt;/strong&gt;, 1992, longa-metragem, ficção (Um certain regard Cannes 1993) &lt;strong&gt;Silmandé Tourbillon&lt;/strong&gt;, 1998, longa-metragem, ficção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Burkina Faso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (ou Burkina Fasso, por vezes aportuguesado como Burquina Faso), antigo Alto Volta, é um país africano limitado a oeste e a norte pelo Mali, a leste pelo Níger, e a sul pelo Benin, pelo Togo, por Gana e pela Costa do Marfim. Sua capital é a cidade de Uagadugu. Em 1896, o reino Mossi de Uagadugu tornou-se protectorado francês depois de ser derrotado pelas forças francesas. Em 1898, a maior parte da região que corresponde hoje ao Burkina Faso foi conquistada. Em 1904, estes territórios foram integrados na África Ocidental Francesa, no coração da colónia do Alto-Senegal-Niger (Haut-Sénégal-Niger). &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8233924814727699856?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8233924814727699856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8233924814727699856&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8233924814727699856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8233924814727699856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/eu-e-meu-branco-filme-de-pierre-yameogo.html' title='Eu e meu branco – filme de Pierre Yameogo descortina mundos'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1ggqGvmzSI/AAAAAAAAAGI/T-sL4kUlujM/s72-c/africano2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-4078047468547735119</id><published>2007-12-04T16:40:00.000-08:00</published><updated>2007-12-04T16:47:13.137-08:00</updated><title type='text'>Acusado de subversão racial pelo regime cubano, Moore fala do exílio</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1Xzr2vmzII/AAAAAAAAAE4/TUV16ca7358/s1600-h/Carlos_Moore_6[1].png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140282484468403330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="297" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1Xzr2vmzII/AAAAAAAAAE4/TUV16ca7358/s400/Carlos_Moore_6%5B1%5D.png" width="205" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um velho combatente anti-racista, acusado de subversão racial pelo regime cubano, o professor &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Carlos Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, 65 anos, protagonizou uma cena carregada de emoção, ao contar sua trajetória durante o período da revolução. &lt;em&gt;“Eu mesmo fugi do país protegido pelas Embaixadas africanas. E depois vivi o exílio no Egito, na França, na Nigéria, no Senegal, na Jamaica, Guadalupe, Trinidad Tobago...’&lt;/em&gt;, contou com a voz embargada pelas lágrimas. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;O episódio aconteceu durante o &lt;strong&gt;Seminário Internacional de Ações Afirmativas&lt;/strong&gt;, promovido pela Coordenadoria Especial de Assuntos da População Negra, da Prefeitura de São Paulo, na semana passada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao responder a uma pergunta sobre a situação racial de Cuba, Moore, que vive em Salvador, fez um histórico do Movimento Negro cubano, relatando que, depois de participarem ativamente da guerra da independência da Espanha, os negros foram proibidos de participar do Executivo, da polícia e excluídos até das escolas públicas. Representavam, então, 64% da população da Ilha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira vez, em sete anos vivendo no Brasil que Moore aceitou falar sobre a questão racial em Cuba. &lt;strong&gt;“Eu tinha de dar uma resposta verdadeira a um companheiro que me fez uma pergunta e não podia me esquivar. Eu aceito a responsabilidade sobre o que estou dizendo”&lt;/strong&gt;, afirmou. O crime de subversão racial não existe na legislação cubana, embora o regime o aplique sistematicamente, sujeitando os acusados a penas que variam de 10 a 15 anos de prisão.&lt;br /&gt;Moore conviveu e trabalhou como segurança e tradutor de Malcom X, o líder negro norte-americano, no último período de sua vida, a partir de novembro de 1.964. Malcom foi morto em 1.965. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Genocídio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Segundo Moore, depois de participarem ativamente das lutas pela independência da Espanha, em 1.912, os negros cubanos organizaram-se no Partido Independentista, o primeiro partido político de negros da Ilha, sendo vítimas de um verdadeiro genocídio em que, de 12 a 15 mil, foram simplesmente assassinados. “Toda a classe média negra cubana foi massacrada”, acrescentou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos 40, depois da segunda Guerra Mundial, o Movimento Negro ressurge em Cuba com Juan José Betancourt Bencomo. Durante o período da Revolução, em 1.959, a população negra estimada era de 45 a 48% da população do país. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Buena Vista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Em 1.959, as “Sociedades de Cor”, como eram chamados os clubes negros, como o Buena Vista Social Club (retratado no filme de Ry Cooder), foram simplesmente extintos e suas sedes derrubadas. “Eram sociedades negras cubanas que foram proibidas. Buena Vista Social Club era um desses clubes. Existiam cerca de 500. Fidel determinou que eram movimentos racistas. E se recusou a se reunir com dirigentes negros”, contou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Segundo Moore, na época Betancourt publicou uma carta aberta que, em resumo, dizia. “Nós respeitamos vocês como nacionalistas e revolucionários. Mas, não venham nos dizer o que entendem por racismo e discriminação em Cuba”. É também dessa época a “Doutrina Negra: como vencer o Racismo institucional”, uma plataforma com 332 páginas, na qual se propunha a derrota do racismo. “Todos os dirigentes foram presos. Quem não foi preso teve de fugir. Os clubes negros foram fechados. Em Cuba era proibido se falar no genocídio de 1.912”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Revolução&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Nos primeiros anos da Revolução, o Movimento Negro ressurge com Waltério Carbonell. “Carbonell foi destruído num Hospital Psiquiátrico. Eu mesmo fugi do país, protegido pelas embaixadas africanas. Depois de 28 dias numa prisão, acusado de subversão racial, tinha então 19 anos, e estava convencido de que ia ser executado. Eu e outros dirigentes éramos apontados como porta-vozes do novo racismo negro, submetidos aos Tribunais. Foi obrigado a uma declaração em que confessava que estava errado ao falar de racismo por não conhecer Cuba e confundir Cuba com os EUA”, acrescentou. Segundo Moore, o dirigente, provavelmente 72 anos (ele não sabe ao certo) bastante debilitado e doente , ainda vive, porém, psicologicamente foi destruído. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Moore contou que, com a queda da União Soviética, o Estado cubano reconsiderou a questão racial , e ele, 34 anos depois de ter perdido o direito de se declarar cubano, o recuperou. “Só depois de 34 anos, Fidel Castro me permitiu retornar com a condição de não falar em racismo e não posso ficar mais de 42 dias no meu país”, acrescentou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, Moore está mais otimista, depois que Raul Castro, irmão de Fidel, assumiu o poder com o afastamento de Fidel com a saúde debilitada. “Depois de 48 anos de repressão, sob essa questão está tomando essa direção sob Raul Castro. O regime passou a admitir discutir o tema do racismo, porém, apenas entre os quadros do Partido Comunista, que representa somente 5% dos cubanos”. Não se atreve a discutir esse tema na sociedade.”No final, ainda emocionado, e sob aplausos, Moore desculpou-se. “Me aconteceu algo que nunca me acontece. A memória do que aconteceu chegou a me perturbar”. No momento, a população negra de Cuba é calculada entre 62% e 64% da população do país.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Afropress&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-4078047468547735119?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/4078047468547735119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=4078047468547735119&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4078047468547735119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/4078047468547735119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/acusado-de-subverso-racial-pelo-regime.html' title='Acusado de subversão racial pelo regime cubano, Moore fala do exílio'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1Xzr2vmzII/AAAAAAAAAE4/TUV16ca7358/s72-c/Carlos_Moore_6%5B1%5D.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-5752072618963826909</id><published>2007-12-04T16:01:00.000-08:00</published><updated>2007-12-04T16:06:48.946-08:00</updated><title type='text'>África do Sul: a miscigenação racial imposta às empresas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1Xq8WvmzHI/AAAAAAAAAEw/SJ9f5FIhzDo/s1600-h/johannesburg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140272872331594866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 204px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px" height="303" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1Xq8WvmzHI/AAAAAAAAAEw/SJ9f5FIhzDo/s400/johannesburg.jpg" width="228" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No início&lt;/span&gt; dos anos 1990, quando caiu o apartheid na África do Sul, 10% da população detinham 90% das riquezas do país. Desde então o poder político não pára de promover a transformação da economia, redistribuindo o capital e os empregos. Mesmo que nada na legislação seja realmente restritivo, ninguém pode escapar do Broad Based Black Economic Empowerment (BBBEE, mapa para o progresso econômico dos negros), a nova regra do jogo dos negócios na África do Sul. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma lei obriga as empresas a se conformar, a não ser a do mercado, que cria um fenômeno de contágio. Segundo o governo, entre 1995 e 2005 mais de 1.300 contratos foram fechados e 285 bilhões de rands (27 bilhões de euros) mudaram de mãos brancas para negras. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No início só as empresas que assinavam contratos com o Estado precisavam cumprir certo número de critérios, sendo o primeiro que uma parte de seu capital fosse detida por acionistas negros - incluindo indianos e mestiços. Elas também deviam provar sua capacidade de oferecer oportunidades de emprego e de carreira a essa categoria de empregados. Outra cláusula provocou o efeito dominó: essas empresas são obrigadas a demonstrar que, ao terceirizar, favorecem as empresas negras. Portanto, mesmo que uma empresa não trabalhe diretamente com o Estado ela é indiretamente levada a se colocar em conformidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Desde fevereiro foi publicado um novo "scorecard", um boletim de avaliação das empresas em termos de promoção dos negros. Ele serve agora como documento básico. A nota global obtida permite classificar a empresa, do nível 8 ao 1, segundo seu grau de envolvimento no processo de transformação. "Está na hora de parar de fingir. Quando um cliente lhe pede seu boletim, você não pode responder eternamente que está trabalhando para melhorar", afirma Keith Levenstein, consultor especializado em BBBEE. Toda semana ele organiza seminários para ajudar as empresas a preencher esse documento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na sala, meia dúzia de executivos da Business Connection, nº 2 sul-africana de informática; o chefe de uma média empresa, fornecedora de queijo para os maiores hotéis do país; duas mulheres que chefiam uma pequena empresa de programas de informática e um sacerdote metodista. Cada um deles precisa se formar, compreender como funciona esse BBBEE. "Muitos patrões pensam que se trata de transferência de capital, mas está longe disso. Existem outras formas de ganhar pontos", explica o consultor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos 1990, no início do Black Economic Empowerment (BEE), tratava-se apenas de fazer entrar sócios negros no capital das empresas. O sistema foi extremamente criticado por enriquecer rápida e substancialmente um pequeno grupo de homens e mulheres de negócios próximos ao poder. Em quase todas as transações encontravam-se então os mesmos "big fat cats" [gatos gordos]. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Essa era parece encerrada. Hoje há no novo boletim uma cláusula que concede pontos suplementares se o sócio BEE efetua sua primeira entrada no capital de uma empresa. Uma espécie de prêmio para os recém-chegados. A idéia do Broad Based BEE (BEE ampliado) é não se contentar com novos "capitalistas" negros e fazer o maior número de pessoas beneficiar-se dele. Se a transferência de capital pode dar cerca de 20 pontos, o emprego de executivos negros, sobretudo quando se trata de mulheres, e uma boa política de formação contínua podem dar mais de 30 pontos. Outra grande vantagem: as terceirizações. Quanto mais uma empresa dá trabalho a socieddes negras, mais pontos ela ganha. E recebe um bônus se essas firmas forem dirigidas por mulheres. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ajudar uma jovem empresa negra a se desenvolver acarreta pontos. A Business Connection conseguiu o nível 4. Essa empresa cotada na Bolsa enviou executivos vindos de diversos serviços para participar do seminário organizado por Levenstein. O objetivo: descobrir como passar do nível 4 para o 3, pois, como explica um dos responsáveis, "hoje é um dos critérios de diferenciação da concorrência". Para Robert Foltan, o problema é outro. Ele ainda não tem boletim e somente cerca de 20 empregados. São dois acionistas que não têm interesse nem vontade de incluir um novo sócio: "Os grandes hotéis pedem meu boletim e eu me faço de surdo. Sei que eles mesmos não têm, mas não poderei fazer esse jogo eternamente".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sheila, por sua vez, tem uma abordagem mais militante. Negra e co-diretora de uma editora de programas de computador, ela estima que adequar-se é "um dever moral, uma questão ética".&lt;br /&gt;Mais surpreendente é a presença de John Roux, o sacerdote metodista: "Eu trabalho nos bairros pobres. Ajudo jovens a criar suas próprias empresas. Se uma grande empresa os apóia, ela marca pontos no boletim. Preciso compreender como, se eu quiser usar esse argumento para encontrar novos parceiros". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Le Monde&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-5752072618963826909?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/5752072618963826909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=5752072618963826909&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5752072618963826909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5752072618963826909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/frica-do-sul-miscigenao-racial-imposta.html' title='África do Sul: a miscigenação racial imposta às empresas'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1Xq8WvmzHI/AAAAAAAAAEw/SJ9f5FIhzDo/s72-c/johannesburg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-5775437518037895553</id><published>2007-12-04T15:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-04T15:13:59.203-08:00</updated><title type='text'>Livro discute igualdade das relações étnico-raciais na escola</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1XenmvmzGI/AAAAAAAAAEo/7x9ZHOgVII0/s1600-h/igualdade_frente.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140259321709775970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px" height="294" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1XenmvmzGI/AAAAAAAAAEo/7x9ZHOgVII0/s400/igualdade_frente.bmp" width="211" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Ação Educativa, o CEERT/Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, o Ceafro, o Mieib - Movimento Interfórum de Educação Infantil do Brasil, o Núcleo de Relações Étnico-Raciais e de Gênero da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, a Editora Peirópolis, o Instituto C&amp;amp;A e a Save the Children UK convidam para o lançamento do livro: &lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Igualdade &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;das Relações Étnico-raciais na Escola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A publicação aborda os resultados da Consulta Étnico-racial, pesquisa realizada em São Paulo, Salvador e Belo Horizonte junto a quinze escolas de educação infantil e ensino fundamental das redes municipais de ensino sobre a implementação da lei nº 10.639/2003. A Lei estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana e afro-brasileira em toda a educação básica. Participaram da pesquisa professores, coordenadores pedagógicos, diretores, funcionários e os pais, mães ou responsáveis pelos alunos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Data&lt;/strong&gt;: 7 de dezembro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Auditório da Ação Educativa. General Jardim, 660 - Vila Buarque - Tel. 3151-2333 - São Paulo - SP&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Programação:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;-&lt;strong&gt;14h30&lt;/strong&gt; Apresentação e debate sobre os resultados da Consulta Igualdade Étnico-Racial na Escola, realizada nos municípios de São Paulo, Belo Horizonte e Salvador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;-&lt;strong&gt;17h30&lt;/strong&gt; Coquetel de lançamento do livro e apresentação cultural&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-5775437518037895553?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/5775437518037895553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=5775437518037895553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5775437518037895553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/5775437518037895553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/livro-discute-igualdade-das-relaes.html' title='Livro discute igualdade das relações étnico-raciais na escola'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1XenmvmzGI/AAAAAAAAAEo/7x9ZHOgVII0/s72-c/igualdade_frente.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6877579897626462196</id><published>2007-12-03T18:06:00.001-08:00</published><updated>2007-12-06T17:22:38.850-08:00</updated><title type='text'>Maláui: colocando um fim à fome, simplesmente ignorando os especialistas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1S4DmvmzDI/AAAAAAAAAEM/85Sd5p-SOjQ/s1600-R/011207malaui.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139935446815919154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" height="161" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1S4DmvmzDI/AAAAAAAAAEM/5GVhBXjcQYo/s400/011207malaui.jpg" width="299" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Celia W. Dugger Em Lilongwe, Maláui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff00;"&gt;Maláui&lt;/span&gt; pairou por anos à beira da fome. Após uma desastrosa safra de milho em 2005, quase 5 milhões de seus 13 milhões de habitantes &lt;span style="font-size:130%;"&gt;precisaram&lt;/span&gt; de ajuda alimentar de emergência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas neste ano, um país que perenemente estendeu o prato de esmola ao mundo está alimentando seus vizinhos famintos. Ele está vendendo mais milho para o Programa Alimentar Mundial da ONU do que qualquer outro país no sul da África e está exportando centenas de milhares de toneladas de milho para o Zimbábue.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No próprio Maláui, a prevalência de crianças com fome aguda caiu acentuadamente. Em outubro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) transferiu três toneladas de leite em pó, estocados aqui para tratamento de crianças gravemente desnutridas, para Uganda. "Nós não o usaremos!", disse Juan Ortiz-Iruri, o vice-representante do Unicef para Maláui, com júbilo.&lt;br /&gt;Os agricultores explicam a extraordinária recuperação de Maláui - uma com amplas implicações para os métodos de combate à fome na África - com uma palavra: fertilizante. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos últimos 20 anos, o Banco Mundial e alguns países ricos, dos quais Maláui dependia para ajuda, periodicamente pressionavam este pequeno país sem acesso ao mar a aderir às políticas de livre mercado e reduzir ou eliminar os subsídios aos fertilizantes, apesar dos Estados Unidos e Europa subsidiarem enormemente seus próprios agricultores. Mas após a safra de 2005, a pior em uma década, Bingu wa Mutharika, o presidente recém-eleito de Maláui, decidiu seguir o que o Ocidente praticava e não o que ele pregava. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Incomodado com a humilhação de implorar por caridade, ele liderou a readoção e aprofundamento dos subsídios aos fertilizantes, apesar do ceticismo dos Estados Unidos e do Reino Unido. O solo de Maláui, como de grande parte da África sub-Saara, é gravemente esgotado, e muitos, se não a maioria, de seus agricultores são pobres demais para adquirir fertilizantes a preços de mercado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Enquanto eu for presidente, eu não quero ir a outras capitais para implorar por comida", declarou Mutharika. Patrick Kabambe, o alto funcionário no Ministério da Agricultura, disse que o presidente informou a seus assessores: "Nosso povo é pobre por carecer de recursos para usar o solo e a água que temos".&lt;br /&gt;O uso bem-sucedido de subsídios pelo país está contribuindo para uma reavaliação mais ampla do papel crucial da agricultura no alívio à pobreza na África, assim como da importância dos investimentos públicos nos elementos básicos de uma economia agrícola: fertilizante, sementes melhoradas, educação ao agricultor, crédito e pesquisa agrícola. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Maláui, uma nação predominantemente rural com cerca do tamanho do Estado da Pensilvânia, é um exemplo extremo do que acontece quando faltam estas coisas. Com o crescimento de sua população e diminuição da posse de terras herdadas, agricultores empobrecidos plantaram cada centímetro do solo. Desesperados em alimentar suas famílias, eles não podiam arcar com o custo de deixar a terra inaproveitada ou com a despesa de fertilizá-la. Com o tempo, seus terrenos esgotados passaram a produzir menos alimentos e os agricultores mergulharam ainda mais na pobreza. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os líderes de Maláui há muito defendiam subsídios para os fertilizantes, mas aceitavam relutantemente as prescrições dos doadores, frequëntemente moldadas segundo as modas de ajuda externa de Washington, que exibiam fé na liberdade de mercado e antipatia por intervenções do governo.&lt;br /&gt;Nos anos 80 e novamente nos 90, o Banco Mundial pressionou Maláui a eliminar totalmente os subsídios aos fertilizantes. Sua teoria em ambas as ocasiões era de que os agricultores de Maláui deveriam optar pelo plantio de produtos rentáveis para exportação e usar os ganhos para importar alimentos, segundo Jane Harrigan, uma economista da Universidade de Londres. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em uma avaliação deprimente do desempenho do Banco Mundial na agricultura africana, sua própria auditoria interna concluiu em outubro que não apenas a remoção dos subsídios levou a fertilizantes com preços exorbitantes nos países africanos, mas também que o próprio banco fracassou em reconhecer que a melhoria das condições do solo da África era essencial para melhorar a produção de alimentos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Os doadores removeram o papel do governo e os desastres começaram a se somar", disse Jeffrey Sachs, um economista da Universidade de Columbia que fez lobby junto ao Reino Unido e ao Banco Mundial em prol do programa de fertilizantes de Maláui e que defendeu a idéia de que os países ricos devem investir em fertilizantes e sementes para os agricultores africanos.&lt;br /&gt;Aqui em Maláui, os profundos subsídios aos fertilizantes e menores para sementes, somados a boas chuvas, ajudaram os agricultores a obterem safras recordes de milho em 2006 e 2007, segundo estimativas do governo. A produção de milho saltou de 1,2 bilhão de toneladas em 2005 para 2,7 bilhões de toneladas em 2006 e 3,4 bilhões em 2007, informou o governo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"O resto do mundo é alimentado por causa do uso de boas sementes e fertilizante inorgânico, ponto", disse Stephen Carr, que vive em Maláui desde 1989, quando se aposentou como principal especialista em agricultura do Banco Mundial na África sub-Saara. "Esta tecnologia não era usada em grande parte da África. A única forma de ajudar os agricultores a terem acesso a ela é lhes dando gratuitamente ou por meio de pesados subsídios." &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"O governo pegou o touro pelo chifre e fez o que os agricultores queriam", ele disse. Alguns economistas questionaram se a safra recorde de Maláui em 2007 ocorreu devido às boas chuvas ou aos subsídios, mas uma avaliação independente, financiada pela ONU e pelo Reino Unido, apontou que o programa de subsídio foi responsável por grande parte do aumento da produção de milho neste ano. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A safra também ajudou os pobres ao baixar o preço dos alimentos e aumentando os salários dos trabalhadores rurais. Pesquisadores do Imperial College London e da Universidade Estadual de Michigan concluíram em seu relatório preliminar que um programa de subsídios bem conduzido, em uma economia administrada de forma sensível, "tem o potencial de promover o crescimento para fora da faixa de pobreza em que muitos malauianos e a economia malauiana atualmente se encontram". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os agricultores entrevistados recentemente nas regiões sul e central de Maláui disseram que o fertilizante melhorou enormemente a capacidade deles de encherem a barriga com nsima, o espesso mingau de milho que é a base da alimentação no país. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na aldeia de Mthungu, Enelesi Chakhaza, uma viúva idosa cujo marido morreu de fome há cinco anos, se gabou de contar com dois carros de boi cheios de milho neste ano, colhidos de sua pequena propriedade, em vez de meio carro.&lt;br /&gt;No ano passado, cerca da metade das famílias de agricultores do país recebeu cupons que lhes davam direito a comprar dois sacos de 50 quilos de fertilizante, o suficiente para quase meio hectare de terra, por cerca de US$ 15 -cerca de um terço do preço de mercado. O governo também lhes deu cupons para sementes suficientes para plantar menos de meio hectare. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os malauianos ainda são assombrados pela temporada de fome de 2001-2002. Naquele período, um programa já reduzido para dar aos agricultores pobres fertilizante e sementes suficientes para plantar parcos 1.000 metros quadrados de terra foi reduzido ainda mais. Enchentes regionais reduziram ainda mais a safra. Os preços do milho dispararam. E sob o governo no poder na época, toda a reserva de grãos do país foi vendida em conseqüência de má administração e corrupção. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Chakhaza assistiu seu marido morrer de fome naquele período. Ele foi se enfraquecendo enquanto tentavam subsistir com folhas de abóbora. Ele foi um dos muitos que sucumbiram naquele ano, disse K.B. Kakunga, o representante local do Ministério da Agricultura. Ele lembra de mães e crianças implorando por comida à sua porta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Eu tinha um pouco de algo, mas não podia ajudar cada uma daquelas pessoas", ele disse. "Foi muito patético, realmente muito patético."&lt;br /&gt;Mas Kakunga se animou ao falar sobre o impacto dos subsídios, que ele disse terem mais que dobrado a produção de milho em sua jurisdição desde 2005.&lt;br /&gt;"É maravilhoso!" &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A determinação de Maláui em subsidiar o fertilizante e o resultado de maior produção estão começando a mudar a posição dos doadores, disseram economistas que estudaram a experiência de Maláui. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Departamento para o Desenvolvimento Internacional britânico contribuiu com US$ 8 milhões para o programa de subsídio no ano passado. Bernabe Sanchez, um economista da agência em Maláui, estimou que o milho adicional produzido devido ao subsídio de US$ 74 milhões valia entre US$ 120 milhões e US$ 140 milhões. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Foi realmente um bom investimento econômico", ele disse.&lt;br /&gt;Os Estados Unidos, que enviaram US$ 147 milhões em alimentos americanos para Maláui como ajuda de emergência desde 2002, mas apenas US$ 53 milhões para ajudar Maláui a cultivar seu próprio alimento, não forneceram qualquer apoio financeiro ao programa de subsídio, exceto para ajudar a pagar a avaliação dele. Ao longo dos anos, a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) se concentrou em promover o papel do setor privado no fornecimento de fertilizante e semente, e achava que os subsídios minavam tal esforço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas Alan Eastham, o embaixador americano em Maláui, disse em uma recente entrevista que o programa de subsídio funcionou "muito bem", apesar de ter afetado as vendas de fertilizantes comerciais.&lt;br /&gt;"A verdade é que Maláui teve sorte no ano passado", ele disse. "Eles conseguiram o fertilizante enquanto era necessário. A parte da sorte foi que tiveram as chuvas." &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E o Banco Mundial agora às vezes apóia o uso temporário de subsídios voltados para os pobres e executados de forma a promover os mercados privados.&lt;br /&gt;Aqui em Maláui, representantes do banco que disseram que geralmente apóiam a política de Maláui, apesar de terem criticado o governo por não ter uma estratégia para eventualmente acabar com os subsídios, questionam se as estimativas de produção de milho de 2007 foram infladas e dizem que ainda há bastante espaço para melhorar a forma como o subsídio é executado.&lt;br /&gt;"A questão é, vamos fazer um trabalho melhor com isto", disse David Rohrbach, um alto economista agrícola do banco. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Apesar da ambivalência dos doadores, os agricultores de Maláui abraçaram os subsídios. E o governo buscou neste ano dar ao seu povo um envolvimento mais direto na distribuição deles. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A aldeia de Chembe se reuniu em uma manhã recente sob os amplos galhos de uma árvore para decidir quem mais precisava de cupons de fertilizante à medida que a estação de plantio se aproximava. Eles só tinham o suficiente para 19 das 53 famílias da aldeia. "Senhoras e senhores, devemos começar com os idosos ou com os órfãos?" perguntou, Samuel Dama, um representante do clã Chembe.&lt;br /&gt;Os homens lideravam a assembléia, mas mulheres sentadas no chão aos pés deles chamavam quase todos os nomes dos mais necessitados, gesticulando para as famílias que criavam crianças que ficaram órfãs devido à Aids ou que cuidavam de idosos desdentados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Havia mais famílias pobres do que cupons, então as reclamações começaram entre aqueles que sabiam que teriam que esperar pelo próximo ano enquanto os campos de milho fertilizados de seus vizinhos se tornavam verdes.&lt;br /&gt;Sentindo o crescente ressentimento, o chefe da aldeia, Zaudeni Mapila, se levantou. Descalço e vestindo jeans empoeirados e uma jaqueta azul, ele encenou uma pantomima ridícula de maridos enchendo suas calças com milho para vender às escondidas para obter dinheiro para se embebedarem no bar. As mulheres caíram na gargalhada. A tensão passou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele encerrou com um lembrete que espera que diminuirá qualquer ciúme. "Eu não quero que ninguém se queixe", ele disse. "Não sou eu quem escolhe. São vocês." As mulheres cantaram para ele em um coro de reconhecimento, depois voltaram para seus lares e campos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fonte: The New York Times&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6877579897626462196?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6877579897626462196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6877579897626462196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6877579897626462196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6877579897626462196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/malui-colocando-um-fim-fome.html' title='Maláui: colocando um fim à fome, simplesmente ignorando os especialistas'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1S4DmvmzDI/AAAAAAAAAEM/5GVhBXjcQYo/s72-c/011207malaui.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-8926324828053662296</id><published>2007-12-03T10:07:00.000-08:00</published><updated>2007-12-03T10:24:06.701-08:00</updated><title type='text'>O perfil sócio-racial da relenta – uma leitura de conceitos</title><content type='html'>Minha infância no bairro Bateias (hoje Brasil), em Vitória da Conquista, foi marcada por acontecimentos q’inda hoje me povoam a alma de dores e espantos, alegrias e contemplações. Inda hoje predominam em minha mente lembranças de um vocabulário tipicamente bateiense e que eu jamais encontrei em qualquer outro lugar. Um vocabulário rico, demasiado rico.&lt;br /&gt;Havia termos que, confesso, nunca entendi, pois que muito cedo deixei as Bateias para outro trecho da cidade. Mas um vocábulo, em especial, veio-me à mente hoje, quando indagava a mim mesmo sobre as maneiras por meio das quais a sociedade estabelece diferenças e determina fronteiras sociais para-além dos aspectos meramente econômicos. Paulinho da Viola tem um belo samba chamado Chico Brito, que eu ouvia quando fustiguei minha imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detive-me nessas investigações filosóficas quando, enfim, atentei para o fato de que havia um termo, em especial, que, na minha infância, era utilizado para identificar um tipo especial de sujeito (a): relento. Relento (a) era todo aquele e toda aquela que, socialmente controvertido, assumia um comportamento que não era exatamente o modelo ordeiro que os pais tanto solicitam de seus filhos. Quem recorrer ao Aurélio saberá que relento é um termo que diz respeito às más condições atmosféricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitória da Conquista é uma cidade nordestina, porém, fria; seus habitantes costumam chamar de relentas as noites de neblina. Diz-se, muito comumente: “Menino, sai do relento”. Numa sociedade machista como a nossa, é evidente que o termo tem maior força quando aplicado à mulher, uma vez que ao homem o termo relento quase sinônimo. Sair à noite, sem compromisso, aprontando, é, em nossa sociedade, uma ação naturalmente masculina e aceita. À mulher, o recato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí por que o termo ganhava força quando indicava uma figura feminina. Lembro bem de meus pais intervindo junto às minhas irmãs, fazendo uso do termo relenta quase que para amedrontá-las. “Não quero ver vocês mais com aquelas relentas”; “Saiam de perto daquelas relentas”. Colar sua imagem à de uma relenta era carimbar o passaporte para o naufrágio social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas algo hoje me chamou atenção: relenta era um termo aplicado quase que exclusivamente às meninas negras; para mim, criança – e hoje esta verdade parece evidente –, relenta e negra eram sinônimos. Jane, filha de uma vizinha nossa – Dona Anésia – era uma menina como outra qualquer; criança cujos pés pisavam a areia e que possuía as qualidades todas próprias de alguém pertencente a uma determinada classe social. Jane era uma criança negra e, portanto, o seu comportamento era de uma relenta, condição que atingia não apenas sua dignidade mas a de sua família como um todo. Tais práticas verbais tem poderes elásticos. O mesmo comportamento, a mesma ação, o mesmo acinzentado da pele, quando percebidos em meninas de classe média – que cosia engraçada – não mereciam tais interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não pretenda utilizar neste espaço de linguajar academicista para explicar o que penso, devo dizer que vou me policiar para identificar aquelas práticas verbas que mais diretamente nos atinge para estabelecer uma leitura mais atenta dessas ações sociais que, de tão naturais, vão criando um ambiente de discriminações e de discursos preconceituosos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-8926324828053662296?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/8926324828053662296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=8926324828053662296&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8926324828053662296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/8926324828053662296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/o-perfil-scio-racial-da-relenta-uma.html' title='O perfil sócio-racial da relenta – uma leitura de conceitos'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-6140474807608306113</id><published>2007-12-02T11:49:00.000-08:00</published><updated>2007-12-02T12:00:18.941-08:00</updated><title type='text'>Escritor angolano lança obra no Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1MNjWvmy_I/AAAAAAAAADs/k-WSGaKsVR8/s1600-R/p04-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139466500811705330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="228" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1MNjWvmy_I/AAAAAAAAADs/AtCfE7D6weg/s400/p04-1.jpg" width="258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;De passagem por Brasília para lançar o livro &lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Os da minha rua&lt;/span&gt;, jovem escritor africano afirma que a capital de seu país, Luanda, passa por um “terremoto cultural” e conta que angola, em fase de reconstrução, vive agora o choro da cicatrização&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ondjaki&lt;/strong&gt;, pseudônimo de Ndalu de Almeida, nasceu em Luanda, Angola, há quase 30 anos. Publicou seu primeiro livro, Actu Sanguíneu, com poemas, em 2000. É um artista multimídia. Desenha, fotografa, dirigiu peças de teatro e, recentemente, realizou um documentário, Oxalá cresçam pitangas, sobre Luanda. Defensor entusiasmado de um maior contato entre as culturas de língua portuguesa, Ondjaki acredita que cada país deva manter suas particularidades lingüísticas.&lt;br /&gt;Ele esteve em Brasília, na terça-feira, para lançar sua mais recente obra Os da minha rua, publicada pela Língua Geral. Ondjaki conversou com o Correio e contou sua experiência de crescer num país em conflito, avaliou o impacto da paz na vida dos angolanos e analisou os problemas de reconstrução do país, vitimado por mais de 40 anos de guerra, contra os colonizadores portugueses e os guerrilheiros do FNLA e da Unita. Para ele, Angola vive um terremoto cultural, centralizado em Luanda, a capital, que concentra quase um terço da população do país.&lt;br /&gt;Finalista do Prêmio Portugal Telecom e fanático por basquete, como a maioria dos seus compatriotas (a seleção angolana é a mais forte da África), Ondjaki já se adaptou ao Brasil e até torce para um time de futebol carioca, o Fluminense, uma imposição de sua namorada carioca. A seguir, alguns trechos da entrevista.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;CRESCER NUM PAÍS EM GUERRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Eu sou daqueles que têm a felicidade de crescer longe da guerra. Sempre digo isso com toda franqueza. Cresci em Luanda, que teve combates apenas durante quatro dias, em 1992. Eu nasci em 1977 e não assisti aos combates de 1975, entre o FNLA, a Unita e o MPLA. A guerra que todo cidadão luandense sofreu é uma guerra colateral: falta d’água, de luz e imensas dificuldades, como aparecimento dos musseques, diretamente relacionados com o êxodo causado pela guerra.&lt;br /&gt;Mas agora há uma coisa interessante: a visão pura, limpa das crianças. Nós não tínhamos tanta consciência disso. Nós ouvíamos as notícias de que o país estava em guerra, a Unita, MPLA, dos sul-africanos, mas nós éramos simples crianças. Para qualquer criança, um fato é um fato normal. Como até esses quatro dias de guerra, na altura eu tinha 14 anos, mas era uma criança, era uma coisa natural. Não foi visto como um dramalhão.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;DESCOBERTA E O MEDO DA PAZ&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em quase todos os povos africanos que eu conheço, há uma naturalidade de se lidar com aquilo que aparentemente é dramático. Há uma aceitação muita sábia das coisas dramáticas como parte do destino. Talvez porque esses países sempre estiveram envolvidos em guerras. A guerra não era novidade para nós. A novidade era a paz. Eu vi pessoas assustadas com a paz. Que perguntavam: ‘E agora, como é que vai ser?’ Porque a gente tinha que aprender a viver com a paz. Hoje, em todos os angolanos, há um sorriso coletivo, de espanto, quase de magia, um sorriso infantil, causado por essa coisa de você poder pegar seu carro e ir a qualquer lugar, porque as estradas estão desminadas. Você pode pegar seu carro e andar mil quilômetros, quando antes você fazia apenas 40, 50 quilômetros já com algum risco. Mesmo na estrada Luanda-Benguela, que era relativamente segura, antes de sair você ouvia: ‘A Unita está aqui, a Unita está ali’.&lt;br /&gt;Então há essa redescoberta da circulação.&lt;br /&gt;No outro nível há uma redescoberta familiar, o que não é o meu caso, mas há famílias que ficaram 20 anos sem tomarem contato. Há toda uma estréia emocional neste entorno da paz, que eu penso que é um momento muito bonito. Eu fiz um pequeno documentário sobre Luanda chamado Oxalá cresçam pitangas, que é uma pequena tentativa, sem muitos apoios, mas quem me dera que todas essas emoções relativas à paz estivessem a serem gravadas, pois estamos a ver o renascimento do país. É como se todo o país pudesse chorar, mas é um choro de alívio, é um choro de celebração. Um choro de cicatrização.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;RESSENTIMENTOS E CONCILIAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há ressentimentos naturais. Esses ressentimentos devem estar ligados a quem perdeu um pai na guerra, a quem pisou numa mina, a quem teve uma prima torturada. Há uma camada da população que pode ter dores muito mais violentas, sob o ponto de vista psicológico, do que outras. Mas, no senso comum, há um sentimento de conciliação, há um sentimento de celebração, que deixa pouco espaço para ressentimentos, que, de resto, não é uma coisa típica dos africanos. Angola, felizmente, não é um país que explora o ressentimento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;O BOOM NA CULTURA E NOS ESPORTES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Há uma crescente produção. Começou um pouco antes do acordo de paz de Luena, em 1995, 996. Agora, o que houve depois da assinatura do acordo, assinado em 2002, foi uma maior distribuição de dinheiros. O dinheiro deixou de estar todo canalizado para a guerra e foi aparecendo em outras áreas. Houve três grandes explosões: a da literatura, o da música e a do desporto. A expansão da música passa por duas vias, uma institucional, há mais apoio, portanto grava-se mais, mas há um boom, que é um fenômeno universal. Com o domínio facilitado das novas tecnologias, a periferia, que são os musseques (favelas), está tudo a gravar. Quem divulga essa música? Não é a rádio, são os próprios candongueiros, os táxis coletivos, que aqui chamam van, um meio de propagação terrível. Depois penetra na rádio. Porque já que está todo mundo a ouvir nos candongueiros, aí a rádio vai e busca. São os chamados meios informais de circulação da informação, antes de chegar ao jornal e a rádio. Em relação ao desporto, além da afirmação do basquete (esporte nacional de Angola), um grande investimento no futebol, conseguiu-se, de uma maneira esforçada, por ativismo desportivo, chegar ao mundial, e a partir daí a afirmação de uma seleção que nunca chegara a lugar algum, e agora, com a paz, é possível fazerem-se esses campeonatos em nível nacional. Antes, só se jogava em províncias onde não havia guerra. A literatura acorda, mas enquanto na música e no desporto há um benefício direto se você fizer um investimento financeiro, a literatura depende de fatores subjetivos, como o talento.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;LITERATURA AFRICANA NO BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os nomes que estão a chegar aqui, angolanos e moçambicanos, são nomes de alta qualidade. Não é qualquer coisa. Ou por mérito dos intermediários, ou por mérito dos editores brasileiros. Os autores têm boa crítica. Não estou a falar de mim. Estou a falar do Luandino, estou a falar do Rui Eduardo Carvalho, Pepetela, Agualusa e de Mia Couto, um dos nomes maiores da literatura universal. Ainda faltam chegar nomes como Henrique Abranches, João Maiomona, José Luiz Mendonça. A literatura angolana está presa à Luanda, que tem nesse momento, 6 milhões de habitantes. Configura quase um terço da população do país. Quase todos os produtores culturais estão em Luanda. Mesmo um Jacques Arlindo dos Santos, nascido no interior, está a 40 anos em Luanda. Ou ele escreve sobre Luanda, ou vai escrever um livro de memórias. Luanda é um terremoto cultural, e não estou a falar de festas e funerais, que são dois eventos muito interessantes na cidade. Em cada canto de Luanda há gente a contar histórias interessantes, vendedores de rua, condutores de táxi, empregadas, funcionários bancários, têm uma história a contar ou recontar. Luanda é uma cidade teatral. Ninguém fica imune a essa teatralidade em uma cidade onde têm milhares de pessoas a dizer: ‘Contem minha história’. O luandense é um cidadão extremamente apaixonado por sua cidade, apesar de ela estar suja e destruída. O que é uma forma de amor extremamente profunda, porque é mais fácil amar algo limpo do que algo que está sujo e destruído.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;CRESCIMENTO ECONÔMICO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“O crescimento econômico realmente é visível, mas não é proporcional à distribuição da riqueza. Não estou com isso a querer dizer que é um fenômeno exclusivo nosso. Nós sabemos que a má distribuição da riqueza é um problema mundial. Eu gostaria que a gente pudesse distribuir um pouco mais essa explosão de riqueza. Eu digo sinceramente que muita coisa está a ser feita em termos de benefícios sociais. Tenho andado de carro por Angola e visto muitos hospitais novos, muitas escolas novas, muitos postos de saúde novos. Portanto, há sim um certo investimento, mas penso que esse investimento tinha que ser mais forte, mais cuidadoso e mais eficaz. Detectar quais são as áreas que tem prioridade.&lt;br /&gt;É óbvio que há um boom na construção civil, mas como ficam os problemas de nutrição e de certas epidemias que aparecem de repente? Tivemos Ébola, tivemos Marburg? Em termos de Aids, não estamos tão mal como nossos vizinhos, o Congo e a África do Sul, mas parece que nossos números, mesmo assim, são assustadores, mas eu não tenho esses dados. Eu penso que num país de recursos consideráveis, como nós temos, não é concebível que ainda falte luz, inclusive em Luanda, e água. O que é ridículo, pois nós somos um dos países com maiores recursos hídricos por quilômetro quadrado. Há províncias banhadas por sete, oito rios. Os caboverdianos, que só se abastecem com água de chuva, ficam fascinados com isso. Quando vêem uma pequena fonte natural ficam a olhar, olhar, olhar. Uma vez vi um caboverdiano hipnotizado por uma pequena queda d’água, que nem sequer era uma queda d’água, era um chuveiro. E a gente a buzinar no carro, e ele fascinado com um fio d’água. E ele disse: ‘Sabe o que eu estava a olhar? É que aquele fio d’água nunca pára’. O que lhe fascinava não era a quantidade. Era o fato daquela água ser imparável.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;REFORMA ORTOGRÁFICA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Um dia ainda vou ser que nem Manoel de Barros que só faz entrevista por e-mail. É mais seguro, porque não deturpam. Aqui no Brasil já deturparam bastante. Não percebem (entendem) bem e deturpam. A ponto de eu falar uma coisa e aparecer outra. Ou então não entendem e começam a abrasileirar o discurso. Ora, eu não falo brasileiro, falo português de Angola, não gosto de ver as minhas citações abrasileiradas porque não falei assim. Tiram os artigos, põem gerúndios. Sou completamente a favor da particularidade cultural dos povos. O que não tem nada a ver com todos os outros laços que nos unem, que são muito bonitos. Mas também é bonito que cada um fale como fala. Não vamos todos falar igual. Nem todos falar como os portugueses, que não acho feio, nem todos falar como os brasileiros, só porque são mais. Que também não acho feio. Por isso não concordo quando o Agualusa argumenta: ‘Ah, mas os brasileiros são 180 milhões’. Podiam ser 500 milhões. Em Cabo Verde são 400 mil e falam como eles quiserem. Essa conversa tem passado tanto lá nos encontros que tivemos agora, do Acordo Ortográfico. Quem concorda, quem não concorda. E eu sempre argumento: Não posso concordar ou não concordar com uma coisa que eu não conheço. Nunca ninguém me explicou.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;FONTE: Correio Braziliense&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-6140474807608306113?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/6140474807608306113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=6140474807608306113&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6140474807608306113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/6140474807608306113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/escritor-angolado-lana-obra-no-brasil.html' title='Escritor angolano lança obra no Brasil'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1MNjWvmy_I/AAAAAAAAADs/AtCfE7D6weg/s72-c/p04-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1261233561061640027</id><published>2007-12-02T08:50:00.000-08:00</published><updated>2007-12-02T08:56:59.146-08:00</updated><title type='text'>02 de dezembro - Dia Nacional do Samba</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1LjqWvmy-I/AAAAAAAAADk/M53Ju1uekL8/s1600-R/IMG29112007160159.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139420441582423010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 411px; CURSOR: hand; HEIGHT: 338px; TEXT-ALIGN: center" height="231" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1LjqWvmy-I/AAAAAAAAADk/Tz-ccTzohjQ/s400/IMG29112007160159.jpg" width="321" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1LjGWvmy9I/AAAAAAAAADc/Zuwlujb3dvQ/s1600-R/IMG29112007160159.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Samba, agoniza mas não morre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Nelson Sargento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Samba,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agoniza mas não morre&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguém sempre te socorre&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes do suspiro derradeiro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Samba&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Negro, forte, destemido&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi duramente perseguidoNa esquina, no botequim, no terreiro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Samba, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inocente, pé-no-chão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A fidalquia do salão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Te abraçou, te envolveu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mudaram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toda a sua estrutura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Te impuseram outra cultura&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E você nem percebeu&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1261233561061640027?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1261233561061640027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1261233561061640027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1261233561061640027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1261233561061640027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/02-de-dezembro-dia-nacional-do-samba.html' title='02 de dezembro - Dia Nacional do Samba'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1LjqWvmy-I/AAAAAAAAADk/Tz-ccTzohjQ/s72-c/IMG29112007160159.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-3115876765415860423</id><published>2007-12-01T20:59:00.000-08:00</published><updated>2007-12-02T04:59:24.790-08:00</updated><title type='text'>"Ser Negro no Brasil Hoje"</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1I79Gvmy8I/AAAAAAAAADU/OaqmaRpJCsQ/s1600-R/268009.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139236045751503810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" height="261" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1I79Gvmy8I/AAAAAAAAADU/4ko_1alytCg/s400/268009.jpg" width="210" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ética enviesada da sociedade branca desvia enfrentamento do problema negro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Milton Santos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Há uma freqüente indagação sobre como é ser negro em outros lugares, forma de perguntar, também, se isso é diferente de ser negro no Brasil. As peripécias da vida levaram-nos a viver em quatro continentes, Europa, Américas, África e Ásia, seja como quase transeunte, isto é, conferencista, seja como orador, na qualidade de professor e pesquisador. Desse modo, tivemos a experiência de ser negro em diversos países e de constatar algumas das manifestações dos choques culturais correspondentes. Cada uma dessas vivências foi diferente de qualquer outra, e todas elas diversas da própria experiência brasileira. As realidades não são as mesmas. Aqui, o fato de que o trabalho do negro tenha sido, desde os inícios da história econômica, essencial à manutenção do bem-estar das classes dominantes deu-lhe um papel central na gestação e perpetuação de uma ética conservadora e desigualitária. Os interesses cristalizados produziram convicções escravocratas arraigadas e mantêm estereótipos que ultrapassam os limites do simbólico e têm incidência sobre os demais aspectos das relações sociais. Por isso, talvez ironicamente, a ascensão, por menor que seja, dos negros na escala social sempre deu lugar a expressões veladas ou ostensivas de ressentimentos (paradoxalmente contra as vítimas). Ao mesmo tempo, a opinião pública foi, por cinco séculos, treinada para desdenhar e, mesmo, não tolerar manifestações de inconformidade, vistas como um injustificável complexo de inferioridade, já que o Brasil, segundo a doutrina oficial, jamais acolhera nenhuma forma de discriminação ou preconceito.&lt;br /&gt;500 anos de culpa&lt;br /&gt;Agora, chega o ano 2000 e a necessidade de celebrar conjuntamente a construção unitária da nação. Então é ao menos preciso renovar o discurso nacional racialista. Moral da história: 500 anos de culpa, 1 ano de desculpa. Mas as desculpas vêm apenas de um ator histórico do jogo do poder, a Igreja Católica! O próprio presidente da República considera-se quitado porque nomeou um bravo general negro para a sua Casa Militar e uma notável mulher negra para a sua Casa Cultural. Ele se esqueceu de que falta nomear todos os negros para a grande Casa Brasileira. Por enquanto, para o ministro da Educação, basta que continuem a frequentar as piores escolas e, para o ministro da Justiça, é suficiente manter reservas negras como se criam reservas indígenas. A questão não é tratada eticamente. Faltam muitas coisas para ultrapassar o palavrório retórico e os gestos cerimoniais e alcançar uma ação política consequente. Ou os negros deverão esperar mais outro século para obter o direito a uma participação plena na vida nacional? Que outras reflexões podem ser feitas, quando se aproxima o aniversário da Abolição da Escravatura, uma dessas datas nas quais os negros brasileiros são autorizados a fazer, de forma pública, mas quase solitária, sua catarse anual? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Hipocrisia permanente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No caso do Brasil, a marca predominante é a ambivalência com que a sociedade branca dominante reage, quando o tema é a existência, no país, de um problema negro. Essa equivocação é, também, duplicidade e pode ser resumida no pensamento de autores como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, para quem, entre nós, feio não é ter preconceito de cor, mas manifestá-lo. Desse modo, toda discussão ou enfrentamento do problema torna-se uma situação escorregadia, sobretudo quando o problema social e moral é substituído por referências ao dicionário. Veja-se o tempo politicamente jogado fora nas discussões semânticas sobre o que é preconceito, discriminação, racismo e quejandos, com os inevitáveis apelos à comparação com os norte-americanos e europeus. Às vezes, até parece que o essencial é fugir à questão verdadeira: ser negro no Brasil o que é? Talvez seja esse um dos traços marcantes dessa problemática: a hipocrisia permanente, resultado de uma ordem racial cuja definição é, desde a base, viciada. Ser negro no Brasil é frequentemente ser objeto de um olhar vesgo e ambíguo. Essa ambiguidade marca a convivência cotidiana, influi sobre o debate acadêmico e o discurso individualmente repetido é, também, utilizado por governos, partidos e instituições. Tais refrões cansativos tornam-se irritantes, sobretudo para os que nele se encontram como parte ativa, não apenas como testemunha. Há, sempre, o risco de cair na armadilha da emoção desbragada e não tratar do assunto de maneira adequada e sistêmica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;Marcas visíveis&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff33;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que fazer? Cremos que a discussão desse problema poderia partir de três dados de base: a corporeidade, a individualidade e a cidadania. A corporeidade implica dados objetivos, ainda que sua interpretação possa ser subjetiva; a individualidade inclui dados subjetivos, ainda que possa ser discutida objetivamente. Com a verdadeira cidadania, cada qual é o igual de todos os outros e a força do indivíduo, seja ele quem for, iguala-se à força do Estado ou de outra qualquer forma de poder: a cidadania define-se teoricamente por franquias políticas, de que se pode efetivamente dispor, acima e além da corporeidade e da individualidade, mas, na prática brasileira, ela se exerce em função da posição relativa de cada um na esfera social. Costuma-se dizer que uma diferença entre os Estados Unidos e o Brasil é que lá existe uma linha de cor e aqui não. Em si mesma, essa distinção é pouco mais do que alegórica, pois não podemos aqui inventar essa famosa linha de cor. Mas a verdade é que, no caso brasileiro, o corpo da pessoa também se impõe como uma marca visível e é frequente privilegiar a aparência como condição primeira de objetivação e de julgamento, criando uma linha demarcatória, que identifica e separa, a despeito das pretensões de individualidade e de cidadania do outro. Então, a própria subjetividade e a dos demais esbarram no dado ostensivo da corporeidade cuja avaliação, no entanto, é preconceituosa. A individualidade é uma conquista demorada e sofrida, formada de heranças e aquisições culturais, de atitudes aprendidas e inventadas e de formas de agir e de reagir, uma construção que, ao mesmo tempo, é social, emocional e intelectual, mas constitui um patrimônio privado, cujo valor intrínseco não muda a avaliação extrínseca, nem a valoração objetiva da pessoa, diante de outro olhar. No Brasil, onde a cidadania é, geralmente, mutilada, o caso dos negros é emblemático. Os interesses cristalizados, que produziram convicções escravocratas arraigadas, mantêm os estereótipos, que não ficam no limite do simbólico, incidindo sobre os demais aspectos das relações sociais. Na esfera pública, o corpo acaba por ter um peso maior do que o espírito na formação da socialidade e da sociabilidade. Peço desculpas pela deriva autobiográfica. Mas quantas vezes tive, sobretudo neste ano de comemorações, de vigorosamente recusar a participação em atos públicos e programas de mídia ao sentir que o objetivo do produtor de eventos era a utilização do meu corpo como negro -imagem fácil- e não as minhas aquisições intelectuais, após uma vida longa e produtiva. Sem dúvida, o homem é o seu corpo, a sua consciência, a sua socialidade, o que inclui sua cidadania. Mas a conquista, por cada um, da consciência não suprime a realidade social de seu corpo nem lhe amplia a efetividade da cidadania. Talvez seja essa uma das razões pelas quais, no Brasil, o debate sobre os negros é prisioneiro de uma ética enviesada. E esta seria mais uma manifestação da ambiguidade a que já nos referimos, cuja primeira consequência é esvaziar o debate de sua gravidade e de seu conteúdo nacional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;&lt;strong&gt;Olhar enviesado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enfrentar a questão seria, então, em primeiro lugar, criar a possibilidade de reequacioná-la diante da opinião, e aqui entra o papel da escola e, também, certamente, muito mais, o papel frequentemente negativo da mídia, conduzida a tudo transformar em "faits-divers", em lugar de aprofundar as análises. A coisa fica pior com a preferência atual pelos chamados temas de comportamento, o que limita, ainda mais, o enfrentamento do tema no seu âmago. E há, também, a displicência deliberada dos governos e partidos, no geral desinteressados do problema, tratado muito mais em termos eleitorais que propriamente em termos políticos. Desse modo, o assunto é empurrado para um amanhã que nunca chega. Ser negro no Brasil é, pois, com frequência, ser objeto de um olhar enviesado. A chamada boa sociedade parece considerar que há um lugar predeterminado, lá em baixo, para os negros e assim tranquilamente se comporta. Logo, tanto é incômodo haver permanecido na base da pirâmide social quanto haver "subido na vida". Pode-se dizer, como fazem os que se deliciam com jogos de palavras, que aqui não há racismo (à moda sul-africana ou americana) ou preconceito ou discriminação, mas não se pode esconder que há diferenças sociais e econômicas estruturais e seculares, para as quais não se buscam remédios. A naturalidade com que os responsáveis encaram tais situações é indecente, mas raramente é adjetivada dessa maneira. Trata-se, na realidade, de uma forma do apartheid à brasileira, contra a qual é urgente reagir se realmente desejamos integrar a sociedade brasileira de modo que, num futuro próximo, ser negro no Brasil seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-3115876765415860423?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/3115876765415860423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=3115876765415860423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3115876765415860423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/3115876765415860423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/ser-negro-no-brasil-hoje-artigo-de.html' title='&quot;Ser Negro no Brasil Hoje&quot;'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1I79Gvmy8I/AAAAAAAAADU/4ko_1alytCg/s72-c/268009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-1857607131161407963</id><published>2007-12-01T20:51:00.000-08:00</published><updated>2007-12-01T20:54:11.190-08:00</updated><title type='text'>A revolução de Milton Santos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1I6GGvmy7I/AAAAAAAAADM/HHPZyutTHJw/s1600-R/milton.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139234001347070898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 315px; CURSOR: hand; HEIGHT: 171px" height="123" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1I6GGvmy7I/AAAAAAAAADM/_AN0K-Fo-TA/s400/milton.jpg" width="315" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; "Estamos convencidos de que a mudança histórica em perspectiva provirá de um movimento de baixo para cima, tendo como atores principais os países subdesenvolvidos e não os países ricos; os deserdados e os pobres e não os opulentos e outras classes obesas; o indivíduo liberado partícipe das novas massas e não o homem acorrentado; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;o pensamento livre e não o discurso único&lt;/span&gt;. Os pobres não se entregam e descobrem a cada dia formas inéditas de trabalho e de luta; a semente do entendimento já está plantada e o passo seguinte é o seu florescimento em atitudes de inconformidade e, talvez, rebeldia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Milton Santos&lt;/strong&gt; em &lt;em&gt;Por Uma Outra Globalização - Do Pensamento Único à Consciência Universal&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-1857607131161407963?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/1857607131161407963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=1857607131161407963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1857607131161407963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/1857607131161407963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/revoluo-de-milton-santos.html' title='A revolução de Milton Santos'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1I6GGvmy7I/AAAAAAAAADM/_AN0K-Fo-TA/s72-c/milton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7958085711364970557.post-7176441400328160383</id><published>2007-12-01T20:31:00.001-08:00</published><updated>2007-12-01T20:36:04.250-08:00</updated><title type='text'>Cruz e Sousa, poeta negro brasileiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1I1QGvmy6I/AAAAAAAAADE/1HpWT3xtHCc/s1600-R/rev6n.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139228675587623842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px" height="199" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R1I1QGvmy6I/AAAAAAAAADE/_fCE02dKzJg/s400/rev6n.jpg" width="132" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;João da Cruz e Sousa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; faleceu a 19 de Março de 1898, aos 36 anos, e a história da sua vida é uma das mais trágicas da literatura brasileira. Filho de um casal de escravos, "recebeu o nome do santo do dia, João da Cruz, e o sobrenome do senhor do seu pai", o Marechal-de-Campo Guilherme Xavier de Sousa. "(...) Negro puro, (...) deixava três filhos e uma viúva grávida. Esses três filhos, um por um, sucumbirão à mesma tuberculose. A eles seguir-se-á a mãe. Apenas o filho póstumo, com o mesmo nome do pai, escapará da hecatombe familiar, para, por sua vez, morrer da mesma doença aos dezessete anos, em 1915.&lt;br /&gt;Deixava grávida, no entanto, a menor Francelina Maria da Conceição, que, após gerar o neto do poeta, (...) morreria atropelada por um bonde". Considerado o maior poeta do Simbolismo brasileiro, Cruz e Sousa foi protegido e educado pela esposa do Marechal-de-Campo e depressa revelou grandes aptidões intelectuais, de onde uma extrema desadequação ao seu meio de origem e o embate violento com o preconceito racial.&lt;br /&gt;A vida atribulada desta grande personalidade das letras brasileira é também pretexto para uma criteriosa amostragem de um dos seus melhores e mais belos poemas: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Cárcere das almas&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Soluçando nas trevas, entre as grades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Do calabouço olhando imensidades,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mares, estrelas, tardes, natureza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo se veste de uma igual grandeza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando a alma entre grilhões as liberdades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sonha e, sonhando, as imortalidades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Rasga no etéreo o Espaço da Pureza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ó almas presas, mudas e fechadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nas prisões colossais e abandonadas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Da Dor no calabouço, atroz, funéreo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nesses silêncios solitários, graves,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que chaveiro do Céu possui as chaves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;para abrir-vos as portas do Mistério?!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7958085711364970557-7176441400328160383?l=umnegro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umnegro.blogspot.com/feeds/7176441400328160383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7958085711364970557&amp;postID=7176441400328160383&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7176441400328160383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7958085711364970557/posts/default/7176441400328160383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umnegro.blogspot.com/2007/12/cruz-e-sousa-poeta-negro-brasileiro.html' title='Cruz e Sousa, poeta negro brasileiro'/><author><name>Fábio Sena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063341582848094024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_vHqx-gfcCww/R3PIZqq7OcI/AAAAAAAAAL0/n83hWDTlL3U/S220/2.J
